A fotografia de arquitetura se desenvolveu em sua própria expressão artística e pode, às vezes, ser tão importante quanto a própria obra construída. Experienciamos a arquitetura não apenas física e espacialmente, mas também por meio das fotografias. Uma boa reportagem ou série de fotos pode trazer ao espectador a atmosfera do lugar, ainda que esteja distante da obra. A fotografia também é uma forma de documentar o processo do projeto, o uso de materiais, iluminação e elementos arquitetônicos e, como resultado, narrar a história por trás de uma obra.
Para comemorar o Dia Mundial da Fotografia, reunimos uma lista de 25 fotógrafos de arquitetura de todo o mundo que merecem ser conhecidos – e seguidos no Instagram. Esses fotógrafos emergentes foram selecionados por sua capacidade de registrar a arquitetura por meio de um olhar sensível e singular.
Sandor Kelemen - CC. Image Courtesy of Urban Photo Awards
O URBAN Photo Awards selecionou os melhores fotógrafos para a 11ª edição do concurso internacional. A lista do URBAN 2020 é dividida por seção, ou área temática, e organizada em ordem alfabética.
Influenciada por um contexto caracterizado por um clima rigoroso e paisagens imponentes, a arquitetura nórdica estabeleceu uma estreita relação com a natureza. Sem dúvida, este especto ajudou a forjar uma identidade específica entre os fotógrafos da região, que fazem uso da combinação de luz, materiais inovadores e paisagem para criar composições impecáveis. A seguir, apresentamos uma seleção de sete fotografias de arquitetura pública e privada de renomados fotógrafos como Pasi Aalto, Bert Leandersson, Rasmus Hjortshøj e Åke E-son Lindman.
O gravurista e fotógrafo de Budapeste, Zsolt Hlinka, criou a Urban Symmetry, uma série de fotografias que retrata edifícios perfeitamente simétricos nas margens do rio Danúbio. Usando fotografias parciais dos edifícios, Hlinka cria composições fictícias através de reflexões, resultando em novas e surpreendentes arquiteturas.
A medida que a população de Seul crescia rapidamente, os blocos de apartamentos converteram-se em algo comum na paisagem. O fotógrafo Manuel Alvarez Diestro passou 6 meses explorando as novas populações da cidade, com o objetivo de 'revelar, em términos visuais, a natureza expansiva da urbanização e a transformação da paisagem através da construção destes novos projetos de moradia em escala massiva'.
Tudo começou com uma fotografia em Londres, quando transformei o Big Ben na London Eye. Desde então, criei uma série de fotos na capital inglesa, que fez com que diferentes marcas me patrocinassem para criar imagens para eles em toda Europa. Tem sido ótimo transformar vistas familiares em algo diferente e é ainda mais divertido ver a reação de alguém quando vêem minhas fotos. Eu realmente gosto quando outros turistas vêm até mim e perguntam o que estou fazendo. Quando eu lhes mostro a foto, seus rostos passam por uma transição de confusão, sorrisos e, em seguida, risadas.
Nesta série de fotografias, intitulada Stacked, o fotógrafo Malte Brandenburg mostra um olhar atento para os méritos dos projetos habitacionais de Berlim do período do pós-guerra. Registradas sob um céu azul homogêneo, as imagens buscam afastar a carga histórica e social sobre os edifícios, apresentando-os como puras obras de arquitetura.
No início desta semana, o Supremo Tribunal da Suécia posicionou-se contra a Wikimedia Sverige em um caso histórico sobre "liberdade de Panorama", uma decisão que a Wikimedia Foundation "respeitosamente discorda" em um post no blog. A decisão da Suprema Corte sueca, em suma, afirma que Wikimedia Sverige não tem direito de receber fotografias de trabalhos com direitos autorais de arte em seu site Offentlig Konst.se, que fornece mapas, descrições e imagens de obras de arte colocadas em espaços públicos na Suécia.
O conceito de liberdade de panorama descreve uma disposição na lei de direitos autorais que estende o direito de tirar e divulgar fotografias de obras protegidas por direitos autorais desde que essas fotografias sejam tiradas em espaços públicos. A maioria das pessoas que possui uma câmera (em outras palavras, a maioria das pessoas), provavelmente, tem dado muito pouca atenção à sua liberdade de panorama, ou à quaisquer restrições que podem ter sido colocadas sobre elas. Mas a realidade desta estranheza relacionada aos direitos de autoria, pouco conhecidos, é algo que muitas pessoas e arquitetos, especialmente, devem realmente se preocupar.
Uma das histórias mais controversas nas notícias recentes de arquitetura foi a revelação de Blair Kamin, do jornal Chicago Tribune, que um dos vencedores do prêmio Excelência em Design do AIA Chicago tinha uma imagem na qual elementos visualmente desagradáveis do projeto foram removidos com o software Photoshop.
