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Saskia Sassen: O mais recente de arquitetura e notícia

Habitação social contemporânea na China: resposta às restrições

Saskia Sassen, professora da Robert S. Lynd, de Sociologia da Universidade de Columbia, prevê em seu livro de coautoria "Os Documentos de Quito e a Nova Agenda Urbana" que, no futuro, as cidades serão um campo de batalha crucial, à medida que continuamos a lutar contra a gentrificação e o crescente grau de isolamento em nossas comunidades. Sassen argumenta que “as cidades devem ser um espaço inclusivo, tanto para os ricos quanto para os pobres. No entanto, nossas cidades nunca alcançaram igualdade para todos, já que nunca foram projetadas dessa forma. Mesmo assim, elas não devem ser lugares que toleram desigualdades ou injustiças”.

Saskia Sassen, Krister Lindstedt e Mimi Hoang falam sobre arquitetura e processos migratórios

Na conferência reSITE deste ano, que aconteceu em Praga, os palestrantes de diversas partes do globo buscaram apresentar diferentes perspectivas sobre os desafios em torno da migração, explorando tópicos que iam da economia ao planejamento urbano e arquitetura. No entanto, como podemos ver nas apresentações a seguir, migração é um tópico que requer interrogações em muitas diferentes escalas e contextos: do foco na economia global oferecido por Saskia Sassen em sua palestra de abertura, aos desafios de projetar micro-apartamentos, mostrados por Mimi Hoang do nArchitects, e o caso usual apresentado por Krister Lindstedt do White Arkitekter, quando a migração ocorre não por algumas pessoas em particular, mas por uma cidade inteira.

Saskia Sassen, Krister Lindstedt e Mimi Hoang falam sobre arquitetura e processos migratóriosSaskia Sassen, Krister Lindstedt e Mimi Hoang falam sobre arquitetura e processos migratóriosSaskia Sassen, Krister Lindstedt e Mimi Hoang falam sobre arquitetura e processos migratóriosSaskia Sassen, Krister Lindstedt e Mimi Hoang falam sobre arquitetura e processos migratórios+ 5

Como a imigração definirá o futuro da arquitetura e do urbanismo

Quando começamos a conversar sobre a imigração [como um tema da conferência], todo mundo disse: 'não façam isso, é muito controverso'. Mas nós respondemos que era exatamente por isso que iríamos fazer.

Com esta atitude desafiadora foi como Martin Barry, presidente da reSITE, abriu a Conferência 2016 em Praga há três semanas. Intitulada "Cidades de Migração", a conferência apareceu em um contexto de incontáveis e difíceis questões políticas relacionadas à migração. Na Europa, o desdobramento da crise de refugiados sírios mantém tensas ambas relações políticas e raciais em todo o continente; na América, o candidato presidencial republicano Donald Trump criou uma reação instintiva populista contra os mexicanos e muçulmanos; e no Reino Unido - um país na consciência da maioria dos participantes no momento- a decisão em favor do "Brexit", uma semana após a conferência, foi em grande parte baseada na ideia de limitar a imigração não só dos sírios, mas também dos cidadãos europeus de outros países menos ricos da UE.

Na arquitetura, tais questões foram destacadas este ano pela Bienal de Veneza de Alejandro Aravena, com arquitetos "Reporting from the Front" as batalhas e desafios muitas vezes relacionados com a imigração. Desde os campos de refugiados até as favelas para as crises de habitação em cidades globais ricas, a mensagem é clara: a imigração é um tema que os arquitetos devem entender e responder. Como resultado, as lições compartilhadas durante o intensivo evento de dois dias do reSITE sem dúvida serão de valor inestimável para a profissão da arquitetura.