Os melhores trabalhos de conclusão de curso em 2021

Os melhores trabalhos de conclusão de curso em 2021

Anualmente, realizamos uma chamada de trabalhos finais de graduação do nosso público aberta a todos os países lusófonos. Com isso, buscamos selecionar os projetos que consideramos os mais interessantes a fim de apresentar visões inspiradoras e debates para o campo da arquitetura e do urbanismo.

A seleção destes trabalhos é realizada de acordo com os quais julgamos mais bem desenvolvidos, graficamente interessantes e cuja temática abordada consideramos instigante e oportuna a um trabalho de conclusão de curso, independente da abordagem, escala e programa escolhidos. Mais que simplesmente resolver um projeto de modo satisfatório, entendemos que um TCC/TFG – por condensar os esforços do estudante em um momento de passagem da academia para a vida profissional (mas, importante mencionar, ainda fazendo parte da trajetória acadêmica) – deve levantar questões e incitar a discussão acerca do tema proposto.

Nesta edição, recebemos o total de 230 propostas. Sendo:

  • 63,6% da região Sudeste brasileira;
  • 17,9% da região Sul brasileira;
  • 7,7% da região Centro-Oeste brasileira;
  • 7,5% da região Nordeste brasileira;
  • 1,8% da região Norte brasileira;
  • 1,4% de Portugal e outros países.

O curso {CURA} premiará os autores e as autoras dos seguintes trabalhos selecionados com bolsas para o curso completo Método {CURA}, que será realizado de modo virtual.

Vale ressaltar que as propostas que não seguiram o regulamento ou que apresentaram uma quantidade insuficiente de material para avaliação foram desclassificadas. Agradecemos o interesse de todos estudantes que enviaram seus projetos e desejamos uma boa sorte na vida profissional!

Finalmente, veja a seguir nossa seleção (listada em ordem aleatória) dos 25 melhores trabalhos de conclusão de curso dos países de língua portuguesa, acompanhados pelas descrições enviadas por seus autores e autoras.

OFF THE GRID: Explorando os futuros da agricultura urbana

Autora: Ione Almeida Brígido Cardoso
Orientadoras: Carolina Pescatori e Luciana Sabóia
Instituição: Universidade de Brasília - UnB (Brasília/DF)

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Imagem cortesia de Ione Almeida Brígido Cardoso

O projeto parte de uma problemática mundial, questionando a forma como nos relacionamos com os alimentos atualmente. Seu recorte espacial é demarcado dentro do Distrito Federal, que apresenta em sua história e cartografia um cenário assinalado pelo desafio do abastecimento alimentício e preexistências relacionadas à agricultura urbana. Cinco sítios de estudo foram inicialmente mapeados a partir dos critérios de mapeamento relacionados à morfologia urbana, tipologia arquitetônica, cumprimento da função social da propriedade, desertos alimentares e a preexistência de iniciativas. O projeto busca estabelecer novas relações com o alimento, atuando nas etapas de produção, colheita, distribuição e consumo, e relacionando os diferentes autores da agricultura urbana. As paisagens e os espaços selecionados dentro dos sítios de estudo Setor Comercial Sul e Ceilândia são palco para as tipologias propostas, que incluem uma variedade de contextos e desafios, seja em termo de áreas urbanas disponíveis ou de funções preexistentes. A variedade desses sítios busca traduzir uma amostra das possibilidades em diretrizes projetuais e intervenções pontuais. O somatório dessas ações resulta em uma cartela de possibilidades produtivas, uma vez que as propostas buscam aliar a produção de alimentos a outras funções normalmente já presentes no espaço urbano

Veja o trabalho completo aqui.

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Imagem cortesia de Ione Almeida Brígido Cardoso

Invisíveis no Visível: Cinco Ensaios para São Paulo

Autor: Luiz Sakata
Orientador: Angelo Bucci
Instituição: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAUUSP (São Paulo/SP)

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Imagem cortesia de Luiz Sakata

O projeto consiste em uma interpretação da cidade de São Paulo a partir da análise das geografias construídas e leituras morfológicas do território urbano. Ao identificar cinco “cidades” dentro da mesma - Cidade dos Rios, Torres, Maciços, Galerias e Avenidas - cinco intervenções projetuais em escala urbana são propostas ao longo de um eixo de dez quilômetros, que conecta os Vales do Rio Pinheiros e Tietê ao cruzar o maciço da Avenida Paulista.

Os diferentes partidos adotados em cada um dos cinco ensaios - 1. Transposição, 2. Sobreposição, 3. Subtração, 4. Revelação e 5. Elevação - possuem a intenção de discutir, experimentar e explorar novas possibilidades, intrínsecas ao local, mas “invisíveis” até então, para a cidade e a arquitetura do lugar.

Utilizando-se de tais operações projetuais em cada ensaio - 1. Ponte-Passarela (Jockey), 2. Mirante Anexo (Avenida Faria Lima), 3. Galeria Subterrânea (Trianon-MASP), 4. Fendas Urbanas (Praça Roosevelt), 5. Torre-Menir (Anhembi) - os projetos exploram as potencialidades e a força do gesto arquitetônico enraizado à espessura do chão, a fim de criar dispositivos de percepção que intensifiquem e revelem o poder da dinâmica da própria metrópole.

Veja o trabalho completo aqui.

