Cidades contemporâneas e assentamentos urbanos se manifestam como estruturas intricadas que exigem reflexão profunda e uma abordagem cuidadosa. Os modelos sociais e layouts espaciais estão em constante evolução, transformando-se ao longo do tempo. Nesse contexto, surge uma pergunta crucial: qual é o modelo predominante para as cidades hoje? Muitas cidades contemporâneas resultam de um paradigma que atingiu seu apogeu no século XIX, caracterizado pela densificação intensiva e urbanização em resposta a necessidades que nem sempre refletiam seus habitantes.
Em alguns casos, devido às transformações vivenciadas pelas grandes cidades, certos setores urbanos caíram em desuso, tornando-se espaços residuais ou afastando-se de propósitos orientados para o desenvolvimento comunitário. Reconhecendo que as pessoas são a força motriz por trás das dinâmicas das cidades e assentamentos humanos, é imperativo reivindicar esses espaços. Para isso, abordagens teóricas como a proposta por Henri Lefebvre do direito à cidade e a cidade dos 15 minutos são apresentadas como alternativas. Nesses casos, as pessoas retomam o foco, tornando-se elementos-chave no design e permitindo o restabelecimento de um vínculo comunidade-pessoa-espaço.
https://www.archdaily.com.br/br/1012514/reativando-espacos-publicos-residuais-com-projetos-liderados-pela-comunidadeEnrique Tovar
Johannesburg, África do Sul. Foto de Simon Hurry, via Unsplash
Uma análise rápida das cem maiores cidades da África não apresenta muitas surpresas. A maioria está nos países mais ricos da África. A maior parte delas são capitais nacionais ou regionais/estaduais. Pelo menos metade tem portos fluviais ou marítimos. Muitas têm estações ferroviárias há décadas e, mais recentemente, aeroportos e conexões com rodovias. Um grande número tem universidades. Todas têm perfis na Wikipedia, incluindo muitos que se estendem por várias páginas.
Os escritórios MVRDV e LOLA Ladscape Architecture divulgaram o projeto para um novo empreendimento, o "Grüne Mitte" em Düsseldorf, Alemanha. Centrado na comunicação aberta, negociação e compromisso, o projeto tem como objetivo introduzir 500 novos apartamentos e espaços comunitários para melhorar o bairro. Aproximadamente 50% do plano é designado como moradias sociais ou acessíveis, que foram projetadas a partir de processos participativos com os moradores.
A arquiteta, designer e educadora romena Oana Stănescu foi escolhida como curadora do Beta 2024 - Bienal de Arquitetura de Timișoara, agora em sua quinta edição. Radicada em Nova York e Berlim, Oana Stănescu é reconhecida internacionalmente por seu diversificado portfólio de intervenções ao redor do mundo, ampliando os limites da profissão e abordando questões significativas da sociedade. No ano passado, ela foi selecionada como parte das Novas Práticas de 2023 do ArchDaily. Como curadora do Beta 2024, Oana Stănescu definirá o tema geral da bienal, que acontecerá na cidade romena de Timișoara, estabelecendo o palco para um evento que busca "proporcionar uma nova experiência da prática arquitetônica por meio de uma abordagem interdisciplinar e interseccional".
A linguagem autoral de cada arquiteto é sempre a base de análise de seu trabalho. O decorrer do tempo demonstra a consolidação de sua assinatura, possibilita reconhecer influências e referências precedentes, ao mesmo tempo que apresenta a constante atualização dessa linguagem, como um desenvolvimento formal que responde (e corresponde) ao recorte temporal em que se insere. Os projetos do Studio Guilherme Torres são ótimos exemplos deste desenvolvimento, desde sua fundação até o presente.
À medida que começamos 2024, as cidades europeias apresentam vários marcos de desenvolvimento urbano que estão traçando o caminho para o novo ano. Sob os temas de mobilidade urbana em Bruxelas, sustentabilidade em Valência, Smart Cities em Roterdã e resfriamento urbano em Paris, cada cidade está tentando mostrar progressos rumo à 2030. Nessas diversas estruturas urbanas, as cidades europeias estão demonstrando um compromisso em definir desafios e trabalhar para moldar um futuro climaticamente consciente.
Apesar das pessoas com deficiência representarem quase 15% da população mundial e de mais da metade viverem em ambientes urbanos, as nossas cidades raramente atendem às suas necessidades. A maioria é projetada a partir da perspectiva de pessoas sem deficiência que se deslocam em transporte privado (como carros e motos), em vez das que caminham, andam de bicicleta e usam o transporte público.
https://www.archdaily.com.br/br/1012430/como-garantir-o-acesso-a-cidade-para-as-pessoas-com-deficienciaITDP Brasil