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O processo criativo de Zaha Hadid através de suas pinturas

O processo criativo de Zaha Hadid através de suas pinturas
Visão para Madri - 1992. Cortesia de Zaha Hadid
Visão para Madri - 1992. Cortesia de Zaha Hadid

Em 31 de outubro celebramos o aniversário de Zaha Hadid (1950-2016), que faleceu repentinamente em março desse ano. Reconhecida internacionalmente pela busca de propostas para o habitar moderno, ela realizava múltiplos estudos topográficos abstratos para propor suas obras fluidas flexíveis e expressivas evocando o dinamismo da vida urbana contemporânea.

Em honra de seu anivesário e com o objetivo de conhecer com maior profundidade o processo criativo e o desenvolvimento de projetos profissionais de Zaha Hadid, realizamos uma seleção histórica de pinturas da arquiteta que expandem o campo de exploração arquitetônica com exercícios abstratos tridimensionais que propõem uma nova e distinta visão do mundo, questionando as bases físicas do projeto, produzindo a base contínua e criativa ao longo de sua carreira.

The Peak - 1983. Cortesia de Zaha Hadid The World (89 Degrees) - 1983. Cortesia de Zaha Hadid Great Utopias - 1992. Cortesia de Zaha Hadid Hafenstrasse Development. Cortesia de Zaha Hadid + 34

The Peak - 1983. Cortesia de Zaha Hadid
The Peak - 1983. Cortesia de Zaha Hadid

The Peak - 1983. Cortesia de Zaha Hadid The Peak - 1983. Cortesia de Zaha Hadid The Peak - 1983. Cortesia de Zaha Hadid The Peak - 1983. Cortesia de Zaha Hadid + 34

Quais foram as primeiras inspirações de Zaha Hadid?

Desde o começo de sua carreira, Zaha Hadid viu-se influenciada pelo artista Kazimir Malevich, o que a levou a utilizar a pintura como ferramenta de exploração para o projeto arquitetônico. Durante a década de 1980, antes que Zaha tivesse concretizado obras, ela passou por frutíferos anos de projetos arquitetônicos teóricos, sem construções, que marcaram um precedente contínuo ao longo de sua carreira, consolidando em forma material em suas obras.

The Peak - 1983. Cortesia de Zaha Hadid
The Peak - 1983. Cortesia de Zaha Hadid

"Eu estava muito fascinada pela abstração e a forma que realmente poderia conduzir-me à abstração dos planos, afastando-me de certos dogmas sobre o que é a arquitetura". ZH

The Peak - 1983. Cortesia de Zaha Hadid
The Peak - 1983. Cortesia de Zaha Hadid

Hadid inicia suas pinturas com ensaios na macro-escala urbana, explorando propostas para masterplans e as formas de conexão dentro e entre as cidades. Através das pinturas de "The Peak", a autora propõe um marco como um ponto de descanso ante a congestão e intensidade de uma cidade como Hong Kong, elaborado em base de uma montanha artificial.

The World (89 Degrees) - 1983. Cortesia de Zaha Hadid
The World (89 Degrees) - 1983. Cortesia de Zaha Hadid

Em "The World (89 degrees)" a arquiteta explora as múltiplas capacidades das novas tecnologias e sua incidência no projeto arquitetônico, produzindo uma composição abstrata, uma vista quase de satélite do mundo, trabalhando somente com ângulos agudos que conferem dinamismo ao quadro, com o plano cruzado por uma ampla curva de horizonte em movimento que incorpora as constantes mudanças dos estilos de vida contemporâneos.

Grand Buildings Trafalgar Square - 1985. Cortesia de Zaha Hadid
Grand Buildings Trafalgar Square - 1985. Cortesia de Zaha Hadid

A investigação gráfica também foi utilizada para replanejar espaços urbanos existentes, tal como o caso de "Grand Buildings Trafalgar Square' que além de inserir um pódio público reconhecendo a tradição de reuniões públicas do local, introduz edifícios em altura com terraços públicos em altura que conectam-se com distintos marcos na cidade.