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Imagem cortesia de Luiz Sakata

O corpo feminino na cidade: Reestruturação do espaço público durante a pandemia de COVID-19

Autora: Aline Rafaela Marafigo da Cruz
Orientadora: Maria Carolina Maziviero
Instituição: Universidade Federal do Paraná - UFPR (Curitiba/PR)

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Imagem cortesia de Aline Rafaela Marafigo da Cruz

As relações de desigualdade de gênero preexistentes à pandemia se intensificaram e têm afetado de maneira mais drástica a vida de grande parte das mulheres durante esse período. Protagonistas na economia do cuidado, são elas também as mais vulneráveis aos problemas estruturais da mobilidade urbana agravados pela pandemia. Por se deslocarem mais pelo espaço urbano e serem mais dependentes do transporte público, elas estão mais sujeitas aos riscos de contaminação dentro dos veículos por conta das aglomerações vistas desde o início da pandemia. Deste modo, o objetivo principal do projeto é desenvolver intervenções que incorporem a perspectiva de gênero e a experiência das mulheres durante a pandemia da covid-19. Deste modo, busca oferecer alternativas e condições seguras aos deslocamentos e aos espaços públicos da rede cotidiana das mulheres. Essas alternativas visam garantir a chegada não só aos empregos, o que normalmente tem sido priorizado no desenho de redes de mobilidade, mas também o acesso a equipamentos de apoio e serviços às mulheres. Assim, pretende-se promover a construção de um espaço público que esteja de acordo com as necessidades cotidianas da mulher e que promova o pleno exercício do direito à cidade.

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Imagem cortesia de Aline Rafaela Marafigo da Cruz

Miragens: investigações e possibilidades para comunidades caiçaras

Autor: Marcelo Ribas Marçal
Orientador: Cesar Shundi Iwamizu
Instituição: Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo/SP)

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Imagem cortesia de Marcelo Ribas Marçal

Estação Uçaúna, o objeto projetual:
O edifício, que leva o nome do caranguejo nativo da região, transforma o antigo píer de acesso a Santa Cruz dos Navegantes em uma estação de pesquisas de escala nacional. Dividida em três volumes sombreados por uma única cobertura, a Estação é cortada transversalmente pela passarela que conecta a margem do bairro aos novos atracadouros de acesso. O primeiro bloco do projeto cede seu generoso térreo ao público; que desfruta, ora de exposições locadas entre as grandes cortinas, ora de eventos diversos, como campanhas de vacinação. Ao lado, encontra-se o bloco central, que abriga todo o programa voltado a pesquisa e desenvolvimento. O volume também acomoda um auditório com capacidade para 120 pessoas que serve ao público e também aos pesquisadores. Na área dedicada ao trabalho, criam-se os chamados “POD’s”: estruturas móveis que podem ser utilizadas para reuniões, pequenas apresentações e produção de conteúdo. O terceiro e último bloco abriga as instalações direcionadas as atividades administrativas e técnicas da estação, juntamente com o refeitório e lazer dos usuários. Em virtude da escala do projeto, utiliza-se veículos de apoio chamados de VAP’s, que fazem a função de transporte emergencial e de suprimentos dentro da estação.

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Imagem cortesia de Marcelo Ribas Marçal

Cultura e Progresso: Um espaço cultural itinerante

Autor: Marcos Vinicius da Silva
Orientadores: Renato Sfair Kinker e Catherine Othondo
Instituição: Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo/SP)

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Imagem cortesia de Marcos Vinicius da Silva

Amparado pelas discussões referentes à democratização e de políticas públicas culturais, a proposta se apresenta para além de um objeto a ser construído, como um manifesto cultural-político a ser instalado temporariamente nos mais distintos contextos socioespaciais do Brasil, zonas carentes de equipamentos, políticas e bens culturais. Um palco aberto onde indivíduos podem se reconhecer como agentes culturais ante um cenário tão desigual e excludente como o nosso.

Três caminhões com contêineres adaptados transportam toda infraestrutura necessária para o funcionamento da proposta programática que em conjunto com um invólucro modular de bambu articula uma praça visualmente e espacialmente permeável, um marco escultórico nas paisagens que se inserem.

Baseado num programa básico de um Sesc, a estrutura nômade oferece espaços voltados para a educação e produção artística (teatro, música, dança e artesanato brasileiro) em que rampas, escadas, arquibancadas e passarelas se tornam plataformas de exposição, mirantes e recreação. Configurando assim um instrumento de desenvolvimento cultural eficiente para democratizar e garantir a todos o direito de acesso aos bens culturais, à produção, o reconhecimento e a participação nas decisões públicas, reconhecendo a linguagem artística para além de seu aspecto recreativo como indissociável da cultura política e da cidadania cultural.

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Imagem cortesia de Marcos Vinicius da Silva

Contos de uma VITÓRIA AFRO-ARQUI-FUTURISTA

Autora: Gabriela Mindas Braga
Orientador: Lutero Proscholdt Almeida
Instituição: Universidade Federal do Espírito Santo - UFES (Vitória/ES)

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Imagem cortesia de Gabriela Mindas Braga

Esse trabalho pretende discutir a Arquitetura e o Urbanismo como ferramentas capazes de enunciar lógicas de produção na cidade, em específico em Vitória, Espírito Santo. No passado essas disciplinas foram usadas como armas da colonialidade para enclausurar e hierarquizar corpos e espíritos. Mas também foram instrumentos de resistência, força e criação, e hoje devem ser reclamadas e ressignificadas pelos grupos marginalizados a fim de reestruturar o presente e construir um outro futuro.

