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Escala Humana: O mais recente de arquitetura e notícia

A escala das crianças: breve histórico sobre mobiliários infantis

Montessori Kindergarten in Xiamen / L&M DesignPhoto: 1931, Kaunas, Lithuania. Two children working on reading/writing words at Maria Varnienė's Children's House. The child on the left is Stasys Ragaišis, who later became a medical doctor.. Image via @montistory101Mi Casita Preschool and Cultural Center / BAAO + 4Mativ Design Studio. Image © Lesley UnruhPeter Keler - Puppenwagen, 19xx. Image via Wikimedia+ 53

Mobiliários infantils são aqueles - fixos ou móveis - desenhados pensando nas crianças, seja de acordo com os seus princípios ergonômicos e anatômicos, ou de forma a assessorá-las da forma mais adequada. Seguindo essa linha, podemos identificar dois tipos de móveis: (1) aqueles que facilitam a relação entre o cuidador e a criança e (2) os que permitem que a criança os utilize de forma independente.

A grande diferença entre esses dois tipos é que os primeiros possuem dimensões que se adaptam à ergonomia do adulto e o segundo são projetados para atender às necessidades ergonômicas da criança, em cada etapa de seu desenvolvimento. Como o crescimento das crianças ocorre de forma relativamente rápida, é comum que os móveis deste segundo grupo sejam multifuncionais ou mesmo extensíveis.

Escala humana na cidade a partir de uma perspectiva feminista, transversal e política

Observar a realidade de nosso ambiente construído nos permite reconhecer que existem identidades que os modelos e escalas existentes não representam. Estas vozes, não por acaso, têm sido as grandes ausências nos processos de planejamento e construção das cidades e de sua arquitetura. Seus desejos e formas de ser e viver no mundo foram excluídos e tornados invisíveis. Isso nos faz repensar quais vozes são representadas nos debates sobre o urbano e para quem se projeta a cidade?

A escala corporificada: Índia através dos olhos da pele

O que é a escala humana senão as relações entre um corpo e o ambiente que o cerca? E o que seria o corpo senão o vínculo inevitável entre a nossa experiência sensorial do mundo material e a consequente sensibilização de cada um de nossos sentidos?

A representação da dimensão humana em 20 cortes de arquitetura

As plantas e cortes humanizados podem ser entendidos como uma espécie de tradução da linguagem técnica construtiva para uma linguagem mais acessível àqueles não familiarizados ao desenho arquitetônico. Isto é, são responsáveis por levar a escala do homem para o projeto, não apenas por meio da figura humana, mas também pela presença de móveis, texturas e demais aspectos da arquitetura que a humanizam e tornam sua representação mais intuitiva.

Sperone Westwater Gallery / Foster + Partners. Cortesia de Foster + PartnersCasa Caixa de Plantas / Formzero. Cortesia de FormzeroEdifício AS / Ambrosi I Etchegaray. Cortesia de Ambrosi I EtchegarayVersailles Saint Quentin University Students Headquarters / Fabienne Bulle architecte & associés. Cortesia de Fabienne Bulle architecte & associés+ 21

Jan Gehl: "Nos últimos 50 anos, os arquitetos esqueceram o que é uma boa escala para o ser humano"

Esta entrevista foi inicialmente publicada no website da revista City Manager sob o título 'Jan Gehl, ciudades para la gente.'

Jan Gehl reconheceu ser um seguidor de Jane Jacobs, a quem ele chama de "avó" do urbanismo e do planejamento humanista. Ele também foi professor na Royal Danish Academy of Fine Arts em Copenhague e professor visitante no Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia, México, Austrália, Bélgica, Alemanha, Polônia e Noruega. Há cinquenta anos criou sua própria consultora intitulada Gehl Arquitects na Dinamarca, com a qual realizou vários projetos pela melhoria urbana ao redor do mundo, também utilizando dados e estratégias analíticas.

A seguir, a entrevista com o arquiteto dinamarquês, referência teórica internacional em desenvolvimento urbano, depois de Jane Jacobs, da escala humana no projeto de espaços públicos.

