"Um horroroso projeto para o futuro Centro de Informação Turística, a se situar em frente ao Palácio dos Despachos, um verdadeiro terror ‘modernoso’.” As palavras duras da colunista social Anna Marina Siqueira no jornal belo-horizontino Diário da Tarde em 1985 se referiam ao novo edifício construído na Praça da Liberdade, então epicentro político de Minas Gerais. Foi inaugurado como Centro de Apoio Turístico Tancredo Neves e, por muitos anos, abrigou o Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães. Em abril de 2017, foi reaberto após um restauro e se tornou o Centro de Informação ao Visitante do Circuito Liberdade e o Hub Minas Digital. Se, por estar fora do eixo Rio-São Paulo, ainda não foi possível ligar esses nomes ao prédio, a alcunha popular facilita a identificação: ele é conhecido como Rainha da Sucata, e também já foi chamado de o prédio mais feio do Brasil.
Dimensão Livre. Image Cortesia de Outros Territórios
O edital Outros Territórios – Chamada Internacional de Projetos para Intervenção Urbanaelegeu os sete finalistas da primeira etapa do programa. Todos serão apresentados numa exposição no Viaduto das Artes; um instigante espaço cultural na região do Barreiro instalado sob dois viadutos e sintonizado com o conceito geral da chamada, que é explorar as possibilidades de ativação de lacunas urbanas.
Brumadinho, MG. Foto de Ricardo Stuckert / Fotos Públicas. Via Gazeta do Povo
Entidades de arquitetura e urbanismo do Brasil publicaram uma nota técnica sobre o rompimento da barragem da empresa Vale na cidade mineira de Brumadinho, no dia 25 de janeiro deste ano. O documento, divulgado na última sexta-feira, conta com dez pontos que compõem uma estratégia de ação preventiva que tem como objetivo evitar novas tragédias e "proteger e salvar vidas".
https://www.archdaily.com.br/br/910723/entidades-de-arquitetura-e-urbanismo-publicam-nota-tecnica-sobre-a-tragedia-de-brumadinhoEquipe ArchDaily Brasil
Acessibilidade ainda é um desafio para o BRT de Belo Horizonte. Na imagem, o sistema ainda em obras. Foto: Mariana Gil/WRI Brasil
Melhorar o transporte público requer um olhar atento não apenas para os veículos e as linhas, mas para como as pessoas entram e saem deles. Com frequência se vê o planejamento urbano não levar em conta todos os tipos de pessoas e como elas usam um sistema de transporte.
https://www.archdaily.com.br/br/910169/trecho-do-brt-de-belo-horizonte-mostra-a-importancia-da-acessibilidadePaula Manoela dos Santos
A literatura é sempre vista relacionada ao privado, a subjetividade, ao particular. E a leitura, ainda mais de poesias, poucas vezes, é pensada junto a um espaço público, ou como um fator de organização da vida social, como capaz de estabelecer formas próprias de convívio, laços comunitários, aproximação entre as pessoas. Pensa-se muito pouco na literatura instituindo modos de estar e ser no mundo com os outros, com os iguais, e com os comuns. Mas a realidade urbana é outra, os saraus, eventos em que escritores e interessados se encontram para declamações e trocas de poesia, músicas ou performances, está mudando a forma como se entende a leitura, a literatura e a cidade.
O edifício do Cassino foi um marco na arquitetura modernista mundial, sendo inaugurado em 1942. Construído para compor o conjunto arquitetônico da Pampulha, o prédio foi projetado por Oscar Niemeyer a pedido do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek.
O uso do edifício como Cassino foi interrompido em 1946, quando foram proibidos os jogos de azar no Brasil. Ficou sem uso até 1957, quando foi criado o Museu de Arte de Belo Horizonte, atual Museu de Arte da Pampulha. Embora a edificação tenha passado por uma série de reformas para adaptação como Museu (1957-1959, 1984, 1995-1996, e 2005), ainda são necessárias adaptações de uso e restauro dos elementos arquitetônicos.
99 Ideias para um cinema de rua são noventa e nove respostas especulativas para a mesma pergunta: quais formas de ocupação poderia abrigar um grande edifício no coração da cidade, concebido como um cinema de rua em uma época em que a projeção de filmes ainda era um acontecimento capaz de reunir multidões em plena zona central?