A fim de subverter as lógicas ocidentais de produção da Arquitetura e Urbanismo, o Afrofuturismo foi a ferramenta utilizada, interseccionando imaginação, tecnologia, criatividade, cultura e relações. A imaginação acontece como política. Dentro das lógicas ocidentais, criar histórias com Negros no futuro e dominando tecnologias no presente e no futuro, é desafiar as normas. Ter controle sobre imagens e liberdades é resistir.

Este trabalho parte do desejo de questionar e emancipar. A Arquitetura e o Urbanismo também vão estar no futuro. O que vamos fazer agora? O que vamos fazer depois? Se essas disciplinas partem da premissa do que ainda não existe, se fazer um projeto é ficcionar, a imaginação é o campo em que o passado, o presente e o futuro se encontram.

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Imagem cortesia de Gabriela Mindas Braga

Fratura - uma leitura a partir da desarticulação do território

Autor: Eduardo Hungaro
Orientador: Emerson Vidigal
Instituição: Universidade Federal do Paraná - UFPR (Curitiba/PR)

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Imagem cortesia de Eduardo Hungaro

A temática do trabalho está centrada na produção e desenvolvimento da região norte do Brasil, focada no estado de Rondônia. Constituinte da Amazônia Legal, Rondônia é resultado de um plano militar elaborado na década de 1970, que definiu a forma de ocupação e produção do território.

O modelo de desenvolvimento adotado produziu uma série de incoerências nas mais variadas proporções, perceptíveis fundamentalmente na macroescala e que possuem desdobramentos na microescala, desde diretrizes do plano elaborado para o estado, às definições na escala de desenho urbano das cidades que o compõem, e por sua vez, refletem em fragmentos isoladas do contexto. Estes são explicitados nas interfaces entre diferentes objetos, desenhos, e estruturas, produzindo desconexões. A essa resultante definimos o termo fratura, que trata da convergência de partes desarticuladas, em diferentes escalas. Trata-se do limiar entre duas partes que não se relacionam, mas sim, disputam o território produzindo atrito.

Cenários que se verificam na forma marginal como se desenharam as cidades do estado e a falta de sentido de conjunto; na ausência de desenho entre o traçado rodoviário e malha urbana transposta; no lapso entre o planejamento dessa malha e sua ocupação; na inconsistência entre a ocupação e meio natural; na expansão do perímetro urbano de forma desregulada; na produção de artefatos construídos sem vinculação com o meio em que é inserido; na inexistência de diálogo entre o desenho urbano e a necessidade de quem habita. A cidade em questão é uma cidade fraturada, tendo como resultado a fragmentação do território.

O resultado dessa análise convergiu na produção de articulações, com a intenção de construir estratégias de projeto que pudessem ser utilizadas em outros territórios que possuem problemáticas similares. Logo, a intenção desse projeto é constituir um sistema aberto que se adapta a particularidades da microescala; um novo sítio gera diferentes recombinações do modelo, e dele se apropria.

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Imagem cortesia de Eduardo Hungaro

Espaços em Projeção: Percursos e Permanências na Cinelândia Paulistana

Autora: Giulia Ravanini Silva
Orientadores: Aline Coelho Sanches e Manoel Rodrigues Alves
Instituição: Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - IAU-USP (São Carlos/SP)

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Imagem cortesia de Giulia Ravanini Silva

Se antigamente os antigos cinemas da Cinelândia Paulistana eram capazes de reunir multidões em salas que comportavam milhares de espectadores, pouco mais de meio século depois, estes permanecem na região apenas como rastros, em letreiros desbotados e galpões abandonados ou subutilizados. Neste trabalho não buscou-se reproduzir a tipologia do cinema, mas sim entender a força destes espaços de maneira a enxergar novos potenciais de uso coletivo condizentes com as novas e multiformes camadas de memória, significações e disputas que existem na região.

Através de diretrizes para quatro cinemas no entorno do Paissandú, são propostos novos equipamentos que supram carências programáticas da região, de maneira que cumpram funções sociais voltadas para a população local. Dentre os quatro, o Cine Art-Palácio, de autoria de Rino Levi, foi selecionado para o desenvolvimento de um Projeto Piloto. Neste buscou-se respeitar a pré-existência de um dos mais simbólicos cinemas da era de ouro da Cinelândia, se beneficiando de sua localização estratégica e forte espacialidade para criar novas conexões com seu entorno, de maneira em que os novos usos e ocupações se revelem ao transeunte por meio de um caminhar episódico, oferecendo novos palcos para o desenrolar da vida cotidiana.

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Imagem cortesia de Giulia Ravanini Silva

Armadura da Paisagem: Infraestrutura verde nas encostas do Morro da Formiga

Autora: Larissa de Paula Scheuer
Orientadores: Valentín Arechaga e Letícia Castilhos Coelho
Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (Rio de Janeiro/RJ)

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Imagem cortesia de Larissa de Paula Scheuer

Este trabalho possui, como tema principal, o desenvolvimento de um projeto de paisagem tendo como foco os conceitos de infraestrutura verde e soluções baseadas na natureza, inseridos no campo da arquitetura paisagística e desenho urbano de espaços livres residuais e públicos, utilizando o território do Morro da Formiga, localizado no Rio de Janeiro, como estudo de caso para análise e investigação projetual. Busca-se, também, construir análises de seus espaços ainda subutilizados, além de reconhecer iniciativas e características que já existem na favela carioca, que representam a sustentabilidade e resiliência socioambiental.

