1. ArchDaily
  2. Renderização

Renderização: O mais recente de arquitetura e notícia

Diferenças e divergências das representações na arquitetura: do hiper-realismo à colagem digital

Como os arquitetos dependem fundamentalmente de imagens para transmitir informações abstratas para seus clientes e para o público em geral, o debate sobre o papel das renderizações na arquitetura parece não ter fim, assim como não há e nem haverá consenso sobre o tema.

The proposed rooftop forest of the Museum Boijmans van Beuningen Art Depot. Image Courtesy of MVRDV "Ways of Life" by Tatiana Bilbao for Experimenta Urbana. Image Courtesy of Experimenta Urbana House in Rua do Pairaso. Image Courtesy of Fala Atelier model photography of LACMA. Image Courtesy of Serpetine Gallery Pavilion + 10

A imagem fala: ou, por que precisamos ir além dos renders

A arquitetura, do mesmo modo que qualquer outra profissão, necessita de ferramentas específicas para acontecer. Como o poeta usa a caneta e o carpinteiro o serrote, o arquiteto também usa alguns instrumentos para traduzir suas arquiteturas imaginárias em paredes, chão e teto. A complexidade, porém, da arquitetura exige mais que caneta e serrote, muito mais que régua e prancheta; atividade coletiva e realizada e múltiplas etapas, até que se faça a arquitetura propriamente dita – aquela concreta – há passos que devem ser seguidos e, para cada um deles, as ferramentas mais adequadas.

Na arquitetura não há quem não tenha fracassado. Dito de outro modo, não há arquiteto ou arquiteta que tenha conseguido, todas as vezes, transformar as ideias em espaço concreto, construído. Aliás, essa espécie de “fracasso” é muito recorrente na profissão; o longo e intrincado processo necessário para trazer uma ideia ao mundo das concretudes faz com que a maior parte de nossos projetos permaneça apenas projeto. Assim, lidamos boa parte do tempo com representações – ou apresentações, já que não existe um referencial concreto a ser re-apresentado.

Cortesia de Fala Atelier Biblioteca Pública em Setubal, Portugal. Image Cortesia de Fala Atelier Duas propostas para um restauro, Marselha, França. Image Cortesia de Fala Atelier Cortesia de Fala Atelier + 21

Visualização realista de arquitetura: conheça as novas ferramentas do Twinmotion 2020

A visualização da arquitetura em tempo real oferece um imediatismo atraente que ajuda arquitetos e clientes a entenderem melhor os edifícios ainda não construídos. Com a ferramenta de visualização interativa Twinmotion, agora é possível transformar os modelos BIM e CAD em experiências realistas em tempo real com mais rapidez e facilidade do que nunca.

Arquitetos e projetistas se beneficiam enormemente de ferramentas fáceis de aprender e usar, mas também buscam criar visualizações que proporcionem uma genuína sensação de presença. O realismo é a chave para alcançar isso. Com o lançamento do Twinmotion 2020, a visualização de arquitetura em tempo real atingirá um nível de realismo com o qual poucas ferramentas podem competir.

Neste artigo, oferecemos uma prévia de alguns dos novos recursos do Twinmotion que transformarão suas visualizações de arquitetura em verdadeiras imagens realistas. 

Courtesy of Epic Games Courtesy of Epic Games Courtesy of Epic Games Courtesy of Epic Games + 5

Visualização em tempo real: como trabalhar mais rápido com a ferramenta Twinmotion

Empresas de arquitetura, consultorias de infraestrutura e empresas de design de interiores com visão de futuro estão cada vez mais apostando na visualização da arquitetura em tempo real para explorar, avaliar e apresentar projetos. Ao oferecer aos clientes e partes interessadas no projeto a oportunidade de experimentar espaços futuros em ambientes interativos e imersivos, a tecnologia em tempo real fornece um imediatismo convincente que os desenhos 2D não alcançam.

Render em tempo real, acessível a todos

Você provavelmente já deve ter ouvido falar em renderização em tempo real para visualização de arquitetura e como ela está mudando a maneira como os projetos são apresentados. Com a renderização em tempo real, é possível editar o projeto e ver as alterações atualizadas instantaneamente, com alta qualidade, além de produzir animações e panoramas em minutos, em vez de dias. A renderização em tempo real também abre as portas para experiências imersivas, como vídeos em 360° e realidade virtual.

