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Timelapse da Google revela os efeitos da rápida urbanização

Timelapse da Google revela os efeitos da rápida urbanização
Timelapse da Google revela os efeitos da rápida urbanização, Esta imagem de satélite da Bolívia mostra o dramático desmatamento na Bacia Amazônica. Cortesia de Google.
Esta imagem de satélite da Bolívia mostra o dramático desmatamento na Bacia Amazônica. Cortesia de Google.

A NASA, em colaboração com TIME e Google, revelou surpreendentes imagens em timelapse da Terra vista do espaço, coletadas pelo programa Landsat da NASA desde 1984. Este programa, criado para monitorar o modo como os humanos estão rapidamente alterando a superfície do planeta, consiste em oito satélites que já registraram milhões de imagens ao londo de quase três décadas. Após tratadas e combinadas, estas imagens formam um panorama em alta definição que revela algumas das mais drásticas mudanças que aconteceram em nosso planeta - a maioria perceptivelmente causada pelo crescimento e espraiamento urbano.

A história do século passado mostrou a não tão gradual migração de pessoas de áreas rurais para as cidades, primeiramente no ocidente, agora na América do Sul, Oriente Médio, África e Ásia. É no mundo desenvolvido que estas mudanças podem ser vistas e sentidas com maior força; habitantes do campo indo em direção a megacidades em contínua expansão que se dilatam com o surgimento de arranha-céus e favelas.

Em 2008 foi a primeira vez que a população urbana do planeta ultrapassou o número de habitantes rurais, e esta relação continua aumentando em favor das áreas urbanizadas. Atualmente, apenas de 3% a 5% da superfície do planeta são consideradas áreas urbanas, mas estes territórios devem se expandir mais de 1,2 milhões de km² até 2030, cobrindo cerca de 10% da superfície do planeta. Mais de 75% deste crescimento deve acontecer na Ásia, especialmente em países como China, que já conta com mais de 160 cidades com mais de 1 milhão de habitantes. A onda de urbanização será gigantesca também na África, onde a área urbana - em torno de 41.000 km² no ano 2000 - deve crescer cerca de 590% (Google Timelapse).

Xangai, mostrada no timelapse acima, é provavelmente o melhor exemplo de crescimento descontrolado. A população da cidade foi passou de 13,3 milhões em 1990 para mais de 23 milhões em 2010, com novos assentamentos urbanos se espalhando em todas as direções, principalmente para o outro lado do rio, onde arranha-céus futuristas pontuam a paisagem. No entanto, junto com a urbanização sem limites vêm consequências, como a poluição do ar, transito e contaminação da água.

No timelapse de Dubai observamos uma metrópole surgir a partir das areias do deserto, aumentando o número de habitantes de apenas 300 mil em 1980 para 2,1 milhões atualmente. Com a construção do maior arranha-céu do mundo e de ilhas artificiais em forma de palmeira, Dubai se tornou uma cidade de glamour e grandeza não apenas para o Oriente Médio, mas para o mundo inteiro. Mas, como sempre, o espetáculo tem um custo: tratamento de dejetos ineficiente, sistema de distribuição de eletricidade carente e efeitos negativos da dessalinização da água.

via Google
via Google

Outra cidade do deserto que está consumindo suas fontes é Las Vegas, também mostrada no timelapse. Sua população teve um crescimento similar à de Dubai, passando de 500 mil em 1980 para cerca de 2 milhões atualmente. De 2000 a 2010, a população da cidade cresceu cerca de 50%, se espalhando por todas as direções com empreendimentos residenciais surgindo desenfreadamente, muitos dos quais abandonados em função da crise de 2008. Além de ser economicamente insustentável, Las Vegas é também uma das cidades menos sustentáveis da América; seu índice pluviométrico é extremamente baixo, o que força a cidade a pegar água do Lago Mead, cujo nível já baixou de 365 para 343 metros. A redução do lago é facilmente percebida no timelapse.

via Google
via Google

Apesar desta urbanização e densificação parecerem assustadoras, elas podem ter seus benefícios se administradas corretamente. Ao passo que as cidade se tornam mais compactas, as pessoas utilizam menos energia, diminuindo a pegada de carbono. Também diminui a tendência de famílias grandes, freando o crescimento populacional. De todo modo, o Timelapse da Google pode ajudar qualquer pessoa, do estudante ao planejador urbano, a compreender os efeitos positivos e negativos nos casos estudados e observar potenciais aperfeiçoamentos para as futuras cidades.

Referência: Timelapse, Google Earth Engine, NYTimes

Cita: Porada, Barbara. "Timelapse da Google revela os efeitos da rápida urbanização" [Google Timelapse Reveals Effects of Rapid Urbanization] 19 Set 2013. ArchDaily Brasil. (Trad. Baratto, Romullo) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/141477/timelapse-da-google-revela-os-efeitos-da-rapida-urbanizacao> ISSN 0719-8906