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Gentrificação: O mais recente de arquitetura e notícia

Documentário explora a luta por moradia e a gentrificação em Lisboa

O que vai acontecer aquí? é o novo documentário produzido pela Left Hand Rotation em colaboração com Stop Despejos e Habita sobre a luta por mordia em Lisboa, onde o preço dos aluguéis aumentou 50% nos últimos três anos e principal cidade europeia em inversão de fundos imobiliários.

Placemaking vs gentrificação: a diferença entre requalificar e elitizar um espaço público

A ideia de qualificar um espaço público ao melhorar ambientes que unam pessoas não deveria gerar desconfianças ou temores. Porém, experiências específicas de locais que viram o custo de vida aumentar muito após a sua requalificação vêm gerando contradições. Afinal, a nova vilã chamada gentrificação tem alguma relação com placemaking?

Dicionário Iphan do Patrimônio Cultural: o que é "gentrificação"

O vocábulo “gentrificação” é um aportuguesamento do inglês gentrification, usado pela primeira vez, provavelmente, pela socióloga britânica Ruth Glass na obra London: aspects of change (1964), onde a autora descreveu e analisou determinadas mudanças na organização espacial da cidade de Londres. O termo ganhou popularidade após seu uso em trabalhos acadêmicos sobre a temática, acompanhando um fenômeno urbano presente em diversas temporalidades e espacialidades: o deslocamento, processual ou súbito, de residentes e usuários com condições de vida precárias de uma dada rua, mancha urbana ou bairro para outro local para dar lugar à apropriação de residentes e usuários com maior status econômico e cultural.

O perigo da “gentrificação verde”

As águas do canal Gowanus, na região do Brooklin, em Nova York, continuam não cheirando bem, embora o problema tenha sido muito pior. São resquícios de anos de poluição industrial e de esgoto não tratado.

O local, que nos séculos 19 e 20 era formado basicamente por fábricas, passou por uma revitalização nos últimos anos com investimento federal (veja aqui). Novas áreas verdes foram instaladas e comércios exclusivamente de serviços chegaram ao bairro. O preço dos imóveis residenciais também foi elevado, o que acabou por expulsar antigos moradores.

Buenos Aires vai cobrar de motoristas que quiserem transitar no centro da cidade

Poucas cidades do planeta tiveram a coragem de taxar a circulação de veículos – mesmo que os exemplos existentes tenham sido, até aqui, positivos. Coube a Buenos Aires o papel de lançar a primeira política desse tipo na América Latina. A partir de agora, a prefeitura cobrará pelo ganho de tempo dos que insistem em usar o carro no centro histórico (chamado Microcentro) da capital portenha e no bairro de Retiro entre 11h e 16h. A capital portenha soma-se à lista que tem como principais nomes Cingapura, Londres, Estocolmo e Milão.

Precisamos falar sobre Gentrificação e Ecossistemas de Inovação

Não é de hoje que eu falo sobre gentrificação. Porém, na última semana, duas reportagens em especial chamaram minha atenção para como o assunto está dando o que falar em dois lugares bem diferentes: na Califórnia e em Berlim.

O fato curioso é que ambos os casos podem ser resumidos basicamente pelo mesmo motivo: o risco de haver gentrificação nessas cidades se dá, em grande parte, em função do impacto dos ecossistemas de inovação na dinâmica imobiliária local.

Portanto, o objetivo deste post é refletir sobre como americanos e alemães estão enfrentando a questão, cada um à sua maneira. Além disso: que lições podemos tirar dessas experiências, visto que este pode vir a ser um problema de cidades brasileiras que vem se destacando no cenário nacional de empreendedorismo e inovação?

Barcelona aumentará a construção de habitação social para lutar contra a gentrificação

A cidade de Barcelona permanece firme em sua luta contra os processos especulativos e a gentrificação que atualmente estão aumentando a desigualdade de oportunidades que a população encontra para acessar uma moradia digna e economicamente viável.