Nesse contexto, o trabalho se propõe a organizar conceitualmente estratégias projetuais, a partir das reflexões teóricas e analíticas investigadas, a fim de apontar caminhos para uma proposta de projeto que visa uma abordagem preventiva, uma estratégia de paisagem atuante como “armadura’’ de espaços públicos destinados à população que já reside nessa região. Ao conectar e projetar amortecedores ecológicos e sociais, ao longo e/ou topo destas topografias íngremes, e introduzindo intervenções em faixas conectadas de espaços livres, são propostas amenidades sociais, ecológicas, econômicas e culturais que visam dar uma melhor segurança e qualidade do habitar junto à inevitabilidade do padrão de crescimento irregular.

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Imagem cortesia de Larissa de Paula Scheuer

DAEMON, cidade provinciana cidadão metrópole

Autor: Pedro Vinicius Maciel Rabelo
Orientadora: Marília Cavalcante
Instituição: Universidade Salvador - UNIFACS (Salvador/BA)

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Imagem cortesia de Pedro Vinicius Maciel Rabelo

DAEMON, cidade provinciana cidadão metrópole, se firma como o registro amoral das doenças que formaram o velho mundo. Sua construção conceitual e física é repleta de simbologias e significados, cada um estrategicamente posicionados de acordo com a história, cruzando-as com a contemporaneidade. DAEMON é um museu distópico da sociedade colapsada.
Dessa forma, faz uma projeção da sociedade num contexto distópico futuro, explorando e levando ao extremo questões sociais, ambientais e políticas, pois, se a arquitetura depende da sociedade ou líderes políticos em que a constitui, ela passa então a ser sua fiel servente, amoralmente, destruindo o que for necessário.

As narrativas são os principais fatores de guia: o museu se constitui através de 5 galerias denominadas de ATOS, dispostos verticalmente no museu. Essas narrativas contam desde a destruição do meio ambiente e a utilização de biodiversidade plastificada, até a sexualização e pornografia infantojuvenil digital velada.

DAEMON, é uma crítica a sociedade e a arquitetura com sua maneira de se expandir destrutivamente pelo planeta. Um dos questionamentos que o trabalho busca é: para onde iremos nos expandir, quando já estivermos nos expandido ao máximo?

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Imagem cortesia de Pedro Vinicius Maciel Rabelo

Urbana: um ensaio sobre o centro de Goiânia sob uma perspectiva de gênero

Autora: Beatriz Rezende Gonçalves
Orientadora: Eline Maria Mora Pereira Caixeta
Instituição: Universidade Federal de Goiás - UFG (Goiânia/GO)

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Imagem cortesia de Beatriz Rezende Gonçalves

As práticas escolares projetuais da arquitetura e urbanismo das últimas décadas reiteram a ideia de uma cidade acessível. Afirmando que o grande objetivo de um projeto bem elaborado é a compreensão e ocupação integral dos espaços pelos usuários. Isso, porém, não é possível até que todas as cidadãs e cidadãos tenham a isonomia necessária para usufruir dos mesmos.

Todas as desigualdades sociais, econômicas, culturais e de gênero são realçadas no espaço urbano. Isso acontece, pois, a cidade é a súmula das relações que nela ocorrem. Por conta disso, o desequilíbrio presente nas relações entre mulheres e homens se apresenta nesse espaço e também o compõe.

A pesquisa proposta por esse trabalho busca explorar as qualidades urbanísticas e arquitetônicas que interferem na forma como as mulheres percebem e vivenciam a cidade. Ela parte do subsídio teórico de literaturas feministas e de análises das práticas e vivências cotidianas das usuárias, assim como uma análise da ocupação do espaço sob uma perspectiva de gênero.

Os aspectos levantados foram utilizados para propor um guia com diretrizes de projeto para intervenção no centro de Goiânia com o propósito de produzir edifícios, ruas, percursos, e, portanto, uma cidade mais atenta às necessidades deste outro corpo.

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Imagem cortesia de Beatriz Rezende Gonçalves

Além do Lote

Autor: Augusto Longarine
Orientador: Alvaro Puntoni
Instituição: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAUUSP (São Paulo/SP)

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Imagem cortesia de Augusto Longarine

A cidade ideal se constrói a partir da união de centenas, milhares de arquiteturas que, como peças de um quebra-cabeça, apresentam lugar e encaixes precisamente definidos: formalmente distintas mas individualmente relevantes. Na cidade contemporânea, porém, essa lógica é desvirtuada: as arquiteturas produzidas, em sua maioria, dialogam unicamente consigo mesmas, isolando-se do entorno a partir dos limites impostos pelo lote. Infraestruturas pousam no espaço urbano seguindo os mesmos critérios, moldando espaços de planejamento ausente.

O exercício de projeto apresentado tem como suporte o Elevado Presidente João Goulart - popular Minhocão - e sua problematização no debate urbanístico-arquitetônico paulistano. Frente a falta de consenso entre parte da sociedade civil que apoia sua demolição e parte que apoia sua conversão em parque elevado, apresenta-se como uma provocação em defesa de uma cidade cujas infraestruturas sejam encaradas como oportunidades de produção de arquitetura, e vice-versa.

