
Por muito tempo, a sustentabilidade foi vista como sinônimo de tecnologia no meio arquitetônico. A eficiência era diretamente relacionada a aparatos tecnológicos inovadores que cobriam as edificações de parafernálias. Hoje em dia, entretanto, o conceito de sustentabilidade abrange cada vez mais diferentes estratégias que estão relacionadas também ao reconhecimento de técnicas vernaculares e materiais locais como primordiais para a criação de edificações sustentáveis e neutras em carbono.
No entanto, independente da técnica ou dos materiais utilizados, o denominador comum é a busca pela diminuição da pegada de carbono de nossas arquiteturas, uma situação que exige mudanças na forma como os edifícios são concebidos, construídos e operados. Ou seja, retornar ao vernacular ou utilizar o aplicativo de última geração são estratégias que, apesar de muito diferentes, desejam chegar a este mesmo lugar e, por isso, são igualmente válidas.
A inteligência artificial (IA), particularmente, tem causado uma revolução no nosso modo de habitar há algumas décadas, começando discretamente pelos acionamentos automatizados de iluminação, segurança e demais eletrodomésticos, até chegar a cálculos precisos sobre a eficiência energética da edificação. Com isso, a IA vai mais além, sendo implementada para compreender melhor tanto a eficiência energética de um edifício como para entender a forma como a sociedade interage com a estrutura e como a própria estrutura interage com o meio ambiente.