Neste sentido, a Comissão de Ecologia, Urbanismo e Mobilidade da cidade de Barcelona aprovou inicialmente dois novos instrumentos urbanísticos para abordar o problema do acesso a moradia digna e proteger o equilíbrio social dos bairros, respondendo às demandas promovidas por entidades como a Federação das Associações de Moradores e Vizinhanças de Barcelona (FAVB), Plataforma de Atingidos pela Hipoteca (PAH), Observatório DESC, Assembleia de Bairros de Turismo Sustentável (ABTS) e Sindicato dos Inquilinos.

Estaria o plano da Índia de construir 100 cidades inteligentes fadado ao fracasso?

A Missão Cidade Inteligente do governo indiano, lançada em 2015, prevê o desenvolvimento de cem "cidades inteligentes" até 2020 para apresentar soluções para a rápida urbanização do país; trinta cidades foram adicionadas à lista oficial na semana passada, levando o número total atual de iniciativas planejadas para noventa. A missão de US$ 7,5 bilhões abrange o desenvolvimento geral de infraestrutura básica — abastecimento de água, eletricidade, mobilidade urbana, habitação a preços acessíveis, saneamento, saúde e segurança — ao mesmo tempo que incluem "soluções inteligentes" baseadas em tecnologia para impulsionar o crescimento econômico e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos nas cidades.

Em um país imerso em corrupção, a missão foi elogiada pelo uso transparente e inovador de um nacional "Desafio Municipal" para dar financiamento às melhores propostas dos órgãos municipais locais. Seu manifesto utópico e implementação, no entanto, são motivos de grande preocupação entre os planejadores urbanos e tomadores de decisão hoje, que questionam se a própria ideia de cidade inteligente indiana é inerentemente falha.

Prefeitura de São Paulo avalia projeto para Minhocão com parque, "praia" e restaurantes

O emblemático projeto High Line em Nova Iorque, frequentemente citado como caso exemplar de iniciativa para recuperar uma infraestrutura urbana de grande porte e transforma-la em espaço público, está sendo mais uma vez usado como exemplo de projeto urbano, desta vez em São Paulo.

A Prefeitura da maior cidade do Brasil está estudando uma proposta de prevê a transformação do Elevado João Goulart - popularmente conhecido como Minhocão - em um parque (tal qual o High Line no bairro Chelsea, em Nova Iorque) servido por restaurantes e até mesmo uma "praia", isto é, um banco de areia e uma piscina pública.

"Terramotourism": um documentário sobre o processo de gentrificação do centro de Lisboa

O coletivo Left Hand Rotation lançou recentemente o documentário "Terramotourism" sobre o processo de gentrificação e "turistificação" do centro de Lisboa. Segundo o grupo, o filme é "um retrato subjetivo de uma cidade e sua transformação durante os últimos 6 anos."

Quem vai poder morar em Lisboa? Da gentrificação e do turismo à subida no preço da habitação: causas, consequências e propostas

O Estado adoptará uma política tendente a estabelecer um sistema de renda compatível com o rendimento familiar e de acesso à habitação própria.
Ponto 3 do artigo 65º da Constituição Portuguesa

Um grupo informal de habitantes da cidade de Lisboa juntou­-se à volta de uma preocupação comum: a percepção de uma abrupta alteração das dinâmicas da cidade e sobretudo da grande subida do preço da habitação. Começaram por conversar casualmente sobre o que os preocupava. Essas conversas tornaram­-se mais regulares. As inquietações comuns tornaram-­se mote para a organização de um debate à volta do tema.Das conversas e de alguma pesquisa foi escrito, a várias mãos, o texto abaixo.

O que é gentrificação e porque você deveria se preocupar com isso

Para entender gentrificação imagine um bairro histórico em decadência, ou que apesar de estar bem localizado, é reduto de populações de baixa renda, portanto, desvalorizado. Lugares que não oferecem nada muito atrativo para fazer… Enfim, lugares que você não recomendaria o passeio a um amigo.

Saiba mais, a seguir.

Ficção imobiliária 3: a gentrificação será televisionada

Nesta colaboração, o coletivo espanhol Left Hand Rotation apresenta o encerramento da trilogia Ficção Imobiliária, um relato cinematográfico sobre filmes de diversos estilos e diferentes épocas, mas todos relacionados com temas que tratam sobre moradia: especulação imobiliária, processos de gentrificação e consequências da globalização na cidade contemporânea.