5 Modos de representar a arquitetura (antes de construí-la)

A representação da arquitetura, assim como a maioria das áreas que constituem a disciplina, tem acompanhado o galopante desenvolvimento de novas tecnologias de desenho, projeto e imagem, e a problemática da representação dos espaços – construídos ou não – continua sento uma pauta importante no debate da arquitetura contemporânea, assim como fora com a arquitetura moderna.

Ainda na primeira metade do século XX, em 1948, o arquiteto, urbanista, historiador e crítico Bruno Zevi publicou seu seminal trabalho intitulado Saper vedere l'architettura, traduzido para o português como Saber ver a arquitetura, em que, dedica um capítulo inteiro à questão das representações da arquitetura. Tomando como referência obras como a Casa da Cascata, de Frank Lloyd Wright, e a Basílica de São Pedro, de Michelangelo, Zevi define alguns meios usados por arquitetos para a representação do espaço construído.

5 sites para baixar escalas humanas de diferentes etnias

A importância das pessoas nos renders de arquitetura não é nada novo - o acréscimo de realismo e elementos narrativos pode potencializar ou impedir o sucesso de uma imagem. Com sites como Skalgubbar, arquitetos e estudantes têm acesso fácil a "escalas humanas": fotografias de pessoas recortadas e salvas em formato PNG, prontas para serem inseridas em programas de edição de imagem.

Inicialmente, havia entre esses arquivos disponibilizados gratuitamente na internet uma homogeneidade de etnia. Sendo a maioria das pessoas que disponibilizavam essas figuras de origem caucasiana e de países escandinavos, houve uma onda de renders de todas as partes do mundo povoados com estas pessoas. Atentos para isto, outros grupos criaram bancos de dados de escalas humanas de outras etnias e culturas, oferecendo aos arquitetos e estudantes a liberdade de retratar seus projetos de modo mais coerente com o contexto. 

Compilamos, a seguir, 5 websites que oferecem escalas humanas de diversas etnias. Conheça-os, a seguir. 

As improváveis representações arquitetônicas de (ab)Normal

Ferramentas contemporâneas de visualização oferecem imagens excepcionais e se mostram cruciais para a representação arquitetônica hoje em dia. No entanto, alguns optam por explorar o tema de outras formas, em vez de mergulhar na "colagem pós-digital", abrindo diferentes instâncias do desenho.

Criado como uma experimentação de narrativas visuais, (ab)Normal é uma colcha de retalhos gráfica que expressa design, cenografia, ilustração, arquiteturas e utopias sociais de uma cultura que gira em torno da internet, jogos e religião. As imagens iconográficas, que se concentram particularmente na representação arquitetônica, exploram os potenciais de renderização, desconstrução e remontagem do foto-realismo com novas hierarquias.

Jesus. Imagem © (ab)Normal Omotesando. Imagem © (ab)Normal The Ten Reincarnations of the Self. Imagem © (ab)Normal Unleashed. Imagem © (ab)Normal + 11

Desenho à mão, um ofício subestimado

© Jim Keen
© Jim Keen

Fiz parte da última geração de estudantes de arquitetura que não usava computadores (estamos falando apenas do início dos anos 90 aqui; havia eletricidade, televisões coloridas, foguetes, só nada de renderizações.) No meu último ano na faculdade, calculei mal quanto demoraria para terminar meu projeto de graduação. À medida que o prazo se aproximava, percebi que era tarde demais para me comparar às apresentações de meus colegas. Na época, Zaha Hadid e suas pinturas desconstrutivistas definiam o estilo da ilustração arquitetônica. Isso significava que muitos projetos de estudantes eram renderizados em tintas a óleo em grandes telas.

Explorando seu projeto em realidade virtual: 7 dicas de especialistas

A Realidade Virtual oferece benefícios que, há apenas alguns anos, seriam dificilmente imagináveis. É possível andar pelos projetos antes de serem construídos; os espaços internos são totalmente vivenciados antes de todos os detalhes serem decididos. Ela permite que arquitetos e clientes tenham a capacidade de trabalhar como verdadeiros colaboradores em um projeto.

Deixe seus renders mais humanos com estas escalas de cães e gatos

Todo mundo sabe que tudo fica melhor na presença animais de estimação. Seus renders não são diferentes. Felizmente, o site Viz-people está aqui para ajudar, oferecendo um conjunto de 6 escalas de cães e gatos já recortadas, em formato .png. Animais de estimação não são as únicas escalas disponíveis; além delas, o site oferece muitos arquivos gratuitos para modelagem e renderização, como escalas humanas 2D , texturas, imagens de céu e modelos 3D de carros, árvores, mobiliários, dentre outros.

