Sede da ONU em Nova York. Foto de the blowup, via Unsplash
Era um momento de grande euforia. Com a declaração do final da Segunda Guerra Mundial, um otimismo invadia as ruas e oferecia a certeza de dias melhores. Neste mesmo ano, 1945, embalada pelo contexto, foi fundada a Organização das Nações Unidas (ONU). O lugar escolhido para a sede foi a vibrante cidade de Nova York e o projeto seria concebido por um grupo internacional composto por arquitetos especialmente selecionados e convidados.
Para essa empreitada multicultural e multiarquitetônica, onze gigantes da arquitetura foram chamados de todos os cantos do mundo. Com seus egos inflados, característica da profissão ainda mais ressaltada naquela geração, os arquitetos que, até então eram acostumados a reinar soberanos sobre sua arquitetura e países, se viram compartilhando não apenas uma sala, mas também um projeto. O evento por si só, se executado com sucesso, já seria um tremendo exemplo de que a paz mundial era possível.
Minghu Park / Turenscape. Foto cortesia de Turenscape
Uma área alagada que oferece uma capacidade incrível de armazenar carbono. Essa poderia ser uma excelente síntese para descrever os peatlands (as turfeiras, em português). Esse ecossistema pode ser encontrado praticamente em todas as zonas climáticas do mundo e é muito mais do que essa breve descrição, desempenhando um papel importante na mitigação da crise climática. Mas o que é e como podemos usá-lo de forma responsável?
O movimento de arquitetura "sustentável", como o entendemos hoje, começou a ganhar forma no final do século XX em resposta às crescentes preocupações com a degradação ambiental, o consumo de energia e a escassez de recursos. Dentro desse diálogo global sobre sustentabilidade, a madeira tem sido exaltada como um símbolo de consciência ambiental e descarbonização. Sendo um dos materiais de construção mais versáteis, se tornou ainda mais procurada com a ascensão desse movimento. As árvores absorvem dióxido de carbono durante seu crescimento, que permanece na madeira quando esta é usada na construção — ou seja, menos CO2 na atmosfera.
Cortesia de Jen Lewin, Foto de Brendan Burkett / The Pool
A luz desempenha um papel essencial no mundo do design de interiores, mas também pode criar espaços públicos imersivos. Enquanto James Turrell, Olafur Eliasson e Dan Flavin são celebrados por sua maestria na transformação de cores, reflexos e contrastes luminosos, é importante notar que o campo da iluminação artística não é exclusivamente dominado por homens. Em resposta à falta de representação de artistas femininas na área da luz, uma perspectiva inovadora e esclarecedora surge dos designers de iluminação britânicos Sharon Stammers e Martin Lupton, do Light Collective.
Após a criação da plataforma "Women in Lighting", o livro delas intitulado Women Light Artists dá um passo audacioso ao nos apresentar 40 mulheres criativas cujo trabalho irradia engenhosidade e brilho. O livro oferece uma variedade de projetos fascinantes, que vão desde piscinas interativas até a dança das sombras coloridas da luz do dia sobre uma ponte em Londres, da projeção tranquila em um marco icônico de Berlim até o arco-íris vibrante que se curva sobre o horizonte de Manhattan. Cada obra incorpora um diálogo único entre luz e espaço. Essa jornada luminosa presta uma valiosa homenagem ao poder das mulheres artistas que, por muito tempo, ficaram nas sombras.
Corredores silenciosos e intermináveis, salas brancas e frias, uma atmosfera impessoal e distante: essa é uma imagem fortemente enraizada na nossa concepção cultural de ambientes hospitalares. A alvura desses espaços, que tenta reforçar uma ideia de esterilidade e limpeza tão necessárias, também pode ser capaz de criar uma sensação de desconforto e ansiedade para os pacientes e suas famílias.
A importância da humanização dos projetos de hospitais, clínicas e consultórios é um tema cada vez mais discutido e relevante na área da saúde, e que vai muito além da estética desses edifícios. Ela considera a necessidade de criar ambientes acolhedores que promovam o bem-estar dos pacientes, familiares e profissionais, reconhecendo que a arquitetura pode desempenhar um papel fundamental na recuperação e no conforto dessas pessoas em momentos de vulnerabilidade.
A inovação prospera quando pausamos para observar, questionar e reimaginar o mundo ao nosso redor, transformando desafios em oportunidades de progresso. A natureza, em particular, serve como uma rica fonte de inspiração. Ao observá-la, estudar seus desafios cotidianos e contemplar os processos existentes, podemos descobrir insights valiosos que inspiram soluções inovadoras.
Um destes desafios atuais no mundo é a produção de concreto, um material antigo e extremamente popular. Ele também é responsável por uma parcela significativa das emissões globais de CO2 devido ao processo intensivo em energia da produção de cimento e as reações químicas envolvidas. Estima-se que a produção de concreto seja responsável por aproximadamente 8% das emissões anuais de CO2 do mundo, bombeando 11 milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera todos os dias - causando 8% das emissões anuais de CO2 e consumindo 9% da água industrial anual do mundo. Aliado a isso, temos a projeção de que o estoque de construção do mundo deve dobrar até 2060 - o equivalente a construir uma cidade inteira de Nova York todos os meses pelos próximos 36 anos, o que significa uma demanda incrivelmente crescente por cimento e concreto. Com esse cenário desalentador, temos algo a fazer? Neste artigo, conversamos com Loren Burnett, CEO da Prometheus Materials, que tem desenvolvido um material que imita processos da natureza para recriar o concreto como conhecemos.
O Gympass anunciou uma parceria com a Tembici para promover a bicicleta como meio de transporte saudável. Os usuários do Gympass no Brasil agora podem fazer até oito viagens por mês com as bicicletas compartilhadas da Tembici em várias cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, entre outras.
https://www.archdaily.com.br/br/1008713/gympass-se-une-a-tembici-e-inclui-acesso-a-bicicletas-para-promover-mobilidade-ativaArchDaily Team
A Inteligência Artificial assumirá o trabalho dos arquitetos? Segundo Thomas Lane, na edição de maio de 2023 da revista Building, a IA pode automatizar 37% do trabalho de arquitetos e engenheiros. Isto, no entanto, provavelmente significará que poderemos automatizar tarefas mais mundanas e concentrar-nos mais em tarefas estratégicas e criativas.
Tal como o Revit e os softwares 3Ds não ultrapassaram o trabalho dos arquitetos, mas apenas mudaram a forma como se trabalha, o mesmo provavelmente se aplica às ferramentas de IA. Novas tarefas – relacionadas com a gestão da IA, por exemplo – também surgirão.
Uma das primeiras impressões em relação à história da arquitetura é a aparente alternância entre estilos e linguagens. Sempre que prevalece uma vertente mais sóbria, a que se segue costuma retomar motivos mais ornamentais, e assim por diante. É preciso atentar-se que esse “fluxo” é uma mera impressão: a história é sempre mais complexa que os registros indicam, e a prevalência deste ou daquele estilo são interpretações dos historiadores, situados no futuro do período sobre o qual se debruçam. O Barroco é um desses estilos.