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Urbanização: O mais recente de arquitetura e notícia

Como viver em sociedade influencia nossos comportamentos individuais?

Essa pergunta já pode ter passado pela sua cabeça e ela é, de fato, objeto de reflexão de pesquisadores de diversas áreas, incluindo filosofia, ciências sociais e psicologia. Atualmente, somos mais de 4 bilhões de pessoas que vivem em áreas urbanas, índice que aumenta a cada ano. A vida em comunidade traz grandes desafios e, para coordenar muitos deles, os grupos estabeleceram uma série de princípios e padrões que estimulam um senso comum entre os indivíduos.

Corpo, discurso e território: a cidade em disputa nas dobras da narrativa de Carolina Maria de Jesus

Nessa tese de doutorado, a arquiteta e urbanista Gabriela Leandro Pereira explora os relatos e as disputas de narrativas urbanas da escritora mineira Carolina Maria de Jesus. Carolina é uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil, tendo como sua obra mais conhecida o livro Quarto de Despejo. Diário de Uma Favelada - resultado do relato do cotidiano cruel de mulher negra, catadora de papel e moradora da favela do Canindé em São Paulo. A tese foi defendida em 2015 na Universidade Federal da Bahia, tendo como orientadora a Profa. Dra. Ana Maria Fernandes e recebeu o Prêmio Prêmio Rodrigo Simões de Teses de Doutorado, Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR) em 2017. Veja abaixo o resumo enviado pela autora.

A engrenagem urbana brasileira: dispositivos legais para a gestão das cidades

Constatações de que as cidades brasileiras cresceram sem o devido planejamento, de maneira desordenada, são recorrentes. Também é comum ouvir que a legislação urbana do Brasil é moderna, mas que temos dificuldades para tirar as melhores práticas do papel. Porém, poucas pessoas de fato entendem como funcionam as engrenagens do planejamento urbano e de que maneira esses mecanismos podem ajudar a conduzir os centros urbanos para um futuro melhor e mais sustentável.

As transformações previstas para o mundo urbano até 2050

As projeções para o mundo urbano foram atualizadas. Em maio, a Organização das Nações Unidas divulgou uma nova edição do World Urbanization Prospects, relatório que lança um olhar aprofundado para os centros urbanos do planeta, com a seguinte conclusão: 68% da população mundial viverá em cidades até 2050. A estimativa é 2% maior em relação ao último estudo, publicado em 2014, da série sob responsabilidade do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (Desa).

Uma cidade de 100 milhões de habitantes é possível? Como lidaremos com o futuro?

Em 2010 a humanidade atingiu uma importante marca: mais da metade da população mundial passou a viver nas cidades. Este é um processo que tende a se intensificar, juntamente com o aumento do consumo, a redução dos recursos, o aumento da poluição, congestionamentos, escassez de água e falta de planejamento. Estaria a urbanização fora de controle?

Com base em uma pesquisa publicada de Daniel Hoornweg e Kevin Pope, o jornal britânico The Guardian reflete sobre um cenário extremo em que os países são incapazes de controlar as taxas de natalidade e a urbanização avança incessantemente. Nos próximos 35 anos, mais de 100 cidades terão população superior a 5,5 milhões de habitantes cada.

O-office discute como projetos de renovação podem revelar histórias ocultas da arquitetura

SZ-HK Biennale-Silo Reconversion. Imagem © O-office & Maurer United
SZ-HK Biennale-Silo Reconversion. Imagem © O-office & Maurer United

A O-office Architects, empresa multidisciplinar com sede em Guangzou, tem se especializado em projetos remodelação de antigas estruturas, transformando-as e adpatando-as para o futuro. Seus fundadores, Jianxiang He e Ying Jiang, são conhecidos por explorar os limites da arquitetura contemporânea n China, como apresentado neste recente projeto no qual eles transformam uma antiga fábrica abandonada de Shenzhen em um novo centro cultural e comunitário.

Em entrevista concedida ao ArchDaily, os fundadores do O-office falam à respeito de sua prática e conceitos utilizados em projetos de remodelação dentro do atual contexto da arquitetura contemporânea na China.

Estaria o plano da Índia de construir 100 cidades inteligentes fadado ao fracasso?

A Missão Cidade Inteligente do governo indiano, lançada em 2015, prevê o desenvolvimento de cem "cidades inteligentes" até 2020 para apresentar soluções para a rápida urbanização do país; trinta cidades foram adicionadas à lista oficial na semana passada, levando o número total atual de iniciativas planejadas para noventa. A missão de US$ 7,5 bilhões abrange o desenvolvimento geral de infraestrutura básica — abastecimento de água, eletricidade, mobilidade urbana, habitação a preços acessíveis, saneamento, saúde e segurança — ao mesmo tempo que incluem "soluções inteligentes" baseadas em tecnologia para impulsionar o crescimento econômico e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos nas cidades.

