José Hevia

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE FOTÓGRAFO

Banheiros de concreto aparente: Brutalismo no espaço íntimo

Por que usar concreto nos banheiros?

Béton brut ou "concreto bruto" é um material naturalmente poroso que oferece muitas vantagens para o projeto e a construção de um banheiro. Como material impermeável e resistente à pressão, é fácil de limpar, não se deteriora, previne o fungo do banheiro e possui uma baixa manutenção. Atraente e funcional, o concreto é versátil tanto para mobiliário no local como para o revestimento de parede, pisos e até pisos de áreas molhadas. Além disso, devido à sua massa térmica, o concreto é um excelente material para aquecimento de piso.

Psicologia do espaço: as implicações da arquitetura no comportamento humano

Visto que seres humanos passam a maior parte de suas vidas em ambientes fechados, não nos surpreende o fato de que determinadas características do espaço construído têm um impacto significativo em nosso comportamento psíquico. A psicologia ambiental é, de fato, a disciplina que estuda o comportamento humano em suas interrelações com os espaços onde a vida humana transcorre. Condições de iluminação, de escala e proporção assim como os materiais e suas texturas são características espaciais que emitem informações para nossos sentidos, afetando a maneira como nos relacionamos com o espaço, produzindo um sem fim de sensações e reações.

Determinadas características do espaço construído são capazes de induzir sensações de tranquilidade e segurança, de fazer com que as pessoas se sintam bem e relaxadas ou até aumentar a concentração e a produtividade dos usuários em seu ambiente de trabalho. Independente de qual sejam as sensações que eles nos provocam, não se pode negar que as características dos espaços em que vivemos – ou trabalhamos –  desempenham um papel fundamental na maneira como as pessoas se sentem e como elas se relacionam com o espaço; e portanto, a psicologia ambiental pode ser uma importante aliada no desenvolvimento de projetos que proponham soluções para  promover uma maior qualidade de vida aos seus usuários.

Cortinas como divisórias para uma arquitetura fluida e adaptável

Durante as últimas décadas, os espaços interiores tornaram-se cada vez mais abertos e versáteis. Desde as paredes grossas e múltiplas subdivisões das villas paladianas, por exemplo, às plantas livres e multifuncionais de hoje, a arquitetura tenta combater a obsolescência, fornecendo ambientes mais eficientes para a vida transcorrer, facilitando as experiências cotidianas de pessoas no presente e futuro. E enquanto as antigas vilas de Palladio ainda podem acomodar uma variedade de recursos e estilos de vida, reajustando seus usos sem alterar um centímetro de sua simetria e modulação originais, hoje a flexibilidade parece ser a receita para prolongar a vida dos edifícios tanto quanto possível.

Como projetar espaços neutros e flexíveis o suficiente para se adaptar ao ser humano em evolução, oferecendo as soluções que cada pessoa demanda hoje em dia? Um elemento antigo pode ajudar a redefinir a maneira como concebemos e habitamos o espaço: cortinas.

Emperor Qianmen Hotel / asap. Image © Jonathan LeijonhufvudReady-made Apartment / azab. Image © Luis Diaz DiazPURE / Sílvia Rocio + Mariana Póvoa + esse studio. Image © Francisco NogueiraJL Madeira Office / Metro Arquitetos Associados. Image © Ilana Bessler+ 48

O que esperar dos interiores do futuro

Em 2018, a ONU divulgou um artigo afirmando que 55% da população mundial já vivia em áreas urbanas, prevendo que em 2050 esse percentual chegará a 68%. Essa tendência à maior urbanização traz consigo várias implicações em relação à degradação ambiental e à desigualdade social. De acordo com a National Geographic, o crescimento urbano aumenta a poluição do ar, põe em perigo as populações de animais, promove a perda de cobertura urbana de árvores e aumenta a probabilidade de catástrofes ambientais, como inundações repentinas. Esses riscos à saúde e fenômenos catastróficos podem ter maior probabilidade de afetar as populações mais pobres, pois as cidades maiores geralmente demonstram taxas mais altas de desigualdade econômica e o crescimento descontrolado tende a produzir distribuições desiguais de espaço, serviços e oportunidades.

Para mitigar esses efeitos negativos da urbanização, arquitetos vêm priorizando cada vez mais a sustentabilidade e a maximização do espaço disponível - permitindo que mais pessoas ocupem menos espaço com uma área menor.

Courtesy of SeuraBatipin Flat / studioWOK. Image © Federico VillaCasa da Escrita / João Mendes Ribeiro. Image © do mal o menosStudio 45 / Marston Architects. Image © Katherine Lu+ 13

Loja Camper / Oficina Penadés

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  • Arquitetos: Oficina Penadés
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  180
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2020

Restaurante Cheriff / Mesura

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  • Arquitetos: Mesura
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  175
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2019
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: AutoDesk, BD DESIGN, Bolibar Bronces, Estucado de pintura y estuco, Flos, +5

Casas sem cozinha: co-living e novos interiores

A ascensão do co-living começou a moldar radicalmente o design de interiores. Em projetos residenciais e empreendimentos comerciais, o co-living está ligado ao surgimento da ideia de uma moradia sem cozinha. Iniciada pela arquiteta espanhola Anna Puigjaner, essa ideia está conectada a uma série de inovações em design de interiores e co-living construídas nos últimos cinco anos. Por sua vez, esses novos interiores começaram a contar uma história de habitação e experiência espacial enraizada na vida moderna.

