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Ambientes De Trabalho: O mais recente de arquitetura e notícia

O futuro espaço de trabalho não será um espaço de trabalho

À medida que em alguns países a pandemia de COVID-19 pareça estar sobre controle e as pessoas comecem à retomar suas antigas rotinas, muito se especula sobre se vamos de fato voltar a viver como vivíamos antes, cumprindo jornadas de trabalho presenciais de oito horas por dia cinco dias da semana. Por outro lado, há aqueles que acreditam que algumas das mudanças pelas quais passamos ao longo do último ano vieram para ficar e que o sistema híbrido de trabalho já não é mais visto como uma solução temporária e sim definitiva. Entretanto, nem todas as pessoas desfrutam do fato de poder trabalhar de casa e em muitos casos, isso significa encontrar um outro lugar que não o escritório para poder desempenhar suas atividades profissionais. Este espaço intermediário entre o ambiente doméstico e profissional vem sendo chamado de third place, literalmente “terceiro” lugar, um termo utilizado para descrever quase todos os outros lugares, desde cafeterias a praças e até espaços de co-working. Se você costuma frequentar uma biblioteca para estudar ou trabalhar, ou aproveita para responder e-mails enquanto espera à mesa de um restaurante ou bar, faz ligações e video chamadas desde a sala de espera do aeroporto, isso significa que você já está incluído na lista das pessoas que frequentam este “outro” lugar.

Carlo Ratti projeta novos espaços de trabalho para lidar com desafios pós-pandemia

O escritório CRA-Carlo Ratti Associati desenvolveu um projeto piloto para o Centro de Inovação Aberta do Sella Group em Turim, Itália, abordando os desafios pós-pandemia. O projeto de espaço de trabalho conta com higienização automatizada das mesas, plataformas digitais colaborativas e janelas inteligentes para garantir saúde, segurança e sociabilidade.

Arquitetos preferem trabalhar em ambientes organizados

Pelo menos, foi essa a conclusão que chegamos em nossa primeira Discussão AD de 2018, que lançamos no mês de janeiro. Ainda que Tim Harford, autor do livro Messy, aponte que a desordem, confusão e desorganização podem ter relação com espaços mais propícios à criatividade, nossos leitores parecem estar mais propensos a uma opinião diferente. Em geral, colhendo os comentários no facebook, a maioria aponta que a distração com muitos objetos no espaço de trabalho acaba atrapalhando a concentração e que, quanto mais organizado e limpo o local, melhor seu rendimento. Mas isso não quer dizer que essa opinião seja um total consenso. Há também os defensores da “bagunça criativa”, ainda que em menor número, que defendem que um pouco de desordem estimula a criatividade.

INSIGHTS DA NEUROARQUITETURA PARA AMBIENTES DE TRABALHO MAIS PRODUTIVOS

A busca pela produtividade e bem-estar no trabalho tem sido frequente em inúmeras discussões levando em conta questões de gerenciamento, liderança e organização nas corporações.

Princípios para projetar espaços de trabalho colaborativos

As pessoas estão sempre trabalhando em equipe, no entanto, nem sempre existe cooperação entre elas. Para entender melhor o que significa a colaboração no âmbito profissional, a Herman Miller realizou uma pesquisa de opinião com 15 empresas (todas classificadas como altamente colaborativas) nos Estados Unidos, Reino Unido, Índia e Austrália.
No total, 2.900 funcionários foram pesquisados durante 700 horas observadas. Os resultados indicaram que o "tipo de colaboração" varia e depende muito da cultura da empresa, da tecnologia disponível e da configuração do espaço de trabalho. Oferecer uma variedade de espaços com finalidades específicas, possibilitar que os funcionários possam observar uns aos outros enquanto estão trabalhando, e melhorar os espaços de convivência nos quais todos os membros de uma equipe se encontram pode ajudar muito nesse sentido.

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Workshops sobre neuroarquitetura e sustentabilidade prática para ambientes corporativos

Os eventos fazem parte da 1ª Edição do SWTalks (Smart Workplaces Talks), um programa de atividades voltados à formação de especialistas em ambientes corporativos inteligentes.

Com o objetivo de estimular uma discussão multidisciplinar sobre as mudanças na forma de trabalho que vem acontecendo nos últimos anos e dos seus reflexos nos espaços físicos dos escritórios, a BENCKE ARQUITETURA, responsável pelo conceito da QUALIDADE CORPORATIVA Smart Workplaces, lança neste mês uma sequência de Webnars, Workshops e Curso de Especialização, totalizando 60 horas de conteúdos focados na área de projetos corporativos.

Onde trabalham os leitores do ArchDaily Brasil?

Em 2009 o ArchDaily perguntou aos seus leitores de todo o mundo "Com o quê se parece seu escritório?" De tubos transparentes (como o estúdio Selgas Cano) a espaços abertos (como o escritório do BIG em Copenhagen), descobrimos que os projetos que publicamos aqui todos os dias são produzidos nos lugares mais variados. Mas nestes cinco anos, mudou alguma coisa?