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Desenho à mão vs. ferramentas digitais: a opinião de nossos leitores

Desenho à mão vs. ferramentas digitais: a opinião de nossos leitores
Desenho à mão vs. ferramentas digitais: a opinião de nossos leitores, Desenho para a Catedral de Truro, 1878. Artista: William Burges. Cortesia de Victoria and Albert Museum, Londres
Desenho para a Catedral de Truro, 1878. Artista: William Burges. Cortesia de Victoria and Albert Museum, Londres

Muitos debates fazem parte do mundo da arquitetura e eventualmente ocupam lugar de destaque nos meios de comunicação, como por exemplo o papel das mulheres na profissão ou as longas jornadas de projeto nas universidades. Entretanto, uma das discussões mais persistentes entre arquitetos - principalmente dentre das academias - é a batalha entre desenho à mão e o uso de softwares digitais.

Há algumas semanas publicamos uma matéria que lançava luz sobre essa discussão e convidava nossos leitores a deixarem suas opiniões sobre o tema numa tentativa de abordar o tópico a partir de diferentes pontos de vista.

Qual o papel do desenho à mão na arquitetura de hoje?

A seguir, compilamos algumas das opiniões mais interessantes deixadas por nossa audiência. Através delas vemos, por exemplo, que muitos dos arquitetos e estudantes apostam no desenho à mão como importante forma de expressão que não corre o risco de ser suprimida pelo avanço das tecnologias de representação e desenho. Também fica claro, através de algumas visões, que o ideal para uma prática arquitetônica contemporânea é o equilíbrio entre as ferramentas utilizadas, cada qual com suas potencialidades e deficiências.

Veja a seguir algumas opiniões que nos ajudam a traçar um panorama sobre a papel do desenho à mão na arquitetura de hoje:

Denver Library de Michael Graves. Cortesia de Michael Graves & Associates, photo: Ken Ek
Denver Library de Michael Graves. Cortesia de Michael Graves & Associates, photo: Ken Ek

A capacidade criativa está ligada à capacidade de representar as ideias, e o desenho à mão é a forma mais simples e rápida de representar ideias.

A tecnologia surgiu como forma de facilitar as coisas e não substituir o elemento humano. Acredito que um arquiteto precisa dominar ambas as formas de representação. Recusar-se a aceitar a tecnologia é inútil, visto que essa está cada vez mais presente. Mas ao mesmo tempo, o desenho à mão nunca se tornará dispensável. É a nossa ferramenta primária e imprescindível para o processo criativo. Muito desse assunto entra no campo da preferência individual, porém, não há como negar que a capacidade criativa está ligada diretamente à capacidade de representação da ideia, e não existe forma mais simples de representação do que um croqui ou um rabisco qualquer em um pedaço de papel. [Leonardo Santos]

Ambos são importantes e não anulam a existência do outro, porém o desenho à mão é livre, diferente daquele feito através do computador.

Uma coisa não anula a existência da outra. Cada um tem a liberdade de escolher a melhor forma de representar o espaço da maneira como lhe é mais familiar. Penso eu que o desenho livre jamais será substituído por nenhum programa de computador, até porque ele é livre e o computador não. [Mayron Victor Sousa]

O croqui, embora eficiente, é um remanescente de uma prática arquitetônica centrada no gesto sugestivo.

É curioso notar em geral como nós arquitetos somos levados a pensar que o Desenho é algo essencial da nossa prática. Muitos comentaram que coisas do tipo "o arquiteto é aquele que desenha" "O arquiteto desenha desde sempre". Uma avaliação rápida nos faria perceber que estas ideias são muito recentes se comparadas a tradição secular da profissão. A questão não é se se sempre desenhamos ou não, mas o que fomos fazendo com o desenho.
Uma olhada do Renascimento aos dias de hoje pode mostrar que com o passar do tempo, o desenho foi perdendo sua função de instrução técnica e foi ganhando a função de representação do espaço, de ilustração das soluções formais. O croqui restou como apêndice quase sem função (ainda que necessário) de um fazer arquitetônico muito centrado no gesto subjetivo e sem tantos parâmetros metodológicos. Acredito em uma dosagem entre estes extremos e não acho o "croqui" tão essencial, ainda que muito eficiente. [Fred Costa]

Embora distintos, o desenho à mão e o uso de programas computadorizados desempenham, hoje em dia, papeis complementares.

O desenho à mão e o uso de softwares de projeto cumprem, hoje, funções distintas, mas complementares. O desenho à mão é algo bastante eficiente na tradução de ideias para o projeto, na construção de conceitos, de linguagem, de partido, enfim, de uma pré-definição da forma, suas relações estéticas e funcionais.

Os softwares, por sua vez, representam um ganho de eficiência na "construção técnica" do projeto. Pois permitem ao arquiteto definir e representar com precisão e rapidez mesmo as formas mais complexas, dão agilidade aos trabalhos em equipe, e ainda possibilitam estudos facilitados de desempenho térmico, energético, de orçamento, etapas construtivas, organização de canteiro, e etc. Para entender um pouco mais dos impactos da informática na arquitetura, basta uma comparação entre algumas obras contemporâneas, como a Fundação "Louis Vuitton" (Frank Gehry), o "Heydar Aliyev Centre" (Zaha Hadid) ou o "Europa City" (BIG), com obras do Modernismo, como o Palácio Gustavo Capanema (Lúcio Costa, Le Corbusier, ...), a Capela "Notre Dame du Haut" (Le Corbusier) e a Casa da Cascata (Wright). [Samuel Senhorini]

São ferramentas de desenho complementares, porém, hoje o foco é como projetar para um mundo sustentável. A questão central é fazer arquitetura de qualidade, independentemente das ferramentas utilizadas.