13 Sites que disponibilizam escalas humanas gratuitas de alta qualidade para suas renderizações

Mesmo que a grande maioria das visualizações arquitetônicas adotem estilos semelhantes, isso não significa que você deva seguir a mesma linha. A menos, é claro, que você queira. De todo modo, existem muitos recursos disponíveis para ajudar a criar visualizações em qualquer estilo que você deseja; a seguir, compilamos 13 sites muito úteis que podem lhe ajudar a dar a suas imagens um toque mais humano (ou canino). O número de sites dedicados a representar a diversidade dos 7,6 bilhões de habitantes do mundo está crescendo, o que significa que nossos leitores de todas as partes do globo contam agora com escalas humanas apropriadas e coerentes para povoar suas renderizações. E se você estiver interessado em algo mais dramático do que fotografias de pessoas reais, sites como ARTCUTOUT e cutoutmix oferecem alternativas menos realistas e mais artísticas.

A importância das escalas humanas nos croquis

"Prefiro desenhar do que falar. O desenho é mais rápido e deixa menos espaço para mentiras." (Le Corbusier)

Mesmo com a evolução da tecnologia e a popularização de avançados programas computacionais, a maioria dos projetos de arquitetura ainda começa com uma folha em branco e traços descompromissados. Mais do que representar fielmente um projeto, o croqui serve para estudar uma condicionante, entender uma paisagem ou uma topografia, ou repassar uma ideia a outros membros da equipe ou mesmo ao cliente. Seu intuito principal, no entanto, é estimular a produção de ideias e vencer o medo do papel em branco. Geralmente é realizado através de traços imprecisos, sobrepostos, ambíguos, acompanhado de anotações, flechas, e não carecendo de grande precisão técnica e refinamento gráfico.

SKALGUBBRASIL – escalas humanas legitimamente brasileiras

Quem nunca passou horas escolhendo as melhores escalas humanas a serem inseridas na imagem após o render ter ficado pronto? Apesar de aparentemente fácil e singela, essa tarefa esconde algumas questões primordiais do projeto: como se trata (ainda) de uma proposta, devemos comunicá-la (também) através de imagens, e nelas depositamos algumas intensões e expectativas, entre as quais o público que nosso projeto vai atender.

Há páginas na internet que disponibilizam imagens de escalas humanas já recortadas, o que agiliza muito essa etapa de representação, porém, em geral esses sites são estrangeiros e disponibilizam imagens de pessoas de seus países. Talvez o mais famoso seja o sueco SKALGUBBAR, com centenas de escalas suecas prontas para ilustrar nossos projetos.

Há também a versão latina – Escalallatina – que disponibiliza imagens recortadas de “escalas humanas de um mundo em desenvolvimento”. Algo mais próximo de nossa realidade, sem dúvida, mas elas ainda não são brasileiras...

Pensando nisso, o coletivo Micrópolis criou o repositório SKALGUBBRASIL, segundo eles próprios, “baseado no site sueco Skalgubbar, porém em um contexto mais brasileiro.” São centenas de escalas de todas as partes do Brasil - que mostram uma realidade bastante heterogênea – prontas para serem inseridas em suas imagens.

Escalalatina, escalas humanas de um mundo em desenvolvimento

Nessa era de hipervisualização o projeto de arquitetura é apreendido pela visão e entra  na eterna discussão a respeito da exatidão da representação digital. Outra discussão relativa a esse tema é quanto às pessoas (calungas, as escalas humanas) que estamos incluindo em nossos projetos - ou na representação deles. 

Vemos famílias que parecem ter saído da Escandinávia nas representações visuais de projetos brasileiros, ou hipsters do Brooklyn em centros culturais mexicanos. Mas quem, de fato, usará o espaço? Qual é o público real?

Se o assunto também lhe incomoda, apresentamos Escalalatina, uma iniciativa de um grupo de jovens da América Latina que oferece gratuitamente uma série de escalas humanas "em desenvolvimento". A ideia foi inspirada no projeto Skalgubbar de Teodor J.E.

Veja alguns exemplos das escalas humanas já disponíveis, a seguir.