Samuel Medina

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Fabricante espanhola comercializará réplicas de famosa casa de Richard Neutra

O arquiteto modernista Richard Neutra projetou dezenas de casas em Los Angeles e arredores, cada uma invariavelmente racional e espacialmente generosa. Essas qualidades foram sublinhadas pela esposa de Neutra, Dione, quando escreveu que “apenas aqueles que moram em uma casa de Neutra poderiam entender quão maravilhosas são as satisfações e delícias diárias e o quanto essa experiência ajuda a aumentar a alegria de viver."

Pesquisadora francesa desenvolve novo método de reciclar materiais de construção

A arquiteta e pesquisadora baseada em Paris, Anna Saint Pierre, está repensando a preservação arquitetônica através de seu projeto Granito, que recebeu o prêmio de Melhor Design Consciente na edição deste ano do WantedDesign Brooklyn. Imagem © Anna Saint Pierre/Rimasùu
A arquiteta e pesquisadora baseada em Paris, Anna Saint Pierre, está repensando a preservação arquitetônica através de seu projeto Granito, que recebeu o prêmio de Melhor Design Consciente na edição deste ano do WantedDesign Brooklyn. Imagem © Anna Saint Pierre/Rimasùu

O projeto Granito, de Anna Saint Pierre, busca em estruturas demolidas os ingredientes para novos materiais arquitetônicos.

Rápidas mudanças urbanas acontecem sem muitos nem perceberem. Partes inteiras da história de uma cidade desaparecem da noite para o dia: o que antes era uma parede de pedra lavrada é agora vidro e metal polido. O canteiro de obras é sempre, primeiro, um local de demolição.

Este é o raciocínio que guia Granito, um projeto da jovem arquiteta francesa e pesquisadora de doutorado Anna Saint Pierre. Desenvolvido em resposta a um complexo de escritórios do final do século XX em Paris que passaria por um grande retrofit, envolvendo sua demolição, o trabalho se desdobra de um método de preservação de material que Saint Pierre chama de "reciclagem in situ". Sua proposta defende que a coleta individual dos painéis de granito da fachada cinzenta e sombria do edifício poderia formar a base de uma economia circular. “Não mais na moda”, essa pedra melancólica — todas as 182 toneladas — seria removida e pulverizada, para então ser incorporada no piso da cobertura. 

Os desafios de preservar um patrimônio local, mas mundialmente famoso

Em sua periferia, a cidade de Columbus, no estado de Indiana, é uma cidade suburbana como qualquer outra dos Estados Unidos. Mas passeie pelo centro da cidade e você verá uma inesperada variedade de arquitetura moderna. Esta pequena cidade foi, nos últimos cinquenta anos, uma espécie de laboratório para a arquitetura, atraindo arquitetos tão diversos quanto Kevin Roche e IM Pei. As crianças frequentam a escola em um edifício projetado por Richard Meier, os fiéis frequentam uma igreja projetada por Eliel Saarinen.

KoozA/rch: o website por trás da revolução pós-digital do desenho

Este artigo foi originalmente publicado pela Metropolis Magazine como "Inside The Digital Platform Championing Post-Digital Drawing."

As tecnologias digitais deveriam, supostamente, acabar com o desenho. E de algum modo, elas fizeram isso, com o CAD tirando o desenho à mão de cena há muito tempo. Mas o desenho é mais do que mera delineação - desenhos construtivos em escala - ou mesmo renderização, que se converteu em uma mera ferramenta de marketing. Na verdade, como Sam Jacob escreve, o desenho constitui um "ato arquitetônico" fundamental que está no cerne da auto-compreensão da disciplina.

Jacob descreve um novo modo de desenho "pós-digital" que incorpora pistas narrativas, alusões históricas de arte e técnicas de colagem habilitadas por softwares. Lembra as perspectivas de um ponto de fuga de Mies e as pinturas metafísicas de Chirico, bem como a irreverência afetada do pós-modernismo. É um estilo popularizado por blogs como KoozA/rch, fundado pela arquiteta Federica Sofia Zambeletti há três anos. Conversamos com Zambeletti sobre o ressurgimento do desenho arquitetônico e como o estilo poderia em breve esgotar-se.

