Nunca sentimos tanta falta do espaço público

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Confinados, alguns em mais metros quadrados do que outros. Me lembrei do filme Medianeras, aquele argentino onde a protagonista discorre sobre a solidão urbana falando de apartamentos “mono-ambientes” ou caixas de sapatos, mas também de encontros virtuais. Aquela realidade cinematográfica de 2011 é ainda mais real nesse momento, onde começamos a planejar happy-hours virtuais.

O desafio atual é re-pensar a cidade sob outra ótica. Para urbanistas, o período de coronavírus nos questiona a negar os modelos de cidade que promovemos, um desenvolvimento urbano integrado e misto, que facilite e propicie convivências em espaços públicos.

A história nos conta que dos encontros religiosos e comerciais, como também via expansão de caminhos, estradas e ferrovias, nascem as centralidades. Os conhecidos bazares no Egito Antigo eram pontos de encontros que junto a outras sinergias que esses espaços propiciavam, foram formando aglomerações, povoados, cidades e fronteiras.

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Sobre este autor
Cita: Carol Guimarães. "Nunca sentimos tanta falta do espaço público " 04 Abr 2020. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/936862/nunca-sentimos-tanta-falta-do-espaco-publico> ISSN 0719-8906

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