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Light Matters: Richard Kelly, um mestre anônimo por trás das maiores obras modernas

  • 17:00 - 30 Maio, 2014
  • por Thomas Schielke
Light Matters: Richard Kelly, um mestre anônimo por trás das maiores obras modernas
Light Matters: Richard Kelly, um mestre anônimo por trás das maiores obras modernas, Edifício Seagram, Nova Iorque.
Edifício Seagram, Nova Iorque.

Richard Kelly iluminou alguns dos edifícios mais icônicos do século XX: a Casa de Vidro, o Edifício Seagram e o Museu de Arte Kimbell, para citar alguns. Sua estratégia de projeto foi surpreendentemente simples, mas extremamente bem sucedida.

Iluminação para a arquitetura tem sido, e muitas vezes ainda é, dominada por um ponto de vista de engenharia, com a determinação dos níveis de iluminância suficientes para um ambiente de trabalho seguro e eficiente. Com experiência em iluminação de palco, Kelly apresentou uma perspectiva cenográfica para a iluminação arquitetônica. Seu ponto de vista pode parecer auto-evidente para a comunidade arquitetônica de hoje, mas foi revolucionário para o seu tempo e influenciou fortemente a arquitetura moderna.

Leia mais sobre a notável e anônima contribuição de Richard Kelly para a arquitetura, abaixo.

Entrada, Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem © Ezra Stoller/Esto Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem © Thomas Schielke Entrada, Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem © Ezra Stoller/Esto Bar, Restaurante Four Seasons, Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem © Hagen Stier + 11

Uma das primeiras obras significativas de Richard Kelly foi a famosa Casa de Vidro de Philip Johnson, em New Canaan. O desafio para a arquitetura transparente, que foi ganhando popularidade com o surgimento do estilo internacional, foi o próprio vidro transparente, que à noite se transforma em um espelho, refletindo a iluminação interior. Ao minimizar a iluminação interior e iluminar o gramado e as árvores ao redor, Kelly restaurou a continuidade e fluidez do dia para a noite.

Casa de Vidro à noite por Steve Brosnahan. Arquiteto: Philip Johnson. Iluminação: Richard Kelly. New Canaan / Connecticut, EUA. www.theglasshouse.org. Imagem © Steve Brosnahan
Casa de Vidro à noite por Steve Brosnahan. Arquiteto: Philip Johnson. Iluminação: Richard Kelly. New Canaan / Connecticut, EUA. www.theglasshouse.org. Imagem © Steve Brosnahan
Casa de Vidro à noite por Steve Brosnahan. Arquiteto: Philip Johnson. Iluminação: Richard Kelly. New Canaan / Connecticut, EUA. www.theglasshouse.org. Imagem © Steve Brosnahan
Casa de Vidro à noite por Steve Brosnahan. Arquiteto: Philip Johnson. Iluminação: Richard Kelly. New Canaan / Connecticut, EUA. www.theglasshouse.org. Imagem © Steve Brosnahan

Em seu ensaio para o Colege Art Journal "Luz como uma parte integrante da arquitetura" (1952), Kelly resumiu sua teoria da iluminação, que foi muito influenciado pela teoria da percepção, princípios de iluminação de palco e efeitos de luz encontrados na natureza. Hoje, a terminologia é usada para descrever o fundo conceitual para inúmeras soluções de iluminação, especialmente seu conceito de três tipos distintos de iluminação: "brilho focal, luminescência ambiente e jogo de brilhos".

"Brilho focal" é, para Kelly, uma maneira de apontar elementos importantes, como ele explica:

"Brilho focal é o spot na fase moderna. É a luz em sua cadeira de leitura favorita. Ele é o eixo da luz do sol que aquece o final do vale. É a luz da vela no rosto e uma lanterna em uma escada... brilho focal chama a atenção, reúne diversas partes, vende mercadoria, separa o importante do insignificante, ajuda as pessoas a ver."

"Luminescência ambiente" é a iluminação de fundo que serve para perceber o ambiente em geral, nas palavras de Kelly:

"Luminescência ambiente é a luz ininterrupta de uma manhã de neve a céu aberto. É o reflexo do sol no mar em um pequeno barco, é a névoa do crepúsculo em um rio largo, onde terra, água e céu são indistinguíveis. É, em qualquer galeria de arte, as paredes iluminadas, teto translúcido, e piso branco. (...) A luz ambiente produz iluminação sem sombras. Ela minimiza forma e volume."

