Álvaro Siza, primeiro Pritzker português, é inegavelmente um personagem de grande importância na história da arquitetura contemporânea, com projetos que mudaram a paisagem urbana de várias cidades ao redor do mundo. Embora seu nome e trabalho sejam amplamente conhecidos, Siza é uma pessoa bastante reservada e introspectiva, que prefere manter sua vida pessoal longe dos holofotes.
Com a direção do produtor e diretor Augusto Custódio, o documentário Siza apresenta uma visão mais íntima e pessoal do renomado arquiteto português. O filme aborda sua infância, sua relação com a esposa, sua paixão pela escultura e admiração pela música clássica, explorando suas influências e sua jornada profissional.
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Acoustic Shells / Flanagan Lawrence. Image Courtesy of Flanagan Lawrence
Você já considerou os sons de carros e ônibus zunindo pela estrada enquanto caminha no centro da cidade? Ou o sentimento que você tem ao ir em direção ao teatro? Cada cenário tem algo que atrai a vida nas grandes cidades. Notais musicais flutuando da janela, pessoas conversando, buzinas e pessoas correndo para o próximo destino são peças de uma cidade e ninguém pode negar - elas compõem a base da vida urbana.
Embora a vida das grandes cidades ofereça muitos excelentes benefícios, há momentos em que a paz e o silêncio podem ser uma pausa bem-vinda a tudo o que está acontecendo. Às vezes, as pessoas querem fugir e se relacionar com a natureza sem dirigir por quilômetros.
No País dos Arquitectosé um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da quinta temporada, Sara conversa com Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez sobre o Batalha Centro de Cinema. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.
Salk Institute, de Louis Khan. Foto de Adam Bignell, via Unsplash
Alguns edifícios resistiram ao teste do tempo e depois de séculos ou mesmo milênios, eles permaneceram estruturalmente sólidos, reverenciados como espaços habitáveis da história e inovação humana. Alguns ainda estão em uso hoje, muitas vidas depois que seus projetistas originais morreram.
Esses edifícios, de propósito ou por acidente, foram projetados para durar. É um conceito cada vez mais relevante. A construção e operação de edifícios é responsável por uma quantidade preocupante de emissões de dióxido de carbono. O carbono incorporado que resulta da produção de materiais de construção e construção soma cerca de 11% de todas as emissões globais de carbono. De acordo com um novo livro sobre edifícios de vida longa, projetar edifícios para permanecer em pé por muito mais tempo – e sobreviver às várias voltas e reviravoltas que acompanham essa vida útil mais longa – é um novo imperativo para os arquitetos.
O QS- Quacquarelli Symonds World University Rankings divulgou as melhores universidades para estudar Arquitetura em 2023. O índice avalia mais de 1.400 escolas e cobre um total de 54 disciplinas, agrupadas em cinco grandes áreas, com base em cinco indicadores "para refletir efetivamente seu desempenho, levando em consideração a reputação acadêmica, a reputação do empregador e as pesquisas realizadas pelo corpo docente".
Nesta edição de 2023 na categoria Arquitetura/Ambiente Construído, a UCL tirou o primeiro lugar do MIT, que permaneceu na primeira posição por três anos consecutivos. O MIT ficou em segundo lugar, enquanto a Universidade de Tecnologia de Delft e a ETH Zurich ocuparam juntas o terceiro lugar. A Manchester School of Architecture faz sua primeira aparição no top 5, seguida por Harvard, a Universidade Nacional de Singapura e a Universidade Tsinghua na China. Berkeley caiu para a nona posição e o Politecnico permanece estável na décima posição pelo terceiro ano consecutivo.
A história da luz experimentou várias mudanças ao longo dos séculos, sua relação intrínseca com a própria arquitetura desencadeou manifestações e críticas. Além de servir como ferramenta para iluminar o mundo habitado, ela influencia diretamente a percepção do mesmo e a produção de objetos construídos. Cada tipo de projeto de iluminação se relaciona diretamente com um entendimento particular de qualidade, classe, interpretação, intenção e significado.
Embora a economia circular envolva outros princípios, como a regeneração de sistemas naturais, a reutilização ou reciclagem de materiais desempenha um papel importante na redução de resíduos gerados, dando uma segunda vida útil a elementos que poderiam ser considerados descartes. Madeira, chapas metálicas, tijolos, pedras, entre outros, podem ser reutilizados, trazendo critérios de sustentabilidade e eficiência aos projetos, contribuindo para consolidar este conceito que ainda tem um longo caminho a percorrer.
Dentro do território latino-americano, diversos profissionais da arquitetura se propuseram a aplicar em seus processos de projeto e construção a implementação de estratégias que colaborem com o uso dos recursos, seja reutilizando, reciclando ou restaurando diferentes materiais e elementos em busca da atender as necessidades e preocupações daqueles que habitam os espaços.
META SQUARE Brushed Champagne. Image Courtesy of Dornbracht
Acessórios bem escolhidos desempenham um papel crucial no design de interiores, adicionando apelo estético e servindo como acabamentos para um espaço. As cozinhas, que são áreas essenciais em que atendemos algumas de nossas necessidades básicas, devem ser projetadas para se adequar aos estilos de vida dos habitantes, o que pode incluir acessórios personalizados, como vários sistemas de torneiras, funções e acabamentos, para aprimorar a funcionalidade e a aparência destes ambientes. Em busca de estilo e funcionalidade, mostramos uma série de torneiras de cozinha da empresa Dornbracht, que integram a elegância moderna com um design atemporal para criar espaços versáteis.
