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Detroit: O mais recente de arquitetura e notícia

Projeto Opera House: um novo espaço público para Detroit

Um novo projeto em Detroit busca transformar uma casa abandonada em um espaço de performances e apresentações públicas - mas para isso, precisa de sua ajuda. A Opera House é o resultado de uma colaboração entre V. Mitch McEwen e seu sócio no A(n) Office, Marcelo Lopez-Dinardi. Após McEwen comprar a casa há dois anos e meio, a dupla começou a remover alguns elementos da edificação para transformá-la em um teatro aberto.

Contando com a participação de curadores e organizações comunitárias, bem como designers e artistas, o projeto recebeu um fundo de US$ 10 mil da Knight Arts Challenge para financiar metade dos custos. Para dar prosseguimento à iniciativa, os idealizadores do projeto lançaram uma campanha de financiamento coletivo que foi encerrada no dia 2 de julho e atingiu a meta esperada. Saiba mais sobre o projeto, a seguir.

A arquitetura precisa de consciência social

Nos últimos anos, o mundo da arquitetura viu um aumento significativo no interesse por projetos com consciência social; da sustentabilidade à habitação social, de espaços públicos a projetos para áreas afetadas por desastres, a arquitetura está começando a enfrentar alguns dos maiores desafios humanitários de nosso tempo. Mas, apesar de sua popularidade, o projeto de interesse público é ainda apenas uma atividade marginal na arquitetura, presa a projetos existentes ou praticada por um seleto grupo de pessoas. Neste breve ensaio originalmente publicado na Metropolis Magazine, a editora-chefe da Metropolis, Susan Szenasy, argumenta que, em vez de trabalhar na periferia, "o impulso para melhorar as condições de vida de todos deveria estar no centro da arquitetura e do design contemporâneos."

Em um ensolarado final de semana de abril, um grupo de designers comprometidos, apaixonados e realizados e seus colaboradores das Américas e de outras partes se reuniram no centro de Detroit para falar sobre projetos socialmente responsáveis. Era a 15ª conferência Structures for Inclusion. O organizador, Bryan Bell, é o arquiteto por trás da organização sem fins lucrativos Design Corps, e o espírito por trás do programa SEED (Social Economic Environmental Design).

Proposta vencedora para "reanimar as ruínas" da fábrica Packard Motor em Detroit

Ecological Engineering Center Detroit. Cortesia de Parallel Projections
Ecological Engineering Center Detroit. Cortesia de Parallel Projections

A Parallel Projections anunciou os vencedores do concurso "Reanimate the Ruins", um desafio internacional para redesenhar e "imortalizar" a histórica fábrica da Packard Motor em Detroit. O concurso convidou arquitetos a, simultaneamente, honrar a história de Detroit e vislumbrar um futuro tecnológico, social e estético melhor.

O júri selecionou três vencedores e seis menções honrosas. Saiba mais sobre os projetos premiados, a seguir.

Sede Lowe Campbell Ewald / Neumann/Smith Architecture

© Justin Maconochie © Justin Maconochie © Justin Maconochie © Justin Maconochie + 18

Escritórios  · 
Detroit, Estados Unidos

Cinema e Arquitetura: "Robocop (1987)"

Paul Verhoeven pegaria o mundo do cinema desprevenido em 1987, quando atrás de um filme de ação cheio de violência excessiva e um humor grotesco, apresentava uma crítica sócio-política sobre temas tão atuais como os efeitos negativos do capitalismo neoliberal, a corrupção, o narcotráfico e os perigos da tecnologia ao cair nas mãos erradas. As cenas de ação, como uma realização impecável, são vitais e refrescantes para o filme tal qual os cortes informativos onde a sociedade é retratada como um ente que perdeu o rumo e se encontra em total decadência ética e econômica.

A história nos leva para um futuro próximo - ainda vigente - na cidade de Detroit, a qual sofre grande depressão econômica e onde os serviços públicos caíram nas mãos da toda poderosa corporação OCP, a qual controla a cidade sem nenhum reparo. A criminalidade se tornou incontrolável na cidade e com grande poderio de armas de fogo supera de longe a polícia, que sem recursos, se tornam carne de canhão frente ao desejo da OCP de liberar o caminho para sua grande utopia: Cidade Delta.