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Casa rural Landaburu Borda / Jordi Hidalgo Tané

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Bera, Espanha
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  430
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2019

Materiais aparentes: inspirações de casas de madeira na Espanha

Seria a madeira o material de construção definitivo do futuro?

As histórias que as casas de madeira na Espanha contam parecem ensinar algumas lições sobre sua utilização, tanto para construir estruturas modulares, leves e transportáveis como revestimentos internos ou externos. Não só em novos projetos, mas em mobiliários e reformas.

Como incorporar jardins e hortas em projetos residenciais

Os jardins internos podem contribuir com importantes benefícios para a vida doméstica, variando da beleza estética à melhoria da saúde e da produtividade. Pesquisas mostraram que plantas nos interiores das edificações ajudam a eliminar os poluentes do ar, os chamados de compostos orgânicos voláteis (COV), liberados de colas, móveis, roupas e solventes, conhecidos por causar doenças. Eles também aumentam as percepções subjetivas de concentração e satisfação, bem como medidas objetivas de produtividade. Jardins internos podem até reduzir o uso de energia e os custos devido à menor necessidade de circulação de ar. Esses benefícios complementam as óbvias vantagens estéticas de um jardim bem projetado, tornando o jardim interno um recurso residencial atraente em várias frentes.

Courtesy of TAA DESIGN© BK© Rafael GamoHydroponic gardening. Image © Needpix user naidokdin+ 42

Roquet Café / NUA Arquitectures

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  • Arquitetos: NUA Arquitectures
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  78
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2019
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: AutoDesk, HAI, Ondacer, Zangra

Duplex em Sant Gervasi / ARQUITECTURA-G

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  • Arquitetos: ARQUITECTURA-G
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  150
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2019

Loja Acne Studios / Arquitectura-G

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Nagoya, Japão
  • Arquitetos: Arquitectura-G
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  275
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2019

Cobertura em abóbada: 15 projetos na Espanha que recuperam a tradicional técnica com tijolos

Casa JASB / Alessia Scardamaglia. Image © Nuria VilaCasa Tomás / LAB + Pepe Gascon. Image © José HeviaBeats / Nook architects + byn studio. Image © Nieve | Productora AudiovisualKaikaya / Masquespacio. Image © Luis Beltran+ 16

Em alguns casos, a cobertura pode ser o elemento de maior expressividade do projeto arquitetônico. A abóbada catalã se tornou um recurso de projeto muito popular na Espanha a partir do século XIX, apresentando-se como uma solução adequada para residências, devido ao baixo custo e grande velocidade de execução. Podendo vencer vãos de até trinta metros, essa técnica foi adaptada às necessidades da arquitetura industrial, sendo utilizada em oficinas, fábricas e armazéns.

O que todo arquiteto deve saber sobre proteção contra incêndio em construções de madeira

A humanidade utiliza a madeira para criar abrigos desde a pré-história, muito antes de a palavra arquitetura surgir. Alguns troncos encaixados entre si, cobertos por peles de animais, proporcionavam abrigos rudimentares para proteger nossos antepassados das intempéries. Gradualmente, essas estruturas se tornaram mais complexas, mas a madeira continuou a desempenhar um papel fundamental na arquitetura e construção. Hoje, especialmente devido às crescentes preocupações com as mudanças climáticas e as emissões de carbono, a madeira vem recuperando seu significado como importante material de construção para o futuro, se usada de forma consciente e sustentável. O desempenho estrutural da madeira a tornam apropriada para uma ampla gama de aplicações - desde quadros leves repetitivos para estruturas de pequeno e médio porte até sistemas maiores e mais pesados, geralmente híbridos, usados para construir arenas, escritórios, universidades e outros edifícios onde grandes vãos longos e paredes altas são necessários.

Como as cores influenciam a Arquitetura

Assim como as cores de uma pintura ou de uma fotografia abstrata podem despertar um certo humor, as cores de um edifício ou sala podem influenciar profundamente a sensação das pessoas que o usam. Fisiologicamente, diversos estudos mostraram que a luz azul retarda a produção de melatonina, mantendo as pessoas mais alertas ou acordadas mesmo à noite. Psicologicamente, as pessoas associam determinadas cores a sentimentos por conta de símbolos culturais e experiências vividas - por exemplo, elas podem perceber a cor vermelha como ameaçadora ou assustadora por causa de sua conexão com o sangue.

No geral, a maneira como uma sala é pintada pode ter efeitos complexos sobre como seus usuários se sentem, ao mesmo tempo que uma fachada pode ser percebida de maneiras dramaticamente diferentes, dependendo de como são suas cores. Abaixo, resumimos as associações emocionais de todas as cores, avaliando seus efeitos diferentes à medida que cada uma é usada no espaço arquitetônico.

Design Wing / Coordination Asia. Image © Coordination AsiaHotel Encanto Acapulco / Miguel Angel Aragonés. Image © MAAFamily Box Qingdao / Crossboundaries. Image © Xia ZhiLe Soufflet / NatureHumaine. Image © Adrien Williams+ 52