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Mobiliário como arquitetura: micromodernismos no espaço doméstico

O modernismo costuma ser compreendido por meio da arquitetura construída, de fachadas fotografadas, plantas canônicas e manifestos em concreto. Para a maioria das pessoas, porém, o primeiro contato com ele foi muito mais imediato. Foi uma cadeira em um escritório, uma estante em uma sala de estar ou um móvel compacto que reorganizou a forma de sentar, guardar objetos ou dormir. Muito antes de a arquitetura moderna poder ser amplamente encomendada, foram os móveis que penetraram os espaços cotidianos, carregando consigo uma nova lógica de habitar. A promessa modernista de transformar a vida frequentemente se materializou por meio desses objetos menores e reproduzíveis.

Brasília e Chandigarh: duas utopias modernistas separadas por um oceano

Entre as décadas de 1950 e 1960 foram construídas duas cidades que marcariam a história da arquitetura e do urbanismo. Filhas de um mesmo conceito, mas separadas por mais de 14 mil quilômetros, Brasília, no Brasil, e Chandigarh, na Índia, embebidas pelos princípios modernistas, foram planejadas e erguidas do zero.

Mapear o espaço sem a visão: a arquitetura sensorial do SEAlab

Fundado em 2015 em Ahmedabad por Anand Sonecha, o SEAlab é um escritório moldado por uma abordagem lenta e contemplativa em relação ao lugar, à proporção e à participação. Reconhecido como um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o estúdio constrói com materiais simples e técnicas locais, buscando criar ambientes que sejam experimentados tanto quanto vistos. Esse ethos tornou-se particularmente tangível em Gandhinagar, onde a Escola para Crianças Cegas e Deficientes Visuais não começou como uma instituição projetada especificamente para esse fim. A escola funcionava em um edifício de ensino fundamental já existente, com salas de aula sobrepostas a dormitórios e doze crianças dividindo um único quarto. O espaço era limitado, assim como as possibilidades de crescimento. O novo edifício acadêmico precisava ampliar a capacidade, melhorar as condições de permanência e favorecer uma maior autonomia dos estudantes.

Um Dia no Bazar: A Arquitetura Vista Através do Tempo

A arquitetura costuma ser representada como um objeto estável: um edifício capturado em um momento de clareza visual, isolado das contingências ao redor. Plantas, cortes e fotografias prometem legibilidade ao suspender o tempo. No entanto, muitos dos espaços públicos mais duradouros do mundo resistem completamente a esse modo de representação. Eles não foram feitos para serem compreendidos de imediato, nem revelam sua lógica apenas pela forma. Sua inteligência espacial emerge aos poucos — pela repetição, pela ocupação e pela duração.

Arquitetos como mediadores: três experiências de diálogo entre comunidade, governo e empresas no sul global

Na contemporaneidade, o fazer arquitetônico vai muito além da criação de edifícios ou da materialização de ideias, ele se afirma como um campo multidimensional assumindo papéis mais amplos e complexos. Em contextos marcados por desigualdade, crises ambientais e disputas territoriais, ele se transforma em uma ferramenta de negociação, capaz de mediar interesses entre diferentes atores. Nesse cenário, o arquiteto assume também a função de tradutor cultural, articulador social e, muitas vezes, defensor de direitos coletivos.

Moldando a história: o impacto das arquitetas sul-asiáticas no período pós-colonial

Um conjunto de países do sul da Ásia experimentou em meados do século XX uma catarse coletiva do domínio colonizador. O período seguinte desencadeou em uma era de ideias e filosofias para um novo futuro. Durante este tempo, os arquitetos foram fundamentais na criação de estruturas modernistas que definiram as identidades pós-coloniais, pós-partição e pós-imperiais dos países. Arquitetos do sul da Ásia usaram o design como expressão de uma visão social de esperança. Mesmo com este sucesso na construção da nação, as mulheres arquitetas não são creditadas na formação da história do sul da Ásia.

7 Estratégias bioclimáticas aplicadas nas fachadas da arquitetura tropical

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Quando se fala a palavra “trópico”, a imagem que comumente vem à mente é a de um lugar exótico, sempre quente e úmido, sujeito a chuvas pesadas e constantes que lavam o solo e fazem com que a vegetação cresça descontroladamente. Alimentado por uma idealização, no decorrer da história, esse clima tropical já foi sinônimo de paraíso ao mesmo tempo em que era acusado de formar povos débeis por ser clemente demais.

Como substituir o ar condicionado? Estratégias passivas para lidar com o aquecimento global

Entre agora e 2050, a instalação de aparelhos de resfriamento, como o ar condicionado, triplicará em todo o mundo, resultando no dobro de energia consumida. Como sinônimo do aquecimento global, nossa dependência cada vez maior desses equipamentos apresenta um paradoxo: até quando iremos enfrentar o aquecimento global com soluções que aumentam ainda mais a temperatura das cidades?

Os méritos do greenwashing: estigma social em torno da construção natural na Índia

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Nos últimos anos, a Índia testemunhou o ressurgimento do interesse em materiais de construção naturais, impulsionado pelo aumento das preocupações ambientais e um crescente desejo de resgatar estilos de vida tradicionais. De Mumbai, com suas movimentadas ruas, às tranquilas aldeias de Kerala, arquitetos, construtores e comunidades estão se unindo para explorar o potencial da terra, do bambu, da cal e de outros materiais orgânicos na criação de estruturas que sejam relevantes para cada contexto e que também incorporem os ideais contemporâneos do país. Essa mudança em direção ao uso de materiais naturais e recursos vernaculares reflete um movimento em prol da sustentabilidade e de uma conexão mais profunda com a natureza.

Arquitetura de conservação na Índia: cultura e edifícios vivos

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O ambiente construído na Índia está envolvido em uma negociação entre tradições antigas, uma população diversificada e ambições globalizadas. Quando se trata de preservação do patrimônio, essas forças convergem para criar uma abordagem distintiva aos esforços de conservação no país. Além dos modelos convencionais vistos em muitas partes do mundo, os projetos de conservação na Índia entrelaçam práticas históricas, envolvimento comunitário e reverência pela essência viva dos edifícios.