Shigeru Ban Architects, em colaboração com a ONG Voluntary Architects’ Network, desenvolveu uma versão aprimorada da habitação temporária projetada para ajudar as pessoas afetadas pelo recente terremoto na Turquia e Síria. O novo protótipo representa uma atualização do sistema de tubos de papelão implantado no noroeste da Turquia após o terremoto de 1999. Esta nova versão leva em consideração questões de eficiência e a necessidade de minimizar o tempo de construção no local.
O gênero é uma camada de desigualdade incontestável nas cidades, que marca, de maneira muito distinta e efetiva, a experiência e o cotidiano de homens e mulheres no ambiente urbano. Um dos elementos cruciais na tentativa de garantir espaços mais inclusivos e igualitários é a iluminação pública, que não costuma ser pensada sob uma perspectiva de gênero.
Espaços públicos mal iluminados reforçam o sentimento de medo nesses ambientes, e devem ser repensados para que promovam cidades mais seguras, especialmente para as mulheres. Uma vez que, atualmente, mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas — um cenário que só tende a aumentar —, como podemos tornar os espaços públicos mais seguros e confortáveis para que possam ser plenamente usufruídos e acessados por todas e todos?
O escritório Foster + Partners, em colaboração com o grupo Petrolina, anunciou o projeto de um novo masterplan para transformar a orla de Larnaca, no Chipre, em uma área sustentável e agradável para os residentes da cidade, bem como para as futuras gerações e novos visitantes. A estância turística de Larnaca busca redesenhar uma de suas principais artérias, a estrada Larnaca-Dhekelia, fazendo-a acompanhar sua orla e se tornar mais agradável para pedestres. A proposta da Foster visa aprimorar o valor ecológico da terra e duplicar o comprimento da orla acessível ao público.
A luz natural é um dos elementos mais críticos na arquitetura. Embora imaterial e difícil de controlar, desempenha um papel crucial na definição de como o espaço é percebido em termos de escala, texturas, materialidade e atmosfera geral. A luz natural também afeta as emoções que as pessoas sentem em um espaço, seja por sua ausência ou abundância. Mas, assim como a luz impacta a arquitetura, a arquitetura também impacta a luz. Através do enquadramento de vistas, criando massas tridimensionais que lançam sombras marcantes, ou esculpindo vazios que criam projeções de luz únicas, alguns arquitetos dominaram técnicas de projeto que integram perfeitamente luz e volumetria — e talvez um dos melhores nisso tenha sido o arquiteto veneziano Carlo Scarpa.
Sempre que a luz incidir sobre uma superfície haverá sombra, não importa o quão insignificante seja seu foco. Os contornos reais dificilmente serão visíveis, mas outras formas virão à tona nesse jogo de claro e escuro. No caso de serem projetadas pela dança solar, soma-se às sombras uma dinâmica latente que pode ser usada para intensificar fenômenos do cotidiano, quebrando a monotonia do espaço. Aberturas ortogonais em um longo corredor ou tramados de peças vazadas em um pátio são exemplos de elementos construtivos que criam manchas de luz e sombra trazendo, além do deleite estético, conforto térmico aos seus usuários. Dessa forma, torna-se evidente que esses elementos intangíveis são partes essenciais em um ambiente tanto que, muito antes de Louis Kahn declarar o poder das sombras, eles já vinham sendo manipulados.
Na semana passada, anunciamos os 15 finalistas do Obra do Ano de 2023, um prêmio que celebra o melhor da arquitetura lusófona, convidando nossos leitores a escolherem seus projetos favoritos construídos nos países de língua portuguesa. Chegou o dia de conhecer os vencedores do ODA 2023.
Pearl Gallery Renders. Image Courtesy of CHYBIK + KRISTOF
O escritório de arquitetura CHYBIK + KRISTOF venceu o concurso para a criação de um novo marco cultural que transformará e reativará o espaço público em Ústí nad Orlicí, na República Tcheca. Uma antiga fábrica têxtil será convertida em um centro cultural multifuncional aberto ao público. O edifício requalificado, localizada perto da praça principal da cidade, acrescentará à infraestrutura cultural existente.
Na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, o Pavilhão da Bulgária apresentará a exposição Educação é o movimento da escuridão para a luz. Os curadores Boris Tikvarski, Bojidara Valkova e Mariya Gyaurova, juntamente com o fotógrafo belga Alexander Dumarey, escolheram explorar os temas da despovoação, declínio urbano e êxodo rural, representados através de imagem de escolas abandonadas no país. O projeto foi selecionado após uma competição nacional organizada pelo Ministério da Cultura, a Câmara de Arquitetos da Bulgária e o Sindicato de Arquitetos do país.
A luz é parte constitutiva de diversas disciplinas, dá forma para o mundo como se conhece. Na física, serve como medida de velocidade, explica a visão, o registro de imagens pelo olho, pela lente da câmera. Ao longo da história da arte, a representação da luz – ou ausência dela – pautou movimentos seculares em manifestações diversas com técnicas e suportes igualmente diferentes. O que significa dizer que a luz – e sua derivada, a sombra – são capazes de criar ambientes, atmosferas e sensações diversas, e que podem ser percebidas sobre os objetos e espaços. Dessa forma, a luz é constitutiva também da arquitetura.