
As crises geralmente provocam mudanças na maneira como nos movemos. A prosperidade pós-guerra fez do automóvel um item doméstico e um estilo de vida. A crise fiscal e petrolífera global dos anos 70 trouxe um boom de bicicletas de curta duração e uma retirada dos dólares das cidades para o transporte público. E a crise financeira de 2008 preparou o caminho para que o capital de risco no Vale do Silício estourasse, apoiando novas plataformas como Uber e Waze.
Mas a pandemia pode representar a maior perturbação. Ao contrário das crises do passado, o vírus foi um ataque direto à mobilidade moderna em si — restringindo como nós nos deslocamos em nossos bairros, cidades e no mundo. Vimos um recorte do que poderiam ser tendências duradouras. A queda no número de passageiros no transporte público, e a questão de se o trabalho remoto irá ameaçar um retorno total. A mudança de formas compartilhadas para formas individuais de mobilidade, como caminhada, ciclismo e, sim, mais carros. E um aumento sem precedentes de veículos de entrega em nossas ruas.





