
Compartilhar sua prateleira é, de certa forma, compartilhar você mesmo. Cada elemento - dos títulos escolhidos à maneira como você os organiza - diz algo sobre sua personalidade e seus interesses.

Compartilhar sua prateleira é, de certa forma, compartilhar você mesmo. Cada elemento - dos títulos escolhidos à maneira como você os organiza - diz algo sobre sua personalidade e seus interesses.

Em 1924, André Breton redigiu o Manifesto Surrealista, convidando a comunidade artística a questionar os limites entre a realidade e o mundo dos sonhos, entre objetividade e subjetividade. Naquele momento, muitos arquitetos estavam interessados - e não são poucos aqueles que ainda se interessam - na potência imaginativa do espaço construído. Para estes profissionais, o pensamento surrealista de Breton foi, e ainda é, um recurso valioso para discutir o papel que a arquitetura desempenha na definição da realidade. Desde então, partindo de Salvador Dali, passando por Frederick Kiesler até Frank Gehry, o surrealismo tem influenciado profundamente a produção arquitetônica deste o início do século XX.

Apesar de ser uma referência urbanística com reconhecimento internacional, o Eixample de Barcelona enfrenta diversos desafios característicos de uma cidade em constate mudança, um cenário urbano muito diferente do que foi projetado por Ildefons Cerdá.
Nesse cenário, o escritório de Barcelona Leku Studio, desenvolveu um projeto de "agradabilização" de diversos entornos escolares no Eixample, testando, por meio da urbanização reversível, novos usos e distribuições que favorecem espaços mais humanos e agradáveis e que aproximam a escala urbana às crianças. "Devem ser espaços comunitários; como território de extensão da escola; como espaço para a brincadeira, para o verde, para a história e para a vida local dos bairros", explicam Leku Jokin Santiago Elorriaga e Marta Sola Páramo, cofundadores do Leku Studio.

Este artigo foi originalmente publicado por Jude Fulton no Medium sob o título "Why Architects are Super Well-Suited for Startups". Você pode ver a postagem original aqui.

O fotógrafo Andres Gallardo voltou suas lentes para o projeto Galaxy Soho, de Zaha Hadid Architects, localizado em Pequim. O complexo comercial, concluído em 2012, é um dos trabalhos finalizados mais recentes da ilustre carreira da arquiteta iraquiana.

Hoje, 17 de agosto, é comemorado o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, data que institui reconhecimento ao esforço pela preservação dos bens de significância popular, histórica e artística no território brasileiro. Comemora-se a data no mesmo dia em que nasceu o historiador e jornalista Rodrigo Mello Franco de Andrade, que teve importante papel na criação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Criado no ano de 1937, é o órgão responsável por promover e organizar todo o processo de preservação do Patrimônio Cultural Nacional, e “proteger e promover os bens culturais do País, assegurando sua permanência e usufruto para as gerações presentes e futuras”. [1]

Este artigo foi originalmente publicado pela Metropolis Magazine como "A Once-Maligned Concrete Megastructure in Seoul is Revitalized - Sans Gentrification".
Concluído em 1966, o Sewoon Sangga é uma megaestrutura residencial construída no coração de Seul. Projetado pelo proeminente arquiteto sul-coreano Kim Swoo-geun, este enorme edifício de uso misto é composto por oito blocos em altura cobrindo uma faixa de um quilômetro de extensão em pleno centro da cidade. Como um projeto extremamente inovador para a época, ele foi concebido como uma pequena cidade independente, contando com todas as comodidades necessárias para a vida de seus moradores além de um parque, um grande átrio de acesso e um deck para pedestres. Infelizmente, durante a execução muitas das ideias utópicas de Kim foram por água abaixo devido às limitações dos sistemas construtivos. Já no final da década de 1970, o Sewoon Sangga passou por um voraz processo de abandono, deixando centenas de unidades residenciais vazias assim como a grande maioria dos espaços comerciais, que se deslocaram para o outro lado do rio no novo distrito de Gangnam, em rápida expansão e desenvolvimento. Devido a sua localização central e a queda vertiginosa dos preços dos aluguéis, a megaestrutura foi sendo ocupada pelo comércio informal e abrigando uma série de atividades ilícitas.

