
Antigamente, em um contexto urbano menos adensado e populoso, as casas e prédios eram construídas com uma relação direta com a rua, não havendo a necessidade de existir muros e cercas frontais. Com o tempo, o tecido urbano foi se transformando e a divisão entre espaços públicos e privados se fez cada vez mais evidente e — sob o argumento da segurança pública — necessária. Apesar dessa divisão acontecer de diferentes formas nas cidades brasileiras, de maneira geral, utiliza-se muros, cercas e grades nas fachadas, criando uma espécie de espaço de transição entre a rua e o edifício e transformando a relação entre o objeto arquitetônico e a rua.
O muro alto, fechado, de alvenaria é um dos principais elementos de segurança empregados nos condomínios, casas e edifícios na busca de garantir a segurança de seu espaço. As consequências desses muros são fachadas, ruas e espaços públicos quase inanimados, desertos, que foram muito questionados por teóricos no fim do século XX e começo do XXI. Em contraposição a esse tipo de vivência na cidade, muitas prefeituras começaram a alterar sua legislação buscando construir alternativas de tecido urbano. A fachada ativa é retomada e com ela uma nova variedade de cercamentos.