Este esboço do arquiteto e notável designer de iate Lujac Desautel busca uma síntese do espaço miesiano e estilo de representação de David Hockney. O desenho, junto com muitos outros de seu tipo, foi destaque no KooZA / rch, um blog popular curado pela designer Federica Sofia Zambeletti. Cortesia de Lujac Desautel / KOOZA: RCHConstruído em um dia, criando narrativas da horizontalidade baseadas em uma ficção especulativa. Cortesia de David VerbeekRealismo misto atende planificação e simbolismo. Cortesia de Nowadays OfficeEvocando memórias, uma arquitetura do desejo. Cortesia de Gustav Düsing & Max Hacke / KooZA / rch+ 14

Brutalismo e cultura: A segunda vida do Seminário São Pedro na Escócia

Gillespie, Kidd & Coia projetaram o Seminário São Pedro - outrora eleito o melhor edifício moderno da Escócia - que foi durante muito tempo vítima do destino, largado à decadência depois de ser abandonado apenas vinte anos após sua inauguração. Este artigo, originalmente publicado na Metropolis Magazine como "Ruin Revived," explica como mesmo neste estado de ruínas, estra dramática estrutura brutalista já está mostrando seu valor como equipamento cultural.

A arquitetura moderna, costumava-se dizer, era inadequada pois os materiais industrializados dos edifícios modernos não os permitiriam envelhecer com graça. O que poderiam essas carcaças retangulares comunicar às gerações futuras? 

O Seminário de São Pedro em Cardross, Escócia, é um exemplo vívido para este pensamento: construído em 1966 e abandonado 20 anos mais tarde, o seminário atingiu um estado de 'decrepitude agradável'. Vidro e gesso já se foram faz tempo. O concreto permanece em grande parte intacto, mas manchado e descascado. Coberturas e escadas cederam. Os únicos sinais de vida são os murais de grafite nos "interiores". No entanto, o sentido do lugar perdura, suas formas nobres ainda permanecem extremamente assertivas - se destacando diante da densa floresta circundante - e otimista.

Construindo Arte: a vida e a obra de Frank Gehry. Uma conversa com Paul Goldberger

Frank Gehry não é só um dos arquitetos mais importantes do mundo, ele é também, sob todos os padrões públicos, um dos nossos maiores artistas vivos. A nova biografia escrita por Paul Goldberger (sua primeira), Building Art: The Life and Work of Frank Gehry, reconhece o status de celebridade do arquiteto, mas não o apoia. Em vez disso, Goldberger interroga a psique peculiar e as contradições recorrentes do indivíduo para iluminar as motivações por trás da arquitetura. O editor da Metropolis, Samuel Medina, conversou com o recém-proclamado biógrafo sobre desafiar as convenções, desembrulhar as ambiguidades da obra de Gehry, e “dar o dedo” aos repórteres.

Revisando o livro 'Urban Hopes': um olhar sobre as últimas obras de Steven Holl na China

Neste artigo originalmente publicado pela Metropolis Magazine como "Urban Hopes, Urban Dreams" (Esperanças Urbanas, Sonhos Urbanos), Samuel Medina analisa um novo livro sobre a obra de Steven Holl na China. Concentrando-se em cinco grandes projectos, o livro coloca o trabalho de Holl no contexto mais amplo de suas influências urbanísticas - incluindo idéias de sua própria arquitetura no papel que só agora estão reaparecendo.

Steven Holl é o raro arquiteto cujos conceitos são tão conhecidos quanto seus edifícios. O rendimento prolifico de Hall aparece tanto em edifícios quanto em monografias através da sua habilidade em marcar suas idéias. Urban Hopes: Made in China (Lars Müller, 2014) uma leitura condensada das mais recentes obras de Holl na China, é o último de uma sequência de pequenos livros que tem continuamente embalado o crescente corpo de trabalhos do arquiteto.

Ancoragem e Entrelaçamento apareceu em 1996 e expôs temas arquitetônicos e noções espaciais apenas parcialmente evidenciados através do seu trabalho até aquele momento. Em ambos, os prédios eram poucos e distantes entre si, espalhados entre as páginas impressas com  a "arquitetura de papel", saída principal para as energias criativas de Holl nas décadas anteriores, desde sua mudança para Nova Iorque em 1976. Esses e outros títulos foram acompanhados por Parallax, em 2000, uma mistura de referências filosóficas, científicas e poéticas que ungem a arquitetura com a áurea do Gesamtkunstwerk. A ideia de Holl sobre "porosidade" fez sua estreia aqui, prematuramente, onde foi aplicada quase literalmente no Simmos Hall, MIT, em sua fachada esponjosa. Não foi até alguns anos mais tarde, quando o arquiteto colocou seus pés na China, que o conceito seria batizado como um princípio central do desenho urbano do século  21. O Urbanismo de 2009 tanto avança quanto recapitula as grandes ideias do livro anterior.  

