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Novo Urbanismo: O mais recente de arquitetura e notícia

Campanha de crowdfunding - Tradução do livro Soft CIty

A correria do dia a dia nos impede de enxergar e viver as cidades. Seja no ônibus, no metrô, nos carros, motos, bicicletas ou a pé. Corremos o tempo todo, sem perceber que ele é o nosso maior bem. Nessa correria, as cidades passam desapercebidas. Nosso foco é ir e voltar, dia após dia.

Mas, já pensou se esse caminho fosse mais “suave”? Certamente, nossa rotina seria ser muito melhor!

Assim são as soft cities ou, numa tradução livre, as cidades suaves. Lugares onde as janelas estão abertas, a caminhada é segura, a densidade é humana e se adaptam à nossa rotina,

Explorando princípios do novo urbanismo no século XXI

A discussão sobre como planejamos as cidades em que queremos viver é uma conversa sem fim. À medida que nosso mundo passa por mudanças que afetam os projetos urbanos de maneiras previsíveis e imprevisíveis, alguns princípios se mantém verdadeiros: as cidades que dependem menos do transporte privado, criam bairros onde se pode caminhar, possuem uma infinidade de parques e espaços públicos e são projetadas de uma maneira mais próxima à escala humana tendem a ser favorecidas e bem recebidas pelas pessoas que a habitam. O conceito do Novo Urbanismo se apoia nessas ideologias e soma um toque moderno, resultando em como elas podem ser introduzidas ao nosso estilo de vida no século XXI. O Novo Urbanismo pode ser visto como uma estratégia de planejamento que tem sido elogiada e criticada desde sua implementação.

O que é o Novo Urbanismo?

Autodeclarado um movimento unido em torno da ideia de que o ambiente físico pode ter impacto direto no oferecimento de vidas mais prósperas e felizes aos habitantes, o Novo Urbanismo surgiu enquanto conceito nos Estados Unidos na década de 1990 e se consolidou por meio dos Congressos do Novo Urbanismo (CNU), realizados anualmente desde 1993.

Em 1996, três anos após o I Congresso do Novo Urbanismo, é lançada a Carta do Novo Urbanismo com o objetivo de estabelecer os ideais e princípios norteadores do movimento e, dessa forma, explorar as possibilidades do desenvolvimento das cidades norte-americanas.

Celebration, Flórida. Imagem: © Robert Benson PhotographyPoundbury, Inglaterra. Imagem: © Andy SpainCelebration, Flórida. Imagem: © Robert Benson PhotographyCelebration, Flórida. Imagem: © Robert Benson Photography+ 6

Projetos de requalificação urbana e os desafios da gentrificação: o caso da China

Desde a década de 1990, um grande número de cidades na China está passando por uma renovação urbana. Estimulados por esta reconstrução urbana facilitada pelo estado, arranha-céus estão sendo construídos rapidamente nas principais cidades a fim de atrair classes médias ricas para estes locais resultando em inúmeras relocações e deslocamento da classe trabalhadora, tal processo é conhecido como “gentrificação”.

À medida que as cidades e os bairros estão sendo completamente gentrificados para atender ao gosto da classe média e impulsionar o crescimento econômico, os recursos do solo urbano estão sendo tratados com potencial econômico crescente, deixando pouco espaço para o desenvolvimento da vida urbana nas ruas. Ao analisar as práticas de cinco arquitetos na criação de espaços públicos urbanos habitáveis, este artigo vai discutir os desafios e oportunidades da revitalização urbana na China sob gentrificação.

© Shawn Liu© CreatAR Images© Tianzhou Yang© John Siu+ 19

Croquis de Léon Krier, um tipo diferente de desenho de arquitetura

Quanto Louis Sullivan iniciou a era dos arranha-céus, na virada do século XX, o edifício vertical - com suas vistas e elevadores - estava na vanguarda da arquitetura. Já nos anos 1950, com o espraiamento da malha urbana em subúrbios residências, os centros adensados passaram a se esvaziar. A partir dos anos 80, tanto os edifícios verticalizados dos centros quanto os subúrbios espraiados passaram a ser vistos, cada um à sua maneira, como opressores.

Começara ali o Novo Urbanismo. Divulgado vigorosamente pelo arquiteto Léon Krier, as ideias se pautam no retorno à cidade tradicional europeia, por sua vez, conjurando imagens de uma arquitetura adensada de pequena escala e ruas caminháveis. Os frutos dessas ideias são visíveis em algumas cidades neo-tradicionais como por exemplo Seaside Florida nos Estados Unidos ou Poundbury na Inglaterra.

Cortesia de MIT PressCortesia de MIT PressCortesia de MIT PressCortesia de MIT Press+ 23

A arquitetura não precisa de reconstrução, precisa de críticos mais conscientes

Nas últimas semanas, uma série de comentaristas de arquitetura reacionários saíram da toca para denunciar o que vêem como o rumo atualmente negativo da arquitetura contemporânea. Eles afirmam que a arquitetura deve ser "reconstruída" ou que ela está “implodindo.” A partir de suas indicações, a arquitetura está no limite de sua vida, dando o seu último suspiro. A crítica que eles oferecem é de que a arquitetura contemporânea tornou-se (ou sempre foi?) insensível aos usuários, às condições do local, à história - dificilmente um romance. Todos os anos, este tipo de ataque frontal contra o valor da arquitetura contemporânea é lançado, mas as críticas desta vez parecem especialmente superficiais e equivocadas. Analisando a cena contemporânea da arquitetura global, eu realmente sinto que estamos em um lugar surpreendentemente saudável, se você olhar para além das vitrines óbvias. Temos escapado dos dogmas evidentes do passado e renovamos nosso foco nas questões de meio ambiente e ação social, estamos mais preocupados do que nunca com a tectônica e em como construir com qualidade. Mas os críticos perenes da arquitetura contemporânea parecem não ter analisado profundamente, ou mesmo cuidadosamente. E, infelizmente, as várias contestações às suas críticas, em apoio à arquitetura moderna e experimental, têm sido mal argumentadas.

O Still Museum da Allied Works é um edifício mais tranqüilo e eficaz do que o seu vizinho, Denver Art Museum de Daniel Libeskind. Imagem © Jeremy BittermannO desenvolvimento Borneo Sporenburg em Amsterdam demonstra uma paisagem urbana de diversas fachadas modernas e integradas. Imagem © Flickr CC user Fred (bigiof)As formalmente radicais 8 House, de BIG acabou sendo socialmente radical, hospedando uma comunidade vital e animada. Imagem © Jens LindheEm Pearl District de Portland, edifícios modernos e parques convivem alegremente com variantes semi-tradicionais ou históricos. Imagem via landarchs.com+ 12