A terceira e definitiva parte de Ficção Imobiliária começa sua aventura com uma viagem de carro. Veículos que deslizam sobre as cidades contemporâneas norte-americanas atravessando zonas rurais e industriais esquecidas. Desta forma, são apresentados em Detroit os vampiros protagonistas de Only Lovers Left Alive. Ambos personagens, representando o arquétipo hipster atual, sentem uma poderosa atração estética pelas ruínas de Detroit, cidade que sofreu um processo de abandono após o fechamento definitivo das fábricas Ford que ali se encontravam: "Um dia este lugar florescerá". E florescerá, seguramente, através de iniciativas reais como Write a House, que desde 2013 está criando residências gratuitas para atrair artistas e escritores para a cidade. Na mesma viagem, e muito próximo a Detroit, está o lugar onde sucede a trama Lost River e a urbanização onde Clint Eastwood rodou Gran Torino, que serve para colocar na tela a segregação social através dos problemas entre vizinhos locais e imigrantes.

“Parques sem Fronteiras”: o plano de Nova Iorque para criar parques mais acessíveis

À primeira vista, um parque sem cercas pode ser percebido como um espaço mais acolhedor e fácil de acessar. Além disso, por estar disponível 24 horas por dia, pode incorporar os trajetos dos cidadãos, melhorando, assim, a conectividade entre os bairros.

Tomando estas ideias como metas, o Departamento de Parques de Nova Iorque lançou o programa "Parque sem Fronteiras"; uma iniciativa que, como sugere seu nome, busca que estes espaços públicos sejam mais acessíveis para os habitantes, mais belos e frequentados por cada vez mais pessoas. 

Ficção Imobiliária 2: especulação imobiliária e gentrificação no cinema

Nesta colaboração, o coletivo espanhol Left Hand Rotation apresenta o seguimento do vídeo Ficción Inmobiliaria, um relato cinematográfico sobre filmes de diversos estilos e diferentes épocas, mas todos relacionados a temas urbanos dos dias de hoje.

Desde o clássico Metrópolis (1927) até o comovente Up (2009), passando pela série hollywoodiana The Team- A, o coletivo espanhol detecta a especulação imobiliária, a gentrificação de bairros pobres, a resistência vicinal e a invasão hipster em suas tramas. Às vezes presentes como mero plano de fundo e em outras, como eixo gravitacional dos filmes.

Continue lendo a seguir.

The A Team 04x04 (1986). Imagem via Left Hand Rotation Up (2009). Imagem via Left Hand Rotation Barbershop 2 (2004). Imagem via Left Hand Rotation Barbershop 2 (2004). Imagem via Left Hand Rotation + 10

Proposta visa transformar uma ilha abandonada em centro de estudos na Filadélfia

O "Better Philadelphial Challenge" é um evento internacional organizado desde 2006 pelo Centro de Arquitetura local, filiado ao AIA, que convida estudantes universitários a propor soluções de desenho urbano a serem implementadas na Filadélfia e, possivelmente, em outras cidades.

Este ano o projeto vencedor foi "Delaware Valley Foodworx”, uma proposta elaborada por uma equipe da Universidade de Cornell que pretende converter a pequena ilha Petty, que é atualmente usada como depósito de containers e tanques de petróleo, e, um "paraíso sustentável".

Conheça a proposta, a seguir.

Gentrificação: envergonhar-se não basta

Já falamos anteriormente sobre gentrificação, o "processo de expulsão de populações socialmente vulneráveis das regiões urbanas centrais", como coloca López Morales. Embora ocorra há décadas no hemisfério norte, a análise de seu impacto é relativamente nova na América Latina, assim como seus causadores e consequências variam em função de cada cidade.

Na América Latina o fenômeno tem sido estimulado por atores imobiliários e estatais, e em parte pela chegada de novos moradores que "descobrem" um bairro cool que, por sua vez, sempre esteve ali. Nesse sentido, na coluna Comment is free do jornal britânico The Guardian, a diretora sênior do PolicyLink Center for Infrastructure Equity, , explicou recentemente que sentir-se culpado por gentrificar já não basta, e que a ideia de evitar ser parte da gentrificação simplesmente não morando em áreas gentrificadas "ignora a raiz política e estrutural do problema".

Saiba mais a seguir.