Leia a seguir a revisão do livro Urban Hopes

A-KAMP47 / Stephane Malka

Cortesia de Lauren Garbit, via Metropolis Magazine
Cortesia de Lauren Garbit, via Metropolis Magazine

Em uma seção industrial de Marselha, barracas sobem uma parede de uma fábrica como uma trepadeira, abrigando campistas urbanos e os sem-teto locais. A-KAMP47, a mais nova instalação de Stephane Malka, sutilmente critica a promessa do Estado francês de habitação universal, bem como faz um comentário de arquitetura - Malka cita de as Unidades Habitacionais de Le Corbusier como inspiração. Samuel Medina da Metropolis Magazine se aprofunda no projeto em "Hiding in Plain Sight".

A Arquitetura de Alfred Hitchcock

Artigo publicado originalmente na revista Metropolis Magazine por Samuel Medina, sob o nome de Hitchcock and the Architecture of Suspense.Na publicação, o autor revisa o livro The Wrong House: The Architecture of Alfred Hitchcock de Steven Jacobs, que usa a análise de especialistas e a reconstrução das plantas baixas para examinar como o famoso diretor criava o suspense através dos seus cenários.

Nos filmes de Alfred Hitchcock, coisas acontecem, mas os acontecimentos que deram origem à elas são facilmente esquecidos. Nos esquecemos facilmente como A conduz ao B ou, por exemplo, porque Roger Thornhill acaba no monte Rushmore em North by Northwest. Mas, como observou o cineasta francês Jean-Luc-Godard, o cinema de Hitchcock não prende a atenção por sua história, mas por suas imagens: a mão aberta alcançando a porta, a queda simulada da escada, o afastamento em espiral da câmera na cena da mulher morta. Esses fragmentos rígidos carregam seus filmes de um encanto misterioso e imprimem-se na mente do espectador de maneira muito mais eficaz que qualquer uma de suas complicadas tramas.

Continue lendo para saber mais sobre a arquitetura nos filmes de Hitchcock.

Fotografias dos Laboratórios Bell, de Eero Saarinen

Este artigo de Samuel Medina foi originalmente publicado na Metropolis Magazine com o título "Eero Saarinen's Bell Labs, Now Devoid of Life" e apresenta impressionantes fotografias de Rob Dobi deste leviatã abandonado.

Em seu auge, milhares de pessoas passaram por seu imenso átrio iluminado. Hoje, o edifício da Bell Labs Holmdel está vazio, com seus 200 mil m² sem vida. Um exemplo icônico do agora depreciado parque de escritórios, o campus de Jersey foi fechado em 2007 e esvaziado logo após. Anos depois, o edifício permanece no estado de abandono, senão de descuido. Os interior é limpo, os pisos são varridos e as plantas internas podadas, porém a esmo. 

Mais sobre o futuro do edifício e outras fotos de Rob Dobi, a seguir.

© Rob Dobi© Rob Dobi© Rob Dobi© Rob Dobi+ 9

Museus famosos recriados com doces

Originalmente publicado em Metropolis Magazine como "Iconic Museums, Rendered In Gingerbread", Samuel Medina fala sobre um divertido projeto que consiste em representar edifícios mundialmente famosos através de vários tipos de doces.

Tivessem João e Maria tropeçado em uma dessas estruturas açucaradas, eles poderiam ido na direção oposta. Escura, sombria, e agourenta, a arquitetura de confeitaria teria, no entanto, causado grande impacto sobre Jack Skellington. O projeto, da artista de alimentos Caitlin Levin e do fotógrafo Henry Hargreaves está claramente em débito com a mise-en-scène gótica do submundo expressionista das histórias acima. Uma sombria, porém excêntrica, terra onde se poderia, talvez, esperar encontrar uma réplica às avessas (de chiclete, possivelmente) do Tate Modern ou do MAXXI de Zaha Hadid.

Saiba mais sobre o processo por trás deste doce projeto a seguir.

Easily the most idiosynchratic choice, the Karuizawa Museum by Yasui Hideo is made of chocolate bars, gingerbread, hard candy, cotton candy, and sour flush. Image © Henry HargreavesI.M. Pei's pyramids at the Louvre are recreated with gingerbread, hard candy, and licorice. Image © Henry HargreavesThe curving form of the Museo Soumaya by FR-EE is draped in candy balls, gingerbread, sour rolls, and taffy. Image © Henry HargreavesZaha Hadid's MAXXI in Rome, with gingergread replacing its concrete shell, hard candy for glass, and lollipop sticks for columns. Image © Henry Hargreaves+ 7