O projeto é uma resposta inesperada ao local: prevê a verticalização e o adensamento por sobre o tabuleiro do Elevado, estrutura comumente menosprezada do ponto de vista da regeneração urbana. Inova ao conferir ao adensamento - e não à demolição - o papel de revitalizador urbano, abrindo frente a um novo eixo de desenvolvimento para o Centro de São Paulo.

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Imagem cortesia de Augusto Longarine

Corpos construtores: pixo* como leitura e ação no Rio de Janeiro

Autora: Gabriela Moussa Manhães Mosso
Orientadores: Maria Ayara Mendo Perez e Claudio Rezende Ribeiro
Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (Rio de Janeiro/RJ)

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Imagem cortesia de Gabriela Moussa Manhães Mosso

A partir da prática do Pixo no Rio de Janeiro, o projeto ensaia possibilidades de percepção de corpos invisibilizados na cidade e na arquitetura, o desenho de um manual de visualização destes corpos a partir de seus gestos, e intervém no espaço urbano em escala 1:1.

Ativado por noções como opacidade (Mombaça, 2020), coreopolícia e coreopolítica (Lepecki, 2007) e corpografias urbanas (Jacques e Britto, 2008), o trabalho versa sobre como re-agir a partir das frestas do chão do sistema capitalista e neocolonial, no contexto de violência e controle do Estado sobre os corpos, especialmente durante a pandemia de Covid-19.

A partir do vestígio deixado por tais corpos, simultaneamente visíveis e invisíveis, é possível construir uma arqueologia que atrela a construção do corpo à construção arquitetônica e da cidade, percebendo a presença também do vestígio arquitetônico. Como ação insurgente, o pixo se aproveita dos desvios do funcionalismo para a máxima potência de uso do espaço urbano, tensionando seu limite e habitando os muros desde uma perspectiva de resistência e de expressão do vulgar.

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Imagem cortesia de Gabriela Moussa Manhães Mosso

Estacionar-Morar: um exercício de trans-programação arquitetônica na cidade do Recife

Autor: Danilo Cirne Vilas-Boas dos Santos
Orientador: Paulo Raposo Andrade
Instituição: Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (Recife/PE)

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Imagem cortesia de Danilo Cirne Vilas-Boas dos Santos

A subutilização dos edifícios-garagem poderá ser um dos desfechos gerados pela priorização de mobilidades alternativas frente à atual realidade “carrocrata” das grandes cidades. No Centro do Recife, hoje, 14 edifícios garagem somam uma área construída aproximada de 122 mil m². Qual poderia ser uma ocupação alternativa para esses edifícios?

"Estacionar-Morar" pretende realizar um esforço de antecipação, vislumbrando, perante esses processos de obsolescência, uma experiência projetual de transformação em um desses edifícios, o Edifício Garagem Central, localizado no bairro da Boa Vista. O projeto, ao adquirir a complexidade do lugar e das referências que o retroalimentam, produziu uma ideia de espaço divergente, que transmuta elementos arquitetônicos e relações espaciais a pontos antagônicos, escancarando a possibilidade de ressignificação da cidade a partir do pré-existente.

A experiência, além de investigar questões que estão além dos limites do tempo presente, ainda oferta caminhos para o favorecimento atual das áreas centrais, ao incorporar um novo meio de inserção da dinâmica habitacional no Centro do Recife, combatendo a nociva homogeneidade comercial que o caracteriza.

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Imagem cortesia de Danilo Cirne Vilas-Boas dos Santos

Centro de Educação Ambiental do Pantanal

Autora: Júlia Maciel
Orientador: Ricardo Felipe Gonçalves
Instituição: Centro Universitário Belas Artes (São Paulo/SP)

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Imagem cortesia de Júlia Maciel

À vista de uma crise ambiental cada vez mais acentuada no mundo inteiro, o bioma do Pantanal - maior planície de inundação do planeta - vem sendo foco de muita preocupação diante das constantes interferências do homem, que resultam em impactos negativos intensificados, também, pela falta de uma gestão ambiental que assegure o desenvolvimento ecológico dos recursos naturais do bioma.

Considerando a importância da conscientização de todos os setores da sociedade, historicamente, pouco se investe em educação ambiental no Brasil. Levando em conta este cenário, o projeto visa contribuir positivamente na luta ambiental através de um projeto de edificação vernacular (baseado em métodos sustentáveis e bioclimáticos de construção), que promova a inclusão da população nos debates e na introdução de práticas sustentáveis, por meio do apoio às comunidades, da educação ambiental e da pesquisa para a formação de sujeitos ecológicos.

Este projeto cria um espaço público que busca resgatar o contato com a natureza através de uma arquitetura imersiva, sustentável, modular, flexível e de respeito às condições naturais impostas pela paisagem local. A dispersão dos módulos cria uma permeabilidade que promove passeios que ligam um módulo ao outro, reforçando ainda mais a característica de espaço público contemplativo.

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Imagem cortesia de Júlia Maciel

Eixos Urbanos Socioprodutivos. Rede de agricultura e fortalecimento comunitário nas Linhas de Transmissão de Energia

Autor: Rodrigo de Almeida Del Nero
Orientadores: Lucas Fehr e Fernando de Mello Franco
Instituição: Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo/SP)

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Imagem cortesia de Rodrigo de Almeida Del Nero

O presente trabalho se configura, primeiramente, pelo reconhecimento do caráter sócio comunitário das hortas urbanas e também da existência de espaços de cultivo nos terrenos sob as Linhas de Transmissão de Energia. A partir disso, surge o desafio de conciliar, em uma proposta, o desejo por inserir de forma estrutural a agricultura urbana dentro da cidade, por meio do não-construído, e de explorar com isso os laços comunitários e a sua contribuição social.