Finalmente Kelly descreve "Jogo de brilhos" como luz como informação, que pode ser dinâmica ou colorida:

"O jogo de brilhos é a Times Square à noite. É o salão de baile do século XVIII, com lustres de cristal e muitas chamas de velas. É a luz solar em uma fonte ou um riacho ondulante. O jogo de brilhos estimula os nervos ópticos e, assim, estimula o corpo e o espírito, acelera o apetite, desperta a curiosidade..."

Kelly viu beleza visual na interação de todos os três tipos de luz, embora uma fosse geralmente dominante para ele.

Light Matters: Richard Kelly, um mestre anônimo por trás das maiores obras modernas, Edifício Seagram, Nova Iorque.
Edifício Seagram, Nova Iorque.
Entrada, Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem © Ezra Stoller/Esto
Entrada, Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem © Ezra Stoller/Esto
Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem © Ezra Stoller/Esto
Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem © Ezra Stoller/Esto

Para o Edifício Seagram, Kelly surgiu com o conceito de uma "Torre de luz", um marco para iluminação arquitetural. A Revista The Architectural Forum honrou-o como "um dos edifícios mais bem iluminados já construídas." O lobby é dominado por iluminação vertical. As linhas de spots criam um tapete de boas-vindas de luz ao redor do edifício, dando a aparência de flutuar. Em contraste, os pisos dos escritórios superiores são iluminados com um teto luminoso no perímetro do edifício. Para o Restaurante Four Seasons, dentro do edifício Seagram, Kelly empregou seu "jogo de brilhos": luz refletindo nas cortinas de metal, uma escultura de ouro cintilante e iluminação subaquática para a piscina geram uma grande cena sofisticada para um jantar de luxo. Devido às luminárias embutidas, Kelly foi capaz de concentrar-se nos efeitos da iluminação e não nas luminárias.

Restaurante Four Seasons. Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem © Jeff Goldberg/Esto
Restaurante Four Seasons. Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem © Jeff Goldberg/Esto
Bar, Restaurante Four Seasons, Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem © Hagen Stier
Bar, Restaurante Four Seasons, Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem © Hagen Stier
Restaurante Four Seasons. Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem www.fourseasonsrestaurant.com
Restaurante Four Seasons. Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem www.fourseasonsrestaurant.com

Para Dietrich Neumann, professor de História da Arquitetura Moderna da Universidade de Brown e editor do livro The structure of light, a obra de Richard Kelly exibe uma surpreendente amplitude de aplicações, um grande vocabulário e uma gama impressionante de escala. Ele também aponta que Kelly cuidadosamente ficou longe do uso da cor, um forte contraste de luz e sombra, e efeitos teatrais em geral.

Hoje a perspectiva de Kelly ainda é uma valiosa fonte de inspiração; sua atitude constitui um contraponto emocionante para várias iluminações contemporâneas que contrastam ícones para atenção e individualidade. Para citar Robert Stern: "Richard Kelly era um teórico da iluminação imensamente talentoso, criando imagens de tal poder icônico que se tornaram fundamentais para a nossa compreensão da arquitetura moderna."

Para ler mais:

Dietrich Neumann: The Structure of Light. Richard Kelly and the Illumination of Modern Architecture. Yale University Press, 2011. 

Richard Kelly: Light as an Integral Part of Architecture. College Art Journal, 12(1), 1952. Pp. 24–30.

Light matters, uma coluna mensal sobre luz e espaço, é escrita por Thomas Schielke. Residindo na Alemanha, Schielke é fascinado por iluminação na arquitetura, trabalha para a empresa de iluminação ERCO, publicou numerosos artigos e é co-autor do livro "Light Perspectives". Para mais informações veja o site www.arclighting.de ou siga-o em @arcspaces

Sobre este autor
Thomas Schielke
Autor
Cita: Thomas Schielke. "Light Matters: Richard Kelly, um mestre anônimo por trás das maiores obras modernas" [Light Matters: Richard Kelly, The Unsung Master Behind Modern Architecture’s Greatest Buildings] 30 Mai 2014. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/609384/light-matters-richard-kelly-um-mestre-anonimo-por-tras-das-maiores-obras-modernas> ISSN 0719-8906