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Urbanism: O mais recente de arquitetura e notícia

Nossas cidades são construídas para os jovens?

As cidades em que vivemos hoje foram construídas com base em princípios concebidos há décadas, com a perspectiva de garantir que sejam habitáveis por todos. Ao longo da história, as cidades têm sido catalisadoras do crescimento econômico, servindo como pontos focais para negócios e migração. No entanto, na última década, especialmente durante os últimos dois anos, o mundo testemunhou reconfigurações drásticas na forma como as sociedades funcionam, vivem e se deslocam.

O tecido urbano de hoje destaca dois padrões demográficos: rápida urbanização e grandes populações jovens. As cidades, embora crescendo em escala, na verdade se tornaram mais jovens, com quase quatro bilhões da população mundial com menos de 30 anos vivendo em áreas urbanas, e em 2030, UN-Habitat espera que 60% da população urbana tenha menos de 18. Então, quando o assunto é planejamento urbano e futuro das cidades, fica evidente que os jovens devem fazer parte da conversa.

Cortesia de UN-Habitat, Global Public Space ProgrammeCortesia de UN-Habitat, Global Public Space ProgrammeCortesia de UN-Habitat, Global Public Space ProgrammeCortesia de UN Habitat+ 14

Expansão urbana e cidades fantasmas: o impacto da mineração no ambiente construído

Muitas das cidades que conhecemos hoje, não apenas foram fundadas a séculos mas cresceram e floresceram devido a uma série de diferentes razões. Alguns dos mais importantes assentamentos humanos e urbanos se desenvolveram devido à sua proximidade com a água, como no o caso de Dar es Salaam, atualmente uma das mais importantes cidades portuárias da África Oriental. Outras famosas capitais do mundo foram planejadas e construídas do zero muito mais recentemente, como no caso do Brasil e também da Nigéria. Existem ainda cidades e até regiões criadas para servir a um determinado setor da economia ou industria, como é o caso do Vale do Silício, no estado americano da Califórnia. Entre a infinidade de distintas razões que podem provocar o surgimento ou o desenvolvimento de uma determinada cidade, existe uma que no entanto, foi capaz não apenas de criá-las da noite para o dia, mas também de destruí-las em um curto espaço de tempo.

Cidade Fantasma de Randsburg, Califórnia, EUA. Imagem © Wikimedia User inkknife_2000 under the under the Creative Commons Attribution-Share Alike 2.0 Generic licenseCidade Fantasma de Calico, San Bernardino County, Califórnia, EUA. Imagem © Wikimedia User (WT-de) Mistoffeles under the under the Creative Commons Attribution-Share Alike 2.0 Generic licenseCidade Fantasma de Calico, San Bernardino County, Califórnia, EUA. Imagem © Wikimedia User InSapphoWeTrust under the under the Creative Commons Attribution-Share Alike 2.0 Generic licenseCidade Fantasma de Goldfield em meio ao antigo território Apache, Arizona, EUA. Imagem © Wikimedia User Bernard Gagnon under the under the Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported license+ 9

Relações de poder e desigualdade em mapas: uma análise urbana através da cartografia

A humanidade como a conhecemos hoje é resultado de séculos e mais séculos de fenômenos naturais e migratórios complexos responsáveis por forjar a aparência geográfica e humana do planeta no qual habitamos. Humanos são seres sensoriais, e como tais, se relacionam com o mundo através de suas experiências vividas, mas, além disso, há outra forma pela qual podemos compreender o mundo no qual vivemos, isto é, através da uma representação bidimensional inventada pelo homem—os mapas. A cartografia, muitas vezes, é utilizada para delinear fronteiras e estabelecer limites, e desta forma têm sido utilizada historicamente como uma ferramenta de opressão e segregação.

© Cook's Handbook for London. With Two MapCourtesy of Daily OverviewCourtesy of Daily OverviewCourtesy of Daily Overview+ 9

Explorando os princípios do reurbanismo: reuso adaptativo na escala da cidade

Cidades ao redor do mundo adotaram amplamente o conceito de reuso adaptativo e a importância de investir em locais históricos e trazê-los para os dias atuais. Em vez de se concentrar em uma construção totalmente nova, muitos estão vendo o valor em reaproveitar a antiga estrutura para novos programas. igrejas estão se tornando restaurantes, fábricas são transformadas em museus e apartamentos e armazéns são projetados para se tornarem espaços para escritórios icônicos. Mas, além de edifícios individuais, alguns urbanistas e preservacionistas estão reimaginando o que significa revitalizar de maneira semelhante, mas em escala de cidade, e como podemos determinar os edifícios que beneficiariam nossos bairros se eles fossem reaproveitados.

Os desafios do urbanismo na África: como preservar o patrimônio cultural na era das megacidades?

Este artigo foi publicado originalmente em Common Edge.

Apesar da quebra de ritmo testemunhada pela indústria da construção civil ao longo dos últimos dois anos, os projetos de megacidades na África continuaram avançando a toque de caixa, e são inúmeros os novos empreendimentos que estão surgindo nas principais cidades de todo o continente. Embora o desenvolvimento das principais cidades africanas possa ser um motivo para celebrar, não devemos fechar os olhos para o descompasso entre a visão dos investidores e das autoridades e a realidade econômica e o contexto cultural das pessoas que ali vivem. Muitos são aqueles que questionam se essas novas cidades poderiam ser construídas de outra maneira, ou se a população de baixa renda também será beneficiada por estes investimentos ou se continuarão a viver às margens, em cidades que preservam muitas das características colonialistas de outrora e em grande parte, permanecem sendo impostas a ela.