A proposta aqui apresentada se coloca, então, como uma sugestão de linha de pesquisa e uma hipótese de raciocínio projetual acerca de como pensamos e projetamos os territórios urbanos. Esta é apresentada em três diferentes escalas e se resume na utilização das Linhas de Transmissão de Energia como espaços cultiváveis e a criação de uma rede de agricultura intrínseca a estrutura urbana da metrópole de São Paulo. Com isso, configuram-se grandes eixos urbanos produtivos entrelaçados à morfologia da cidade.

Tais eixos agrícola-urbanos são, por sua vez, acompanhados de equipamentos públicos de caráteres distintos (aqui exemplificados por três diferentes arquiteturas/programas), capazes de organizar a produção, gerar interações humanas e integração social, potencializando a capacidade comunitária da rede e a integrando com o tecido metropolitano.

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Imagem cortesia de Rodrigo de Almeida Del Nero

Veja o trabalho completo aqui.

PlantarEducar em Porto Alegre: Novo sistema produtivo para o antigo distrito industrial

Autora: Yasmin Feijó Jaskulski
Orientadoras: Eugênia Aumond Kuhn e Geisa Zanini Rorato
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (Porto Alegre/RS)

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Imagem cortesia de Yasmin Feijó Jaskulski

O trabalho apresenta um ideal de futuro sustentável e inclusivo. Localizado no 4º distrito de Porto Alegre, buscou combinar usos voltados à produção de alimentos (fazenda urbana vertical - FUV), à educação (restaurante-escola e espaços educativos) e à reintegração social de pessoas em situação de vulnerabilidade social (república voltada à pessoas em situação de rua). A área entrou em estado de degradação após a saída de fábricas na década de 70 e, hoje, apresenta edificações abandonadas e alta concentração de população socialmente vulnerável. Dessa forma, a intervenção foi proposta em lote característico do bairro, a antiga Fábrica de Fogões Wallig. Percebe-se no lote ruínas dos galpões e fachadas históricas de 1921, listadas como patrimônio pelo município. Tirou-se partido do potencial da Agricultura Urbana como estratégia para segurança alimentar, sendo a FUV uma modalidade que alia tecnologia à produção mais eficiente e sustentável. O próprio edifício foi pensado como espaço educativo por meio da criação de circuitos de visitação pelas infraestruturas da fazenda e conta, ainda, com um centro de compostagem aberto à comunidade, espaços de comercialização e áreas abertas qualificadas, que proporcionam maior aproximação com escolas e o público em geral. À noite, torna-se ícone na paisagem como uma lanterna verde.

Veja o trabalho completo aqui.

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Imagem cortesia de Yasmin Feijó Jaskulski

Uma outra sede para a Escola de Belas Artes

Autor: Marcos Antonio Studt Roxo
Orientadora: Priscilla Alves Peixoto
Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (Rio de Janeiro/RJ)

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Ed. Marcos Roxo a partir de: O dia seguinte de Arthur Timotheo; Nu masculino de João Baptista da Costa; Abrigo de Brígida Balthar; O Derrubador Brasileiro de Almeida Júnior; A Artista Está Presente de Marina Abramovic; Catalan Labyrinth de Xavier Corbero por Salva López.Imagem cortesia de Marcos Antonio Studt Roxo.

A proposta parte de um angústia relativa à Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA/UFRJ) no que tange a sua trajetória no campo das artes no Brasil enquanto primeira instituição de ensino artístico no país e a insatisfatória situação em que se encontra. Assim, se trabalha em um cenário de desvalorização do ensino superior público, assim como da desvalorização do ensino de artes num campo geral, mas em específico da própria Escola, a qual desde a sua saída, um tanto quanto controversa, do Centro do Rio de Janeiro luta por uma sede própria.

Se propõe o retorno a essa centralidade, na ideia de uma Escola aberta para a Cidade e de uma Cidade aberta para a Escola, onde seja possível materializar o contato da arte com o público, do artista como formador do espaço, e do lugar de arte como abrigo e estrutura. São propostos, diversos espaços geradores de permeabilidade que induzam a troca entre o Centro e essa outra EBA, de forma que a Escola se espraie, ocupando o entorno como um campo educativo expandido, onde os museus, galerias, ruas e calçadas se tornem salas de aulas alternativas e pontos de intervenção.

Veja o trabalho completo aqui.

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Ed. Marcos Roxo a partir de A Pompeana de Zeferino da Costa; O rapto de Psiquê de Oscar Pereira da Silva; Descanso do modelo de Almeida Júnior; Sansão e Dalila de Oscar Pereira da Silva; São João Batista de Zeferino da Costa; Sem título de Lydio Bandeira de Mello; Sem título de Lydio Bandeira de Mello. Imagem cortesia de Marcos Antonio Studt Roxo.

Entre Mercado e Identidade: uma investigação projetual sobre possibilidades de infiltração no modus operandi da construção carioca

Autora: Larissa Monteiro
Orientadores: Cauê Capillé e Diego Portas
Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (Rio de Janeiro/RJ)

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Imagem cortesia de Larissa Monteiro

O trabalho se desenvolve em 3 frentes: analítica, crítica e propositiva.

Do ponto de vista analítico, busca no mapeamento de projetos de Arquitetura entender onde e como a prática arquitetônica se estabelece no Rio de Janeiro.