Kurfuerstendamm 70 - 1986. Cortesia de Zaha Hadid
Kurfuerstendamm 70 - 1986. Cortesia de Zaha Hadid
Kurfuerstendamm 70 - 1986. Cortesia de Zaha Hadid
Kurfuerstendamm 70 - 1986. Cortesia de Zaha Hadid

Por conta de um concurso público para projetar um plano de desenvolvimento urbano para a então existente Berlim Ocidental, em "Victoria City Areal", Zaha Hadid intervém em um contexto urbano ensimesmado com corredores programáticos em diferentes alturas que injetam comércio e cultura no lugar.

Victoria City Aerial - 1988. Cortesia de Zaha Hadid
Victoria City Aerial - 1988. Cortesia de Zaha Hadid
Hafenstrasse Development - 1989. Cortesia de Zaha Hadid
Hafenstrasse Development - 1989. Cortesia de Zaha Hadid
Hafenstrasse Development - 1989. Cortesia de Zaha Hadid
Hafenstrasse Development - 1989. Cortesia de Zaha Hadid

O conjunto Hafenstrasse foi projetado por Hadid para ocupar os vazios intersticiais em uma área de habitações verticais tradicionais em Hamburgo. Os ensaios gráficos planejam uma sucessão de construções permeáveis com terraços que conectam com o rio Elba.

Hafenstrasse Development. Cortesia de Zaha Hadid
Hafenstrasse Development. Cortesia de Zaha Hadid
KMR Art and Media Centre - 1989/93. Cortesia de Zaha Hadid
KMR Art and Media Centre - 1989/93. Cortesia de Zaha Hadid
Great Utopias - 1992. Cortesia de Zaha Hadid
Great Utopias - 1992. Cortesia de Zaha Hadid

En 1992, Zaha Hadid foi convocada a elaborar uma coleção de pinturas e desenhos "The Great Utopia" para a exposição sobre o Construtivismo Russo no Museu Guggenheim de Nova York. Realizou sua interpretação do Monumento à Terceira Internacional (1919-20), do escultor Vladimir Tatlin, além de incursionar com recreações de outros artistas russos como Kazimir Malevich.

Great Utopias - 1992. Cortesia de Zaha Hadid
Great Utopias - 1992. Cortesia de Zaha Hadid
Vitra Fire Station - 1993. Cortesia de Zaha Hadid
Vitra Fire Station - 1993. Cortesia de Zaha Hadid

Nos ensaios para a "Vitra Fire Station", as pinturas da arquiteta materializam e congelam o movimento da obra, traçando paredes emergentes e inter-conectadas no plano dando a sensação de suspensão ante o movimento iminente.

Terminus Multimodal Hoenheim Nord - 2001. Cortesia de Zaha Hadid
Terminus Multimodal Hoenheim Nord - 2001. Cortesia de Zaha Hadid

Zaha Hadid utilizou a pintura como parte de seu amplo e profundo processo de criação arquitetônica desde sua época de estudante, afirmando que nunca deve-se deixar de experimentar. Apesar de pintar durante toda a sua carreira e realizar diversas exposições de seu trabalho plástico, nunca aceitou definir-se como artista, já que todos os seus ensaios gráficos formam parte de sua constante exploração arquitetônica, utilizando as flexibilidades próprias da arte para mergulhar livremente em sua busca como arquiteta.

Revise mais sobre o assunto nesse link.

Rosenthal Center for Contempoary Art - 2003. Cortesia de Zaha Hadid
Rosenthal Center for Contempoary Art - 2003. Cortesia de Zaha Hadid

Rosenthal Center for Contempoary Art - 2003. Cortesia de Zaha Hadid Rosenthal Center for Contempoary Art - 2003. Cortesia de Zaha Hadid Rosenthal Center for Contempoary Art - 2003. Cortesia de Zaha Hadid Rosenthal Center for Contempoary Art - 2003. Cortesia de Zaha Hadid + 34

 

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Sobre este autor
Cita: Santibañez, Danae. "O processo criativo de Zaha Hadid através de suas pinturas" [El proceso creativo de Zaha Hadid a través de sus pinturas ] 31 Out 2016. ArchDaily Brasil. (Trad. Souza, Eduardo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/798435/o-processo-criativo-de-zaha-hadid-atraves-de-suas-pinturas> ISSN 0719-8906

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