13ª Bienal de Xangai explora a interdependência em uma era de desafios sem precedentes

13ª Bienal de Xangai explora a interdependência em uma era de desafios sem precedentes

A Bienal de Xangai deste ano tem como tema Corpos de Água e examina a interconectividade e interdependência das pessoas, climas, ecossistemas e tecnologias, explorando a ideia de coletividade à luz da mudança climática e da atual pandemia global. A 13ª edição da bienal mais antiga da China apresenta trabalhos de 64 artistas participantes que exploram a intrincada teia de interferências e conexões no mundo contemporâneo.

Zadie Xa and Benito Mayor Vallejo, Art Night London 2019. Courtesy the artists and Art Night 2019, photo by Matt Rowe© PSA© PSA© PSA+ 17

Imagem do conceito do tema da Bienal. Imagem © Paula Vilaplana de Miguel
Imagem do conceito do tema da Bienal. Imagem © Paula Vilaplana de Miguel

"A 13ª Bienal de Xangai defende a importante contribuição que a arte desempenha na reconstrução de um mundo moldado por dificuldades ambientais, sociais e políticas", disse o curador-chefe Andrés Jaque. O tema geral da Bienal encoraja o pensamento para além das narrativas centradas no ser humano e nas nações, explorando uma conexão entre o indivíduo e o meio ambiente.

Zadie Xa and Benito Mayor Vallejo, Art Night London 2019. Courtesy the artists and Art Night 2019, photo by Matt Rowe
Zadie Xa and Benito Mayor Vallejo, Art Night London 2019. Courtesy the artists and Art Night 2019, photo by Matt Rowe

Com curadoria do arquiteto Andrés Jaque, diretor do Advanced Architectural Design Program da Columbia University e fundador do Office for Political Innovation, juntamente com uma equipe composta por Marina Otero Verzier, Lucia Pietroiusti, Mi You e Filipa Ramos, a exposição convida os artistas a se envolverem com a história e geografia de Xangai. A própria cidade ilustra o tema, com seus rios que conectam o centro ao Mar da China Oriental.

Liam Young, The Zero Waste Weavers of Planet City, 2021. Photo by Driely S
Liam Young, The Zero Waste Weavers of Planet City, 2021. Photo by Driely S

Entre as obras apresentadas na Bienal está o filme de Liam Young intitulado Planet City, sobre um ambiente urbano imaginário que levanta questões em torno de temas como densidade e mudanças climáticas. Entre outros artistas envolvidos na Bienal de Xangai estão Cao Minghao e Chen Jianjun, que pesquisam bacias hidrográficas e sistemas de água para explorar as mudanças na história da ecologia.

© PSA
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A 13ª edição da Bienal ganhou novo formato, com o evento se desenrolando ao longo de nove meses. Descrito pelos curadores como "um projeto em crescendo", o evento teve início em novembro de 2020. Apresentou uma série de montagens performativas seguidas por uma série de programas nas redes sociais. Esse lento desdobramento da Bienal permitiu que artistas e curadores desenvolvessem o trabalho em estreita conexão com a cidade, suas redes de agentes e organizações. A última fase do evento teve início no dia 10 de abril, com a mostra principal ocupando o espaço da Power Station of Art e outros programas acontecendo em diversos espaços da cidade.

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Sobre este autor
Cita: Cutieru, Andreea. "13ª Bienal de Xangai explora a interdependência em uma era de desafios sem precedentes" [The 13th Shanghai Biennale Examines Interdependence at Time of Unprecedented Challenges] 27 Abr 2021. ArchDaily Brasil. (Trad. Baratto, Romullo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/960715/13a-bienal-de-xangai-explora-a-interdependencia-em-uma-era-de-desafios-sem-precedentes> ISSN 0719-8906

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