
"Um horroroso projeto para o futuro Centro de Informação Turística, a se situar em frente ao Palácio dos Despachos, um verdadeiro terror ‘modernoso’.” As palavras duras da colunista social Anna Marina Siqueira no jornal belo-horizontino Diário da Tarde em 1985 se referiam ao novo edifício construído na Praça da Liberdade, então epicentro político de Minas Gerais. Foi inaugurado como Centro de Apoio Turístico Tancredo Neves e, por muitos anos, abrigou o Museu de Mineralogia Professor Djalma Guimarães. Em abril de 2017, foi reaberto após um restauro e se tornou o Centro de Informação ao Visitante do Circuito Liberdade e o Hub Minas Digital. Se, por estar fora do eixo Rio-São Paulo, ainda não foi possível ligar esses nomes ao prédio, a alcunha popular facilita a identificação: ele é conhecido como Rainha da Sucata, e também já foi chamado de o prédio mais feio do Brasil.
O apelido jocoso foi dado por alunos de uma escola das redondezas nos tempos da célebre novela da Rede Globo de 1990, por causa da diversidade de componentes do edifício, que remetem a material rejeitado ou jogado no lixo. A astúcia originou uma definição certeira tanto pela multiplicidade de seus elementos metálicos, quanto pelo fato de ser este um “prédio maldito” para Belo Horizonte e para a arquitetura brasileira.