Não confundir "desenho" com projeto de arquitetura! O fazer à mão ou com programas de computador é uma discussão interessante para mostrar que as duas ferramentas se complementam....O CROQUI é a expressão do olhar observador, é a primeira ideia (para isso independe saber desenhar com maestria). Me parece que a crise maior hoje é projetar para um mundo sustentável, saber fazer arquitetura é o mais importante. [Lucia Fernandez]

Imagem © Daniel Gillen
Imagem © Daniel Gillen

O computador não deveria ser apenas uma ferramenta de desenho e representação, mas de projeto.

Pra mim, se torna óbvio o posicionamento de muitos em favor do desenho à mão, quando usam tecnologias de desenho assistido por computador apenas para representação. Aliás, nesse sentido, o CAD deixa de ser Computer-Aided Design para se tornar Computer-Aided Drafting, fazendo com que o desenho à mão livre tenha, de fato, a vantagem de ser mais rápido, mais tátil, e mais sensível aos inputs do arquiteto, porque ele é livre das restrições do campo virtual de representação e, consequentemente, se torna mais eficiente ao longo do processo de projeto. Mas se esse é de fato o caso, é inútil construir um debate em torno do desenho na arquitetura, porque existe um viés de que o computador não oferece mais do que aquilo que o arquiteto pode fazer manualmente (além da velocidade e da precisão, que só são necessárias numa avaliação financeira), e de que a liberdade do lápis e do papel são sagradas para o ofício.

Dessa maneira, não é possível afirmar que o desenho à mão livre é "indispensável", ou que a tecnologia é apenas "um complemento". A inteligência artificial ganha mais atenção (e investimentos) do que nunca. As cidades se tornam "inteligentes", e os projetos demandam cada vez mais performance, sustentabilidade e "responsiveness" ao ambiente, que vive um dilúvio de novas informações e mudança nas variáveis a cada segundo. Nesse sentido, o desenho à mão é que se torna um complemento, frente aos algoritmos que dirigem a geração das formas, do programa, da representação, e até mesmo da construção, através de processos file-to-factory ou outros meios de fabricação digital. Ter o sentido da visão e entender a linguagem da "máquina" bastam para ser esse "novo" arquiteto, que talvez atenda mais as necessidades de nosso tempo, do que a meia dúzia que ainda insiste em se prender ao modernismo. [Anônimo]

A flexibilidade do lápis sobre o papel garante ao desenho à mão uma importância crucial na arquitetura.

Na minha opinião, o ponto central está mais na possibilidade de manipulação com as mãos do que no desenho propriamente dito. A mão é a ferramenta primária do homem, e também aquela em que possui maior habilidade. Um lápis e um papel, por serem uma realidade palpável dão maior flexibilidade na representação da ideia mental através das mãos, mesmo sendo uma representação bidimensional com perspectiva; a capacidade de resposta que um mouse possui ao processo mental comandado através da mão é muito limitada. Mas isto não quer dizer que o desenvolvimento tecnológico em algum momento possa se igualar e até superar essa flexibilidade de concepção rápida que o lápis e o papel oferecem. Entretanto, para mim no momento o lápis e o papel (e porque não a maquete física também) são ferramentas de criação que superam em muito o desenho digital. Agora, a representação gráfica da ideia já formulada, aí é outra história. [Fernando Durso]

Imagem © Chris Wilkinson. Cortesia de Article 25
Imagem © Chris Wilkinson. Cortesia de Article 25

Entendido como técnica, o desenho á mão pode não ser a melhor ferramenta pois perde em precisão para os softwares, porém, como expressão, seu valor é fundamental.

O grande problema é achar que a importância do desenho à mão se restringe à técnica. Sua importância, vista desta maneira, se torna duvidosa porque existem inúmeros softwares muito mais aprimorados para executar esta parte técnica. Quando o desenho à mão é usado para entender, expressar e, como linguagem, intermediar relações humanas, percebemos que seu valor é absolutamente fundamental. [jordny]

A rigidez dos processos digitais engessa o desenho, que se torna refém dos limites dos softwares.

O desenho a mão nunca será substituído pois é o principio da criação com a base e a liberdade que se tem as possibilidades de criação, logo em seguida o processo pode ser passado para um softwares como complemento e visualização da ideia. Um auxilia o outro nos tempos atuais, mais tudo de forma que o desenho a mão não perca o espaço para a tecnologia, até porque um desenho feito totalmente um programa de computador fica engessado pela limitação de criatividade em comparação a uma folha branca de papel e um lápis. A profissionais que não utilizam mais o desenho a mão e acham melhor... isso cabe também a didática e facilidade de cada profissional, eu porem gosto mais de do papel passar para a tecnologia. [Renan Jesse Gonçalves]

A arquitetura contemporânea permite o uso das diferentes ferramentas e formas de trabalho necessárias para o processo criativo.

O processo criativo é algo muito pessoal e especial, portanto cabe a cada um decidir sua melhor maneira de trabalho. A arquitetura abrange arte e técnica num só campo e creio que a tecnologia serve mais para aproximar as ideias do desenho a mão em algo real e executável. Porém há quem projete livre do desenho a mão, criando através de programas e softwares diferentes maneiras possíveis de definir um projeto. A Arquitetura contemporânea é permissiva, não temos uma cartilha para ditar regras o que torna o desenho a mão uma opção e não obrigação. [Fernando Gonçalves Santana]

Cita: Romullo Baratto. "Desenho à mão vs. ferramentas digitais: a opinião de nossos leitores" 14 Mai 2015. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/766953/desenho-a-mao-vs-computador-a-opiniao-de-nossos-leitores> ISSN 0719-8906
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