Em um país imerso em corrupção, a missão foi elogiada pelo uso transparente e inovador de um nacional "Desafio Municipal" para dar financiamento às melhores propostas dos órgãos municipais locais. Seu manifesto utópico e implementação, no entanto, são motivos de grande preocupação entre os planejadores urbanos e tomadores de decisão hoje, que questionam se a própria ideia de cidade inteligente indiana é inerentemente falha.

Dez equívocos sobre a urbanização global a partir de uma análise da América Latina

Talvez o aspecto que impacta mais fortemente um europeu que se propõe a estudar as cidades latino-americanas, além dos temas recorrentes como a pobreza e marginalidade, as diferenças sociais, a insegurança - é que na América Latina, as pessoas, os habitantes, ainda constroem com suas próprias mãos através de ações cotidianas, a sua cidade.

Este fato, que pode parecer positivo ou negativo segundo o ponto de vista, conjuntamente com outros - existência de economias informais autônomas"; sistemas de auto-gestão e auto-reciclagem igualmente autônomos a respeito dos formalizados pelos governos urbanos (P. VALECILLOS, 1)- convida a refletir sobre um conceito que talvez por ser tão recorrente e utilizado nos últimos tempos, converteu-se em um conjunto de significados, perdendo boa parte do seu significado original, se alguma vez o teve. 

Os padrões ambientais, econômicos e demográficos de crescimento urbano no mundo

Tomando como referência as Perspectivas Mundiais de Urbanização elaboradas em 2014 pela ONU, o programa de pesquisa Urban Age, dependente do centro internacional LSE Cities, acaba de identificar as diferenças entre os padões demográficos, econômicos e ambientais que se projetam nas diferentes regiões como produto das mudanças urbanas.

Estas diferenças foram obtidas usando como base o relatório da ONU que aponta que em 1950, 30% da população mundial vivia em zonas urbanas, uma cifra que chegou a 54% no ano passado e que se projeta alcançar 66% em 2050.

Navotas: lugar dos mortos, cidade dos pobres

Branco e reluzente, o caixão adornado de flores, balões e recordações é carregado por quatro jovens escoltados por uma lenta procissão de familiares que percorre os corredores do cemitério público de Navotas (Filipinas), esquivando-se do lixo, das crianças e dos galos que cruzam livremente a caravana fúnebre. Há alguns dias, um jazigo ocupado há cinco anos foi limpo para receber o ocupante do caixão branco. Terminado o funeral, uma camada de tijolos garantirá a estadia do finado ao menos pelos próximos cinco anos.

Evento de rotina, a procissão é seguida pelos olhares de dezenas de crianças que têm nessa necrópole seu bairro. Aqui vivem seus pais e avós há mais de trinta anos, literalmente sobre as covas ou jazigos do cemitério banhado pela baía de Manila. 

"Os visitantes e moradores têm uma boa relação. Eles só querem que as tumbas sejam respeitadas e que ninguém as use como banheiro", conta um dos coveiros de Bagong Silang, assembléia do bairro que ocupa o cemitério. 

Saiba mais sobre a história do cemitério público de Navotas, a seguir.

© Bagong Silang © Bagong Silang © Bagong Silang © Bagong Silang + 6

Vídeo: Mini documentário retrata movimento de retorno à vida rural na China

Em 2011 a China passou a ter, pela primeira vez em sua história, mais pessoas vivendo nas cidades que nas áreas rurais - e as estatísticas oficiais do governo mostram cerca de 300 vilas desaparecendo a cada dia no país. Contudo, face à rápida urbanização, um "movimento de retorno ao rural" está surgindo. O novo mini documentário de Sun Yunfan e Leah Thompson, Down to the Countryside, se volta para os habitantes rurais que, fartos da vida urbana, estão buscando revitalizar o campo e preservar as tradições locais. O documentário acompanha Ou Ning, um artista e curador que, em 2013, mudou-se de Pequim para a vila de Bishan, na província de Anhui. Ning se considera parte do "novo movimento pela reconstrução rural" na China, e o documentário mostra sua missão de desenvolver a economia rural e trazer artistas e cultura para o campo.

Saiba mais sobre o documentário em China File e assista a uma entrevista com os diretores em CityLab.

Casa prego: a resistência chinesa frente à expulsão imobiliária

Em 2030, 70% da população chinesa viverá em cidades, ou seja, um bilhão de habitantes. Essa futura demanda por solo urbano em cidades já altamente densificadas estimula os governos locais e intervencionistas a negociar a venda de terrenos com moradores de regiões degradadas e/ou de baixo gabarito para a construção de arranha-céus que supram essa demanda interna. No entanto, este ciclo de negociação, compra, demolição, construção e comercialização tem encontrado resistência de proprietários que se negam a aceitar as indenizações oferecidas, ao passo que as construções avançam impiedosamente.

Essas residências são conhecidas como casas prego (钉子户, Dīngzi hù) e a seguir apresentaremos exemplos que resistem à expulsão imobiliária e governamental enquanto rodovias, arranha-céus, escritórios e centros comerciais são erguidos em seus jardins.