O Blog da Fundação Arquia nos traz um artigo que faz uma reflexão, a partir de uma experiência pessoal, sobre como a memória não deve ser tratada de forma ascética, já não são suficientes estudos técnicos e tipológicos de um determinado patrimônio arquitetônico ou do reconhecimento das características de um local, de seus costumes ou história. A memória é emocional e, por isso, é necessário entender o verdadeiro significado do lugar e o valor dessa arquitetura que vai além do material.

Imagine quantos esforços precisam ser feitos para evitar a morte de 1,24 milhão de pessoas por ano. Esse é o número médio de fatalidades que ocorrem no trânsito no mundo todo. É urgente que as cidades passem a proteger melhor seus cidadãos para que, com a atual tendência de aumento da população urbana, esse número não cresça ainda mais. Mas e se oito ações fossem suficientes para pouparmos a ocorrência de centenas de mortes ou ferimentos graves?
A publicação “O Desenho de Cidades Seguras” enumerou “oito ações para melhorar a segurança viária” e nós buscamos boas práticas e pesquisas que traduzem algumas delas.

A planta arquitetônica é uma interessante forma de representação e aproximação ao programa funcional dos hospitais e centros de saúde, onde a complexidade do sistema implica a necessidade de estudos específicos de distribuição e organização espacial para uma correta atenção sanitária.
Entre nossos projetos publicados encontramos numerosos exemplos que trazem diferentes respostas e tipos evidenciando desde as plantas mais abertas, que são orientadas a partir dos benefícios da luz solar, até as mais compactas, que priorizam as particulares circulações internas e os acessos.
A seguir, selecionamos uma série de 50 exemplos que podem nos ajudar a compreender como diferentes arquitetos enfrentaram esse desafio.

0-VOID é um pavilhão inflável desenvolvido no terceiro ano do ateliê de Projeto Arquitetônico orientado pelo BASE studio na Faculdade de Arquitetura e Arte da Universidad del Desarrollo, em Santiago do Chile. O pavilhão sintetiza e incorpora os temas explorados ao longo do semestre, em torno do potencial presente em sistemas pneumáticos para a formulação de respostas geométricas, materiais e espaciais não convencionais.
Seu desenho foi feito a partir de um processo iterativo entre a exploração do material 1:1 e as ferramentas digitais, o que foi relatado por um número de exercícios anteriores desenvolvidos pelos alunos durante o semestre.
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Após um piloto bem sucedido em Boston e US$ 1 milhão em capital, uma startup chamada Getaway lançou seus serviços para os nova-iorquinos. A empresa permite que os clientes aluguem uma coleção de “pequenas casas” localizadas em ambientes rurais isolados ao norte da cidade. A partir de US$ 99 por noite, o serviço espera oferecer alívio para pessoas da área urbana que procuram se desconectar e se “encontrar”. A empresa foi fundada pelo estudante de Business Jon Staff e pelo estudante de Direito Pete Davis, ambos da Universidade de Harvard, a partir de discussões com outros estudantes sobre os problemas com habitação e a necessidade de novas ideias para abrigar uma nova geração. A partir disso, surgiu a ideia de introduzir a experiência da Tiny House para aqueles que vivem nas áreas urbanas através de aluguéis de fim de semana.
Inspiradas na noção de micro habitação e na poderosa retórica do movimento das Tiny House, iniciativas como a Getaway são parte de uma série de propostas arquitetônicas que surgiram nos últimos anos. A redução no tamanho tem sido citada por seus adotantes como uma solução para a inacessibilidade da moradia e uma fonte de liberdade da insidiosa escravização capitalista de "acumular coisas". Cidades altamente desenvolvidas e urbanizadas como Nova Iorque parecem estar liderando o caminho para a redução: no ano passado, Carmel Place, um projeto especial de micro residências projetado pelo escritório nARCHITECTS, foi finalmente concluído em Manhattan para fornecer estúdios muito menores do que os atuais da cidade, com a medida mínima de 400 pés quadrados (37 metros quadrados). Muitos, incluindo Jesse Connuck, não conseguem ver como a micro habitação pode ser uma solução para a desigualdade urbana, mas julgarmos que, a partir do sucesso inicial de startups como a Getaway, a microarquitetura mantém amplo apelo público. A satisfação do usuário não é o objetivo final da arquitetura? Nesse caso, é importante investigar a engenhosidade por trás desses espaços subdimensionados, mas muitas vezes superfaturados.

