
Ao definir a sexualidade como uma dentre as várias tecnologias sexuais, Michel Foucault expandiu nossa compreensão sobre o que se entende por sexo. Desta maneira, não só o artefato construído, com seus diversos mecanismos espaciais de produção de corporeidades, mas também o próprio pensamento, em forma de discurso disciplinar, modula a relação entre a arquitetura e o corpo. E o inverso também se verifica, com a incidência do gênero e da sexualidade sobre a teoria arquitetônica. De uma forma ou de outra, vê-se como esse campo de relações é rico e capaz de multiplicar nosso conhecimento acerca da arquitetura e dos próprios meios de constituição e entendimento do corpo generificado e sexuado.

