Trevo Leste de Los Angeles. Imagem cortesia de The Dirt
Rodovias, em seu estado inanimado, não podem ser racistas. No entanto, as forças que as criaram e as consequências de sua localização estão profundamente ligadas à questão racial. Deborah Archer, professora de direito e advogada de direitos civis, aprofunda essa noção: "As rodovias foram construídas através e ao redor de comunidades negras para solidificar a desigualdade racial e proteger espaços e privilégios brancos."
No novo livro, Justice and the Interstates: The Racist Truth About Urban Highways, os editores Ryan Reft, Amanda Phillips du Lucas e Rebecca Retzlaff exploram a injustiça racial e o sistema de rodovias interestaduais. Eles reúnem ensaios que abordam o deslocamento causado pelas rodovias interestaduais. O livro surgiu a partir de uma série de artigos na Metropole, uma publicação da Urban History Association.
https://www.archdaily.com.br/br/1009075/enfrentando-o-legado-racista-das-rodovias-urbanasDiane Jones Allen
Terra é o título da participação do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023, uma exposição com curadoria de Gabriela de Matos e Paulo Tavares que ocupa os espaços do pavilhão brasileiro no Giardini. Dividida em duas galeiras, a mostra propõe questionar os cânones da arquitetura moderna ao mesmo tempo que busca em narrativas ancestrais invisibilizadas alternativas para um futuro de-colonizado e descarbonizado. Terra é o primeiro pavilhão brasileiro a ser reconhecido com o prêmio máximo da Bienal de Arquitetura de Veneza, o Leão de Ouro.
Num esforço para ampliar o acesso ao conteúdo exposto em Veneza, apresentamos aqui os textos e imagens da segunda galeria, chamada Lugares de origem, arqueologias do futuro. A primeira galeria, De-colonizando o cânone, pode ser revista aqui. O ArchDaily agradece à Fundação Bienal de São Paulo, que generosamente cedeu o material do pavilhão Terra para esta publicação.
https://www.archdaily.com.br/br/1002026/lugares-de-origem-arquelogias-do-futuro-pavilhao-terra-do-brasil-na-bienal-de-venezaGabriela de Matos e Paulo Tavares
Terra é o título da participação do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023, uma exposição com curadoria de Gabriela de Matos e Paulo Tavares que ocupa os espaços do pavilhão brasileiro no Giardini. Dividida em duas galeiras, a mostra propõe questionar os cânones da arquitetura moderna ao mesmo tempo que busca em narrativas ancestrais invisibilizadas alternativas para um futuro de-colonizado e descarbonizado. Terra é o primeiro pavilhão brasileiro a ser reconhecido com o prêmio máximo da Bienal de Arquitetura de Veneza, o Leão de Ouro.
Num esforço para ampliar o acesso ao conteúdo exposto em Veneza, apresentamos aqui os textos e imagens da primeira galeria, chamada De-colonizando o cânone. A segunda galeria, Lugares de origem, arqueologias do futuro, pode ser vista aqui. O ArchDaily agradece à Fundação Bienal de São Paulo, que generosamente cedeu o material do pavilhão Terra para esta publicação.
Saarbrücker Schloss – Praça do Monumento Invisível. Do Wikimedia Commons, repositório de mídia livre
O antimonumento 2146 Stones – Monument Against Racism / The Invisible Monument é uma intervenção realizada em 1993 na praça Saarbrücken por Jochen Gerz e alunos de sua disciplina na faculdade Hochschule der Künste Saar, em Saarbrücken, Alemanha. Realizada segundo a prática constante de vigilância [1] de Gerz, a obra é fruto de um momento de inquietação na produção artística alemã que questionava a arte representativa de uma geração nascida no pós-guerra, assim como a busca de quem ao mesmo tempo viveu os eventos da 2ª Guerra Mundial, do início e do fim do Muro de Berlim, enquanto havia um esforço nacional para evitar as memórias do Holocausto.
https://www.archdaily.com.br/br/995833/passado-negativo-o-processo-de-construcao-do-monument-against-racismFabiana Costa
Mobilidade urbana como um direito social. Figura produzida pela autora
É perceptível a exclusão do gênero feminino da formação do espaço, refletindo um lugar de insegurança e de vulnerabilidade. Neste contexto, a mobilidade urbana, tal qual conhecemos, reproduz as desigualdades de gênero, raça e classe existentes em nossa sociedade. Seja por meio da caminhabilidade ou do transporte público, o fato é que a forma como os deslocamentos são realizados não se adequa às necessidades das mulheres, especialmente aquelas autodeclaradas pretas e pardas e com menor renda. Buscamos aqui, portanto, dar especial atenção para o modo como as noções de interseccionalidade têm operado nessa mobilidade urbana como um direito social para todas e todos.
Divulgação do Congresso “Rio, uma cidade antirracista”
O congresso Rio, uma Cidade Antirracista convida a pensar a cidade como um ambiente democrático, aberto e humanizado. Ao desenvolver um projeto de cidade pautada no combate ao racismo, busca promover o bem viver para todos e todas, em diversos cantos do Rio de Janeiro.
A coletiva Terra Preta Cidade é um lugar inventado a partir do desejo de cinco mulheres negras, residentes em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, de burlar o distanciamento geográfico, para promover e celebrar o encontro. Emmily Leandro, Gabriela Gaia, Luciana Mayrink, Malu de Barros e Natalia Alves dão forma e voz à esse exercício de criação de um território virtual, partilhado — que é tanto uma aposta política quanto estética -, através do podcast Des-embranquecendo a Cidade, que chega ao seu quarto episódio com o tema: "Ferve Território — Firmeza Permanente".
https://www.archdaily.com.br/br/942831/des-embranquecendo-a-cidade-number-4-ferve-territorio-firmeza-permanenteTerra Preta Cidade
O Podcast “Des-embranquecendo a Cidade” é um lugar inventado a partir do desejo de cinco mulheres negras, residentes em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, de burlar o distanciamento geográfico, para promover e celebrar o encontro. Emmily Leandro, Gabriela Gaia, Luciana Mayrink, Malu de Barros e Natalia Alves, são a coletiva Terra Preta, que dá forma e voz à esse exercício de criação de um território virtual, partilhado — que é tanto uma aposta política quanto estética -, tornado público agora, pela primeira vez.
https://www.archdaily.com.br/br/923493/des-embranquecendo-a-cidadeTerra Preta Cidade
Kéré Architecture concluiu recentemente o projeto expositivo para a mostra “Racismo. Uma invenção da raça humana", uma exposição promovida pelo Deutsches Hygiene-Museum, na cidade de Dresden na Alemanha. As atmosferas criadas dentro de cada um dos três espaços do museu são únicas, porém harmoniosas. O principal objetivo do projeto expográfico é conectar “a arquitetura das salas com o tema da exposição”. Utilizando uma variedade de materiais e estruturas atraentes, o percurso da mostra espera revelar os conflitos e desejos do homem por estabilidade e a necessidade orgânica por transformação social, enfatizando seu charme temporário e a importância da compreensão entre os homens.