As batalhas urbanas que moldaram as cidades que conhecemos

Historicamente, o desenvolvimento das cidades se dá de forma lenta e gradual. Paisagens urbanas transformam-se constantemente à medida que enfrentam novas questões sociais, econômicas e políticas, a tal ponto que nos é difícil apontar apenas uma única razão pela qual o espaço urbano e construído se modifica ao longo do tempo. Mais recentemente, em razão dos muitos desafios que nossas cidades enfrentam, muitos arquitetos e arquitetas têm começado a se perguntar sobre como poderíamos construir um futuro melhor para nossas cidades e, principalmente, para as pessoas que nelas habitam. Neste longo e inexorável processo de evolução, muitas vezes a razão pela qual construimos nossas cidades de uma maneira e não outra tem a ver mais com uma linha de pensamento dominante do que com as condicionantes sociais, econômicas, políticas e também geográficas as quais arquitetos e urbanistas deveriam tentar responder.

Miami apresenta plano para combater o aumento do nível do mar

No início deste mês, a cidade de Miami divulgou uma versão preliminar de seu plano abrangente de combate aos efeitos das mudanças climáticas. O chamado Stormwater Master Plan (SWMP) será implementado para diminuir a ameaça de inundações em toda a cidade, melhorar a qualidade da água na Baía de Biscayne e fortalecer seu litoral contra tempestades mais fortes e frequentes nos próximos 40 anos, em uma estimativa de custo geral de US $ 3,8 bilhões.

Fuga ou ganho de capital humano? Como a arquitetura se tornou uma ferramenta para a migração

A migração entre cidades, estados, países e continentes faz parte da vida cotidiana. À medida que buscamos novas oportunidades em nossas vidas pessoais e profissionais, nossas escolhas individuais têm, na verdade, impactos maiores nos grandes sistemas socioeconômicos, altamente interconectados em todo o mundo. Mudar de uma pequena cidade rural para uma grande metrópole, ou de um continente para outro, traz mais implicações do que você possa imaginar — e a arquitetura, combinada com o conceito de "fuga de capital humano", pode estar auxiliando o processo nos bastidores, influenciando você a ir de um lugar para o outro.

Explorando princípios do novo urbanismo no século XXI

A discussão sobre como planejamos as cidades em que queremos viver é uma conversa sem fim. À medida que nosso mundo passa por mudanças que afetam os projetos urbanos de maneiras previsíveis e imprevisíveis, alguns princípios se mantém verdadeiros: as cidades que dependem menos do transporte privado, criam bairros onde se pode caminhar, possuem uma infinidade de parques e espaços públicos e são projetadas de uma maneira mais próxima à escala humana tendem a ser favorecidas e bem recebidas pelas pessoas que a habitam. O conceito do Novo Urbanismo se apoia nessas ideologias e soma um toque moderno, resultando em como elas podem ser introduzidas ao nosso estilo de vida no século XXI. O Novo Urbanismo pode ser visto como uma estratégia de planejamento que tem sido elogiada e criticada desde sua implementação.

Tipologias de quadras urbanas: diferentes formas de ocupar a cidade

Atenas Grécia. Drone photo by @spathumpa
Atenas Grécia. Drone photo by @spathumpa

Quadras urbanas podem ser definidas como o espaço delimitado pelo cruzamento de três ou mais vias, subdivisível em lotes para a construção de edifícios. Para além da definição técnica, no decorrer dos séculos, este elemento morfológico foi sendo moldado em conformidade com o pensamento urbano e as expectativas vigentes podendo configurar um único volume ou vários que variam em altura e profundidade; volumes isolados em meio a natureza ou labirintos de difícil acesso. Independente da composição, a quadra simboliza o elemento mínimo da escala do bairro e assume o importante papel na mediação entre o público e o privado dentro das cidades. 

Viena, Áustria. Created by @benjaminrgrant, source imagery: @digitalglobeBerlim, Alemanha. Created by @dailyoverview, source imagery: @maxartechnologiesToledo, Espanha. Drone photo by @zekedroneDubai, Emirados Árabes. Created by @dailyoverview, source imagery: @maxartechnologies+ 15

Três direitos dos pedestres que podem ser assegurados por meio do desenho urbano

Ainda que todos sejamos pedestres, muitas vezes quem está atrás do volante não respeita o espaço, o tempo ou a prioridade de quem anda a pé. Esse é um dos motivos que faz de qualquer caminhada nas cidades um desafio. Além das questões de segurança pública, a hierarquia e o consequente desenho urbano que configuram as vias urbanas brasileiras dificultam o atendimento dos direitos básicos dos pedestres.

Strelka Institute reúne 41 entrevistas sobre o futuro do urbanismo

Uma coletânea de 41 entrevistas conduzidas por estudantes do Strelka Institute, intitulada Future Urbanism, está agora disponível online. As entrevistas contam com a participação de arquitetos, urbanistas, sociólogos, pesquisadores e outros profissionais de campos relacionados aos estudos urbanos, enfatizando a preocupação do Strelka Institute em abordar o tema a partir de uma perspectiva interdisciplinar. Veja as entrevistas aqui.