"Terra como tecnologia ancestral e do futuro": entrevista com Gabriela de Matos e Paulo Tavares

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Questionar a história canônica da arquitetura e lançar luz sobre práticas espaciais por muito tempo invisibilizadas é o que propõem Gabriela de Matos e Paulo Tavares em Terra, exposição que ocupa o pavilhão brasileiro na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023. “É nossa maneira de fazer um sacudimento”, comentam os curadores, que voltam sua atenção para modos ancestrais de lidar com a terra, mirando possibilidades de presente e futuro mais justas e completas.

Abordando a terra em todos os significados que a palavra carrega, os curadores sobrepõem questões ligadas ao solo e ao território com problemáticas planetárias, propondo uma aproximação entre os temas da reparação e decolonialidade — emergentes ao contexto brasileiro — com tópicos abrangentes, como descarbonização e meio ambiente, decisivos no debate global contemporâneo. 

Dividido em duas galerias, intituladas De-colonizando o Cânone e Lugares de Origem, Arqueologias do Futuro, o edifício do pavilhão é transformado em uma instalação site-specific, recebendo um gradil Sankofa na fachada e, nos interiores, um conjunto de tecidos feitos pelas tecelãs do Alaká. Para completar a instalação, o piso do edifício será recoberto com terra, transformando-se numa espécie de terreiro: um convite aos visitantes para pisar um chão comum.

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Sobre este autor
Cita: Romullo Baratto e Victor Delaqua. ""Terra como tecnologia ancestral e do futuro": entrevista com Gabriela de Matos e Paulo Tavares" 04 Jun 2023. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/1000485/terra-como-tecnologia-ancestral-e-do-futuro-entrevista-com-gabriela-de-matos-e-paulo-tavares> ISSN 0719-8906

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