A partir de uma abordagem crítica, analisa a produção tanto da chamada Escola Carioca quanto dos projetos de Habitação feitos entre 1930-1960 e 2008-2016. Para que seja possível construir um olhar crítico, foram elencados os eixos de expressividade arquitetônica, comunicação urbana, composição paisagística e diversidade espacial.

Com finalidade propositiva, o projeto se localiza em um território suburbano. Território em que ainda hoje existem poucos projetos reconhecidos como arquitetura, mas a uma distância viável do centro econômico da metrópole, diferentemente do que acontece usualmente com os projetos de habitação de interesse social também mapeados.

Em resumo, este trabalho investiga através de possibilidades econômicas e processos identitários, arquitetura como um direito cultural, de expressão territorial, buscando formas deslocar o arquiteto da posição de projetista, para a de construtor, para concentrar maior poder de decisão, além de possibilitar a exploração material e estética local. Esta postura poderia gerar a possibilidade de uma atuação e comunicação mais comprometidas com áreas ditas periféricas, autoconstruídas, em diferentes modelos de atuação.

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Imagem cortesia de Larissa Monteiro

Abrigo Emergencial Temporário na Amazônia Legal

Autor: Luiz Anderson de Moura Leite
Orientadora: Adriana Emiko Chiba Queiroz
Instituição: Centro Universitário Luterando de Santarém - CEULS ULBRA (Santarém/PA)

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Imagem cortesia de Luiz Anderson de Moura Leite

Os desastre naturais e sociais são frequentes e constantes em todo o mundo. Na região de estudo, Amazônia Legal, não é diferente, com as suas particularidades bioclimáticas, ocorrem frequentemente eventos que resultam na vulnerabilidade social de muitas famílias. O projeto busca atender este público, com um abrigo emergencial temporário, para prover moradia e segurança no pós-desastre. Em seu desenvolvimento foram considerados aspectos da região - social, cultural, climático e biológico - e outros conceitos como sustentabilidade material para prover o reaproveitamento e reciclagem, bem como qualidade termoacústica interna.

O resultado deste processo foi um abrigo desmontável para seis indivíduos, disponibilizado como um Kit de Montagem, utilizando materiais de origem reciclável ou natural, em um sistema de construção modular em Wood Frame, para maior flexibilidade de uso, velocidade de construção e menor impacto ambiental pelo uso de madeiras de reflorestamento. O projeto foi implantado em Santarém no Pará, onde dentro da própria cidade foram apontados diversos pontos de risco eminente, nos quais diversas famílias moram de maneira irregular em habitações precárias, assim como acontece em muitas outras cidades brasileiras.

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Imagem cortesia de Luiz Anderson de Moura Leite

A autoconstrução como prática formadora de espaços vivos: Favela Maria Luiza

Autora: Simone Alves Sotero
Orientadores: Mauro Claro e Marcelo Barbosa
Instituição: Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo/SP)

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Imagem cortesia de Simone Alves Sotero

Ouvir, talvez seja a maior responsabilidade e desafio de um arquiteto. Ouvir quando não há palavras, um simples olhar, um gesto. É importante consultar quem vai usufruir daquele espaço, ou quem nele já vive, envolver a participação dos moradores no processo de elaboração de estratégias e tomada de decisões e no processo construtivo para que os espaços propostos sejam vivos.

A favela é como um teatro performativo, o teatro da cidade, onde o território é o corpo e as ocupações dos espaços realizadas de forma espontânea pelos moradores são gestos que produzem a arte, ou seja, é através das apropriações dos personagens que habitam o território que se tem a sociabilidade – ou seja uma arte.

Como forma de contribuir com os espaços vivos existentes, foram propostos nove espaços públicos, sendo apenas cinco desenvolvidos: 1. Ampliação da Associação de moradores e quadra esportiva; 2. Sala de vídeo e espaço multiuso; 3. Espaço para o comércio local; 4. Horta comunitária; 5. Espaço para jogos e multiuso.

Foram feitos protótipos de um módulo de cada composição – as composições variam de acordo com a fachada buscando maior ventilação e sombreamento nos ambientes – com objetivo de experimentar e testar os elementos propostos de tijolos.

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Imagem cortesia de Simone Alves Sotero

Segurança Alimentar e Produção do Comum em São João de Meriti

Autor: Lucas Monserrat Rosa Pires de Carvalho
Orientadores: André Cavendish e Cauê Capillé
Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (Rio de Janeiro/RJ)

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Imagem cortesia de Lucas Monserrat Rosa Pires de Carvalho

A Pandemia causada pela COVID-19 intensificou inúmeros problemas que já estavam presentes no cenário nacional. Atualmente, o número de famílias desabrigadas e em insegurança alimentar chegou a níveis alarmantes. Este Trabalho propõe uma alternativa a estas famílias, através da moradia e a produção de comida ao longo dos vazios urbanos no antigo ramal ferroviário de São João de Meriti.

Almeja-se a possibilidade de construção de uma sociabilidade periférica autônoma, associando a habitação e produção de comida, da mesma maneira que movimentos sociais de luta pela terra e moradia, como, por exemplo: MST e MTST. Dentro desta estrutura, a política habitacional é vista como potencial arcabouço legal/institucional para a construção de uma identidade coletiva e manutenção destes espaços compartilhados de produção agrícola.