O Instituto Metodista Izabela Hendrix oferece aos belo-horizontinos a fantástica cobertura de um dos seus prédios no Campus da Praça da Liberdade para uso público e coletivo. Para tal, lança um "crowdfunding" de ideias aberto a todos os interessados em contribuir com propostas para a inserção de usos coletivos no espaço, considerando ainda um acesso independente, a partir da rua. A escolha de funções e espaços propostos é totalmente livre, desde que respeitada a vocação coletiva.
Nos dias 30 e 31 de maio o Museu Ferroviário de Juiz de Fora apresenta a exposição interativa Palimpsesto, que apresenta fotografias de um mesmo lugar em épocas diferentes, projetadas e descobertas a partir do movimento da silhueta do participante em contato com a obra, que vai continuamente, revelando as imagens sobrepostas.
A plataforma ARQBH, criada em 2007 por Marcelo Palhares Santiago, é um guia virtual de arquitetura de Belo Horizonte que tem como objetivo contribuir com a preservação e divulgação da arquitetura da cidade. O site foi criado em 2007 como forma de organizar e divulgar publicamente um grande arquivo de fotos digitais e é mantido por arquitetos que decidiram unir seus interesses pela fotografia, arquitetura e história para proteger a memória urbana de Belo Horizonte.
O EREA TRIÂNGULO 2015 é o Encontro Regional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo da Regional Centro e trás como proposta debater o tempo na arquitetura e nas cidades. Essa temática vem da vontade da Comissão Organizadora de entender e desnaturalizar os ritmos impostos pela sociedade contemporânea. Ritmos esses que ao passar despercebido em nossos estudos reforçam a materialização de um discurso opressor na construção de nossas cidades. Além de fazer uma análise sobre o como a arquitetura e o urbanismo podem carregar para nossas vidas outras temporalidades, ou seja, entender o como o espaço que projetamos interfere nas percepções temporais de cidade e o como isso pode criar novas potencialidades espaciais.
No dia 11 de dezembro acontece o lançamento do livro "Aforismos Experimentais", de autoria do arquiteto João Diniz, que apresenta, nesse seu novo livro de breves frases, suas experiências reflexivas sobre uma contemporaneidade às vezes confusa e que exige dele respostas instantâneas que são sua maneira de interagir com diversas situações do dia a dia.
Duas pertinentes ocorrências no campo da cultura marcam a presença do olhar da arquiteta Lina Bo Bardisobre o Cerrado: a “Exposição Documento: Repassos – Edmar e as Tecedeiras do Triângulo Mineiro” (1975), em São Paulo, e a construção da Igreja Espírito Santo do Cerrado (1976-1982), em Uberlândia, Minas Gerais.
Painel em residência em Paquetá, Arquitetura MMM Roberto, 1962, mosaico cerâmico. Cortesia de Projeto Paulo Werneck
Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Recife, a exposição Paulo Werneck - muralista brasileiro será inaugurada no dia 15 de novembro no Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte. Desenhos originais, imagens de painéis, filmes, documentos e mobiliário compõem a mostra do ilustrador e artista carioca que colaborou com grandes nomes da arquitetura brasileira, como Oscar Niemeyer e os irmãos Roberto.
A proposta do Concurso #008 do Portal Projetar.org é que os estudantes projetem um Infopoint – Central de Informações Turísticas – na Lagoa da Pampulha, destinado a receber com conforto visitantes de todo o mundo.
Como inserir o Centro Administrativo no mais simbólico dos eixos de Belo Horizonte? É possível elogiar o vazio urbano da avenida Afonso Pena por meio de sua ocupação – e não de sua preservação? Pode este ponto de convergência de modais – estação de metrô, terminais de BRT, terminal de ônibus urbano, ciclovias – se transformar na solução de todas as desarticulações, congestões e falhas do Centro? Esta proposta assume uma postura que explora essa contradição: a hiperdensidade de um edifício de 100.000 m2 como elogio de um vazio urbano e como um meio de reestruturar um tecido urbano esgarçado.
Um edifício transparente de linhas horizontais que se ergue sobre um vão de 20 metros, criando uma grande praça pública, integrando os espaços de pedestres e preservando o patrimônio arquitetônico da cidade. Foi com essa proposta que a GPA&A venceu o concurso nacional para o novo Centro Administrativo de Belo Horizonte.