A "guerra contra a realidade" (como um comentarista ironicamente se referiu ao assunto) é um tema que polariza as pessoas que discutem sobre o efeito que este tipo de "trapaça" no Photoshop tem sobre a nossa percepção do nosso mundo. No entanto, muitas pessoas desconhecem o que se passa nos bastidores dessas imagens. Decidimos pedir a alguns fotógrafos uma opinião sincera sobre o papel do Photoshop nos processos diários de fotografia de arquitetura, e como estabelecem os limites da documentação ética dos edifícios. Leia, a seguir, suas opiniões.
Com suas centenas de igrejas, Roma desenvolveu uma rica estória de domos. Inspirado por esta herança, Jakob Straub fotografou as rotundas mais importantes da cidade, do antigo Pantheon à moderna arena esportiva de Pier Luigi Nervi. Sua perspectiva fotográfica neutra, tomada olhando para cima a partir do centro da rotunda, abre uma nova visão para conceitos subjacentes em que a arquitetura busca o firmamento. Para Elías Torres, estes espaços iluminados pelo céu constituem um método importante para a arquitetura, em que o exterior é também transformado em uma realidade fascinante e distante.
Torres analisou diversas estratégias para iluminar eficientemente a arquitetura com luz natural vinda de cima. Em seu livro “Zenithal Light", ilustrado com várias fotografias impressionantes, ele chega à conclusão de que "entre as representações do céu no interior da arquitetura, aquela que retrata o sol brilhando em cima com uma forma circular foi a favorita para muitas culturas."
"The Rendering View," é uma nova coluna mensal do ArchDaily escrita pelo fundador da PiXate Creative, Jonn Kutyla, focada em conselhos, sugestões e discussões mais amplas sobre renderizações arquitetônicas.
Como arquiteto, você já passou incontáveis horas desenhando, modificando e aperfeiçoando o que acredita ser o melhor layout possível para um edifício. Os numerosos projetos que imaginou, desenhou e no final se tornaram um edifício finalizado, lhe deram a capacidade de visualizá-lo com uma incrível precisão. Infelizmente, seus clientes frequentemente não conseguem visualizar um espaço antes de sua construção.
A renderização 3D procura resolver este problema, representando com precisão como será um edifício em uma qualidade fotorrealista, muito antes dele existir: mas há uma grande diferença entre mostrar seu edifício e vender o conceito do edifício. Mostrar seu edifício é exatamente o que o nome implica: geralmente a câmera é afastada e a atenção se volta para o edifício como um todo. Quando a intenção é vender o conceito de um edifício, deve se focar em um pequeno aspecto deste que se mostre muito interessante.
O arquiteto e fotógrafo de arquitetura Fernando Guerra, criou há 15 anos com seu irmão o estúdio FG+SG, em Portugal. Hoje, são responsáveis por grande parte da divulgação da arquitetura contemporânea portuguesa.
Pedro Kok dedica-se a a fotografar arquitetura desde o início do curso na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Atualmente atua como fotógrafo independente e realiza trabalhos para os principais arquitetos do cenário brasileiro para editoriais e revistas, além de produzir espetaculares vídeos de arquitetura.
Em homenagem ao Dia Mundial da Fotografia (19 de agosto) , nós do ArchDaily Brasil queremos agradecer aos fotógrafos que trazem à vida os projetos que nós publicamos diariamente.
Como parte da homenagem convidamos alguns arquitetos para comentar sobre o trabalho de alguns dos melhores fotógrafos de arquitetura da atualidade. A seguir, Triptyque comenta sobre o fotógrafoPedro Kok.
Nico Saieh, arquiteto e fotógrafo de arquitetura, também é o Editor Chefe de Arquitetura para o ArchDaily e Plataforma Arquitectura, com a missão de selecionar as melhores obras que compartilhamos diariamente com nossos leitores, resguardando também a forma na qual estas são comunicadas visualmente.
O fotógrafo e arquiteto brasileiro Fran Parente, vive atualmente em Nova Iorque onde dedica-se à fotografia de arquitetura. O começo foi ainda como estudante, num estágio, foi fotografar uma obra recém finalizada, e descobriu sua vocação.
Como parte da homenagem pelo Dia Mundial da Fotografia, convidamos alguns arquitetos para comentar sobre o trabalho de alguns dos melhores fotógrafos de arquitetura da atualidade. A seguir Fernando Forte, escreve em nome do escritório paulistano FGMF, sobre o fotógrafo Fran Parente.
Miguel de Guzmán é arquiteto e fotógrafo especializado em Arquitetura. Graças a seu trabalho podemos conhecer as obras mais recentes dos principais estúdios de Arquitetura espanhóis. Em 2008 criou o Imagen Subliminal, estúdio com sede em Madrid, que também é a plataforma de difusão de seu trabalho como fotógrafo e realizador de vídeos de Arquitetura.
Nelson Kon, é fotógrafo desde 1985 e sua paixão pode ser apreciada através de suas imagens de obras contemporâneas, do patrimônio e cenas urbanas do Brasil.
O alemão Roland Halbe trabalha como fotógrafo de forma independente desde 1988. Em 1996 co-fundou a Artur Images, um arquivo online de imagens de arquitetura e interiores, representando mais de 200 fotógrafos de todas as partes do mundo. A seguir, Thom Mayne, fundador do Morphosis Architects, escreve a respeito do fotógrafo.