O projeto propõe a construção de um complexo estruturado por quatro elementos principais: um galpão destinado a eventos comunitários e aos coletivos agroecológicos locais, uma cobertura para feiras livres, os espaços comuns de plantio e as habitações sociais.

E, assim, por meio desta ação micropolítica irradiada no território de São João de Meriti, poderia, quem sabe, assegurar alguns dos direitos sociais básicos à vida e democratizar o acesso à alimentos de qualidade nas periferias.

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Imagem cortesia de Lucas Monserrat Rosa Pires de Carvalho

Intervir em limites: um olhar feminista sobre os viadutos e os corredores de ônibus da cidade de Porto Alegre

Autora: Ana Clara Lacerda Menuzzi
Orientadora: Clarice Misockzy de Oliveira
Instituição: Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (Porto Alegre/RS)

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Imagem cortesia de Ana Clara Lacerda Menuzzi

Esse trabalho estuda os corredores de ônibus e viadutos da cidade de Porto Alegre, e propõe um Plano de Qualificação para essas estruturas, que abrange todo o território municipal, e uma aplicação do Plano com intervenção em uma área da cidade, no entorno o Viaduto dos Açorianos.

O trabalho usa o conceito de limite, do livro “A Imagem da Cidade” (Kevin Lynch): um elemento linear não compreendido pelos cidadãos como uma via, mas como barreira entre partes da cidade. Assim, os corredores de ônibus são entendidos como limites por suas barreiras visuais, e os viadutos são assim compreendidos pela estigmatização territorial e insegurança gerada nas pessoas que neles circulam.

Esses objetos relacionam-se à perspectiva de gênero no urbanismo, que sustenta que a cidade reforça a desigualdade de gênero, pois seu planejamento foi historicamente conduzido por homens. As mulheres são as mais afetadas pela insegurança urbana: mentalmente separamos os locais seguros daqueles a evitar, pois somos ensinadas que qualquer violência que sofrermos será justificada por nossa “imprudência”.

Os limites urbanos são espaços chave para a vivência das mulheres, pois evitar espaços do sistema de mobilidade significa limitar as possibilidades de deslocamento dentro da cidade e o próprio direito à cidade.

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Entre padrões: Uma investigação projetual em Brás de Pina

Autora: Suellen Cristinne Lima Neves
Orientadora: Aline Assis A. C.
Instituição: Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (Rio de Janeiro/RJ)

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Imagem cortesia de Suellen Cristinne Lima Neves

O trabalho se propôs a atuar nas áreas livres públicas do bairro de Brás de Pina, bairro do subúrbio carioca. Elegendo para tal a análise urbana apresentada por Christopher Alexander através de uma linguagem de padrões que oferece um conjunto de recomendações e diretrizes para compor o espaço construído em diferentes escalas. As áreas estudadas partiram do reconhecimento da relação estabelecida pelos padrões de apropriação e a dinâmica urbana do bairro, de modo a formular programas de uso e propostas de intervenções que pudessem ir ao encontro do fortalecimento das potencialidades reconhecidas.

O reconhecimento desses padrões permitiu um olhar para a pequena escala passível de uma apropriação e intervenção local, em oposição à intervenções de larga escala onde muitas vezes territórios suburbanos e/ ou periféricos são contemplados com estruturas que visam uma conexão em grande escala, entre bairro e cidade, porém com um olhar reduzido para o próprio bairro.

O bairro, portanto, mostrou-se como oportunidade de uma abordagem projetual com possibilidade de ser replicada em distintos contextos pelo recorte das áreas livres públicas de modo a reunir um conjunto de peças de espaços livres, que relacionados entre si e com seu entorno são suscetíveis a sofrerem modificações com o tempo.

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Imagem cortesia de Suellen Cristinne Lima Neves

Guaicurus: uma alternativa à reprodução da cidade desigual

Autor: Bernardo Rezende Alves
Orientadora: Maristela Siolari da Silva
Instituição: Universidade Federal de Viçosa - UFV (Viçosa/MG)

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Imagem cortesia de Bernardo Rezende Alves

Este trabalho é um estudo sobre a cidade de Belo Horizonte e uma tentativa de vislumbrar soluções para um desenvolvimento que faça valer o direito à cidade de seus cidadãos. Durante o estudo é perceptível como o desenvolvimento da capital mineira é, desde a sua concepção, excludente, reproduzindo um processo de periferização contínua, excluindo populações de baixa renda de seus espaços centrais e infra estruturados. É importante destacar como novas centralidades se formaram ao longo de décadas, sobretudo para população de alta renda, o que, em conjunto com o desenvolvimento metropolitano da cidade, relegaram à centralidade original um papel de circulação, onde os espaços vazios e os estacionamentos se amontoam. A área de intervenção é o baixo centro de BH, ligado a diversos grupos sociais invisibilizados e que constantemente têm sua presença nesse espaço ameaçada com intervenções que não os levam em conta, uma vez que não são ocupantes fixos, em outras palavras, não moram nesse território, mas circulam, trabalham, e o vivem diariamente.

Veja o trabalho completo aqui.

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Imagem cortesia de Bernardo Rezende Alves

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Já que você está aqui, aproveite para ver as listas dos anos anteriores: 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020.

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Sobre este autor
Cita: Victor Delaqua. "Os melhores trabalhos de conclusão de curso em 2021" 06 Jan 2022. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/973359/os-melhores-trabalhos-de-conclusao-de-curso-em-2021> ISSN 0719-8906

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