Este artigo foi originalmente publicado pela Metropolis Magazine como "Can’t Be Bothered: The Chic Indifference of Post-Digital Drawing."
No universo da arquitetura, o termo “pós-digital” pode ser usado com diferentes significados. Alguns o utilizam para referir-se a um estilo de renderização que se tornou popular entre estudantes, e cada vez mais, também entre os escritórios de arquitetura. Outros emprestam o seu significado para definir objetos arquitetônicos construídos, assim como tudo aquilo que tange a onipresença da esfera “digital” em nossa vida contemporânea.

A utilização de concreto na construção é provavelmente uma das maiores tendências da arquitetura do século XX. O concreto é composto por uma combinação de materiais misturada com água, que quando solidifica obtém a forma do recipiente onde estava depositado. A reutilização de moldes é um método usado para replicar e controlar a produção de peças ou de edifícios em concreto. Arquitetos e designers têm vindo a usar e criar diferentes tipos de moldes e de técnicas de concretagem para levar até ao limite as potencialidades deste material.

Em pouco mais três meses, Érica Oiticica e Sâmyla Souza, estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), elaboraram um projeto de Rua Completa que as garantiu um prêmio e a oportunidade de apresentar a ideia para pessoas do mundo inteiro durante uma conferência na Tanzânia. O concurso “As Cidades Somos Nós” inspirou a dupla a experimentar colocar as suas melhores ideias de urbanismo no papel para transformar uma rua de Belo Horizonte.

Em qualquer profissão é comum que filhos sigam a carreira dos pais, motivados pelo contexto em que cresceram e contagiados pela paixão pela profissão. Na arquitetura não poderia ser diferente. Viver rodeado de croquis, plantas e café parece despertar a vontade de seguir a mesma carreira.
Por razão do dia dos pais comemorado no Brasil neste próximo domingo, 12 de agosto, compilamos uma lista de arquitetos e arquitetas que seguiram os passos de seus pais. Confira a seguir:

A arquitetura sempre foi multidisciplinar, exigindo novos conhecimentos para cada projeto e desafiando os profissionais a manterem sua mente e a curiosidade aguçadas. Esta noção parece fazer mais sentido do que nunca, com arquitetos voltando sua atenção para novas tecnologias, agricultura, ciência de dados... e até mesmo para Marte.
Formas complexas usualmente exigem uma estrutura corpulenta para sustentá-las, a tecnologia das impressoras 3D, porém, proporciona potencial estrutural sem comprometer a capacidade e a durabilidade da forma. Pesquisadores da ETH de Zurique, liderados por Benjamin Dillenburger, desenvolveram uma nova impressora 3D que permite moldagem rápida e reuso de material.
Eles usaram essa tecnologia para criar uma fôrma que serviu para fazer uma laje de concreto leve de 80 m² na DFAB House, sendo a primeira construção desse tipo. A Smart Slab, que suporta sobre si uma estrutura de madeira de dois pavimentos, combina a durabilidade estrutural do concreto com a liberdade de desenho da impressora 3D.