Vivienda en X'ian, cuyos propietarios rechazaron la expropiación y viven sin agua ni electricidad. Image © Vía Quartz Vivienda en X'ian, cuyos propietarios rechazaron la expropiación y viven sin agua ni electricidad. Image © Vía Quartz Hongkou, Shanghái. Image © triplefivedrew (Flickr) Luo Baogen y su esposa constantemente rechazaron la venta de su residencia comprada en 2001 en Wenling, China. Las negociaciones finalizaron en 2012 y la vivienda finalmente demolida. Image © Zaichina + 9

Ranking 2014: Demografia das maiores áreas urbanas do mundo, segundo Demographia

Existem atualmente 29 megacidades no mundo e, pela primeira vez na história, se fala que mais da metade da população mundial vive em zonas urbanas.

Buscando reunir dados mais precisos, o centro de estudos estadunidense Demographia realiza anualmente a pesquisa “Demografia das Áreas Urbanas do Mundo” e recentemente publicou a décima edição, relativo à estimativas de 2014.

Nela podemos ter uma ideia da população, superfície urbana e densidade populacional nas 922 áreas urbanas onde vivem mais de 500 mil habitantes. De acordo com os resultados deste ano, a população total destas áreas é de 1,92 bilhões de habitantes, cifra que representa 51% da população urbana mundial. Além disso, verificou-se que as maiores cidades do mundo estão, primeiramente, na Ásia, e em segundo lugar, na América do Norte.

Por outro lado, também se concluiu que no sudeste asiático, América do Note, Europa Ocidental e Japão os residentes de grandes zonas urbanas vivem em lugares muito baixos em termos de densidade.

Mais resultados na continuação.

Casas Quebra-Cabeças, uma solução para populações que crescem rapidamente

Hoje em dia, todos nós já ouvimos o mantra: em vinte anos, as cidades do mundo terão crescido de 3 para 5 bilhões de pessoas, e quarenta por cento das populações urbanas estarão vivendo na ou abaixo da linha de pobreza, enfrentando a ameaça constante do déficit habitacional - estatísticas assustadoras e implicações ainda mais.

ECOnnect, uma empresa de design sediada na Holanda, prevê uma solução para essas carências habitacionais futuras, podendo construir uma cidade de um milhão de habitantes por semana, durante os próximos vinte anos, por US $ 10.000 por família. Peter Stoutjesdijk, arquiteto da empresa, criou o conceito após a devastação no Haiti, causada por um forte terremoto que deixou centenas de milhares de pessoas desabrigadas dependendo de tendas para alívio temporário.

Kiruna, na Suécia, terá seu centro inteiramente relocado

Todo mundo conhece o incômodo que é mudar de casa, no entanto, os moradores de Kiruna, uma pequena cidade sueca de 18 mil habitantes, estão enfrentando uma tarefa um pouco mais difícil: mudar a cidade inteira.

Por mais de 100 anos, os habitantes de Kiruna desenvolveram o centro de sua cidade ao redor da maior mina de ferro do mundo, explorada pela companhia estatal Luossavaara-Kiirunavaara AB (LKAB). Em 2004, a LKAB comunicou que, para que as extrações de ferro continuassem, seria necessário realizar escavações ainda mais profundas, abalando o solo sobre o qual se localizam 3 mil casas, a Prefeitura da cidade, a estação de trens e uma igreja centenária.

Em resposta, o Conselho Municipal decidiu relocar o centro inteiro da cidade duas milhas a leste.

Saiba mais a seguir...

"A Country of Cities": um manifesto para uma América urbana

A Escola de Arquitetura, Planejamento e Preservação da Universidade de Columbia (GSAPP) abrigou recentemente o tão esperado evento que recebeu acadêmicos e profissionais respeitados da arquitetura e do mercado imobiliário. Vishaan Chakrabarti, sócio do escritório SHoP Architects e diretor do Center for Urban Real Estate de Colúmbia, palestrou sobre seu novo livro A Country of Cities: A Manifesto for an Urban America (Um País de Cidades: Um Manifesto para uma América Urbana).

Após vinte minutos de palestra, uma lista de reconhecidos arquitetos e historiadores - que inclui Kenneth Frampton, Gwendolyn Wright, Bernard Tschumi, Laurie Hawkinson e Reinhold Martin - discutiram o trabalho de Chakrabarti.

Ekumenopolis: Um filme sobre a urbanização de Istambul

Os grandes protestos em Istambul, ocorridos em função da tentativa do governo turco de converter o Parque Gezi em um centro comercial, colocaram a cidade e seu desenvolvimento urbano sob os olhares da opinião pública. Este documentário chamado Ekumenopolis, gravado em 2011 por Imre Azem, contextualiza o cenário onde ocorrem os atuais protestos, apresentando um olhar sobre o desenvolvimento urbano de Istambul na última década e alguns dos efeitos causados pela rápida transformação da cidade até sua “modernização” e a renovação urbana.