
A modernidade e a globalização diminuíram as distâncias entre lugares, alteraram as formas de se relacionar, aceleraram a troca de informações entre países, e, de certa maneira, fizeram o mundo conhecido para todo mundo. Mas a verdade é que “todo mundo” é muita gente, e a dupla modernidade-globalização trouxe consigo a evidente disparidade social e tecnológica, e países privilegiados acabaram protagonizando certos modos de lazer, cultura e consumo. A hegemonia de determinadas culturas acabou incutindo a ideia de que existe um jeito “certo” de se viver e construir cidades, e o desenvolvimento indômito tem custado aos biomas do planeta Terra.
Esse tema não é novidade, e a questão premente que se coloca para o campo da arquitetura é: existem meios de conciliar a urbanização com o meio ambiente? Soluções diversas se anunciam. O que parece o início da mudança de perspectiva é compreender a posição humana dentro de um todo: não existe a natureza externa ao humano, esse último é feito dela, e a atuação de um influencia no outro.
