
Em julho, Las Vegas surpreendeu com um espetáculo extravagante: uma estrutura esférica colossal revestida de LED, com 110 metros de altura e 157 metros de largura. Esse espaço de entretenimento atraiu instantaneamente o olhar do público, tornando-se um marco local e atraindo atenção global por meio de uma extensa cobertura da mídia. Ideias semelhantes de esferas já foram propostas em Londres e em uma escala menor em Los Angeles. Essas estruturas de exibição massivas abrem discussões sobre as fachadas como telas digitais. Que papel a arquitetura pode desempenhar como uma tela urbana, além de ser um outdoor? E como a arquitetura pode envolver o público por meio da arte digital, indo além das enormes esferas de LED?
Em setembro deste ano, a Vegas Sphere iniciou sua rotação de artistas, usando sua fachada de 1,2 milhão de LEDs como uma tela digital de arte em 360 graus. Refik Anadol foi o primeiro artista a assumir a Sphere com uma escultura de dados de inteligência artificial, intitulada "Machine Hallucinations: Sphere." A obra utiliza dados e algoritmos de machine learning para criar abstrações animadas em grande escala que se baseiam em ambientes urbanos, natureza e espaço. Em uma entrevista ao LA Times, Anadol afirma que a esfera permitiu que seu trabalho se expandisse em novas direções e atingisse novos patamares de sua arte em vídeo. A singularidade da Sphere como um visor de arte incomum levanta a questão: de que outras formas a arquitetura poderia criar telas exclusivas para arte digital?