Os melhores sites de tutoriais de arquitetura (segundo nossos leitores)

Em um mundo onde arquitetos podem usar computadores para produzir representações de projetos com níveis de precisão jamais vistos, fluência em alguns softwares é algo cada vez mais necessário. Com isso em mente, o ArchDaily perguntou aos seus leitores quais são os melhores tutoriais disponíveis online. Após analisar os comentários e procurar por outras fontes, compilamos esta lista que (esperamos) ajudará nossos leitores a descobrirem e aprimorarem suas técnicas de produção de imagens.

É claro que nenhum lista de fontes na internet será completa e definitiva, então, esperamos complementar continuamente esta lista de tutoriais. Se você notar a ausência de alguma plataforma de tutoriais importante, deixe registrado na seção de comentários abaixo.

Renders de modelos 3D ajudam a iludir arquitetos e clientes?

"The Rendering View" é uma coluna publicada mensalmente no ArchDaily, escrita pela PiXate Crietive, fundada por Jonn Kutyla, que se dedica a elaborar dicas, sugestões e discussões mais amplas sobre a renderização na arquitetura.

Renderizações arquitetônicas digitais e suas homólogas desenhadas à mão servem o propósito de permitir que os clientes e investidores vislumbrem um edifício ou espaço muito antes de sua construção.

Mas enquanto as renderizações podem fornecer representações surpreendentemente precisas de edifícios, uma renderização feita no "estilo" errado pode criar expectativas irreais para o cliente, trazendo desapontamento com o arquiteto e os construtores, criando tensão e desconfiança. Por essa razão, entre outras, muitas pessoas no meio da arquitetura condenam o uso de renderizações, especialmente as digitais. No entanto, elas são simplesmente ferramentas e nada mais. Se você perguntar a dois artistas ou especialistas em renderização, separadamente, para criar uma imagem para o seu projeto, os resultados também dependem da habilidade e visão dessas pessoas. Hoje eu quero mostrar que, quando usado corretamente, as renderizações digitais deveriam ser as melhores amigas de um arquiteto.

Como fazer renders que vendam seu projeto

© PiXate Creative
© PiXate Creative

"The Rendering View," é uma nova coluna mensal do ArchDaily escrita pelo fundador da PiXate Creative, Jonn Kutyla, focada em conselhos, sugestões e discussões mais amplas sobre renderizações arquitetônicas.

Como arquiteto, você já passou incontáveis horas desenhando, modificando e aperfeiçoando o que acredita ser o melhor layout possível para um edifício. Os numerosos projetos que imaginou, desenhou e no final se tornaram um edifício finalizado, lhe deram a capacidade de visualizá-lo com uma incrível precisão. Infelizmente, seus clientes frequentemente não conseguem visualizar um espaço antes de sua construção.

A renderização 3D procura resolver este problema, representando com precisão como será um edifício em uma qualidade fotorrealista, muito antes dele existir: mas há uma grande diferença entre mostrar seu edifício e vender o conceito do edifício. Mostrar seu edifício é exatamente o que o nome implica: geralmente a câmera é afastada e a atenção se volta para o edifício como um todo. Quando a intenção é vender o conceito de um edifício, deve se focar em um pequeno aspecto deste que se mostre muito interessante.

Realidade Virtual: Cada vez mais perto de você

Realidade Virtual. Trata-se um termo antigo, e até mesmo de uma tecnologia antiga, mas que carrega um novo peso - e chegará à arquitetura em breve. Sua prevalência é resultado de sua acessibilidade quase universal; a experiência pode agora ser alimentada pelos telefones celulares modernos. Ela provavelmente está em sua mesa de trabalho ou em seu bolso - você pode até estar lendo em um mecanismo de realidade virtual agora. E o preço para acessá-la, graças ao Google Cardboard e a um dispositivo que você já possui, é de menos de vinte dólares.

O Google Cardboard pode ser considerado uma "tecnologia vestível", mas não se arrepie ao pensar no Google Glass. Tal como está, a tecnologia está mais na linha de uma smart tv ou similares e não de algo para ser usado em público. Antes de entrar nesta questão, vamos falar sobre o que ela pode fazer. Como designers, nos tornamos bons em pensar como um espaço deveria ser, mas de muitas maneiras não avançamos em pensar como um espaço deveria ser sentido.