A ascensão do "Ruin Porn"

Ultimamente os arquitetos têm compartilhado uma fascinação crescente por ruínas. À medida que as tecnologias para imaginar os edifícios do futuro se tornaram mais precisas - nos permitindo não apenas caminhar por eles, sobrevoá-los e dissecar suas paredes, mas também calcular as quantidades exatas de materiais, capacidades estruturais e custos - nossa fascinação por ruínas, um processo governado por leis da natureza e do tempo, espacialmente imprevisível e raramente uniforme, também tem se tornado mais popular.

"Ruin Porn" - fotografias de ruínas urbanas

A atração pelo imperfeito, a fantasia de cidades pós-apocalípticas, a memória das glórias passadas ou simplesmente morbidez. A sobreposição desses motivos originou e vem estimulando uma recente tendência conhecida como ruin porn: um súbito entusiasmo pelo registro fotográfico de ruínas urbanas.

O que há por trás disso? Veja, a seguir, uma série fotográfica ruin porn.

© Ruin Porn © Ruin Porn © Ruin Porn © Ruin Porn + 14

Detroit: mais leve, mais rápido e mais barato. A regeneração de uma cidade [III parte]

Com este terceiro artigo finalizamos a série de postagens, “Detroit: Mais leve, mais rápido, mais barato, a regeneração de uma cidade”. Para ler as postagens anteriores clique nos seguintes links: Parte I e a Parte II

O futuro da cidade de Detroit: a criação de uma estrutura conceitual para a Regeneração LQC (Lighter, Quicly, Cheaper / mais leve, mais rápido e mais barato)

Detroit tem trabalhado duro na construção de uma estrutura conceitual que sirva de base para a revitalização da cidade. O projeto “Detroit Future” influenciou o Plano Diretor de Detroit Future City (DFC) no início de 2013, originando a partir disso um documento forte, íntegro e inovador, destinado a servir de guia para a remodelagem da cidade nos próximos 50 anos. Também se converteu na base conceitual na qual está se erguendo um importante esforço de Placemaking em toda a cidade.

Detroit: mais leve, mais rápido e mais barato. A regeneração de uma cidade [parte I]

Já tratamos anteriormente do conceito LQC (Lighter, Quicly, Cheaper), sigla em inglês para “mais leve, mais rápido e mais barato”. Muitos dos benefícios ou das características desse enfoque podem ser vistos refletidos na mudança que está sofrendo a cidade de Detroit. A seguir apresentamos uma serie de mudanças que estão ocorrendo nessa cidade a partir do PPS.

A cidade de Detroit ainda está lutando com o recente anuncio de falência que domina as manchetes, mas os habitantes de Detroit estão aproveitando a oportunidade que só ocorre quando se alcança o fundo, de poder criar e organizar tudo de novo, da raiz às folhas. Detroit está tomando medidas de formas mais leves, mais rápidas, mais baratas, como primeiro passo para reverter décadas de declive. Em uma cidade que muitas vezes não pode sequer se dar ao luxo de manter as luzes acesas (literalmente), qualquer pessoa que queira pode começar a fazer mudanças. Como o artista, ativista local e fundador do “Projeto Ruela”, Erik Howard diz, “Temos a oportunidade, pois aqui tudo foi acabado ou destruído”.

Detroit pretende converter uma de suas rodovias em uma rua para pedestres

Segundo John Gallagher do Detroit Free Press, Detroit pode muito em breve remover uma das rodovias que cortam seu centro, a I-375, para transformá-la em uma rua mais adequada às necessidades dos pedestres. A mudança trará benefícios aos moradores da região, que tiveram seu bairro isolado de parte da cidade quando a rodovia foi construída em 1964, e segue uma tendência mais ampla de cidades que vêm removendo suas rodovias para regenerar suas áreas centrais. O governo da cidade está trabalhando em conjunto com as partes interessadas e uma proposta deve ser apresentada em meados de 2014. Leia o artigo completo aqui.

Iniciativas sustentáveis para desconstruir Detroit

Como arquitetos geralmente nos vemos como provedores de novos edifícios; também vemos a arquitetura como um modo de remediar as mazelas sociais. Muitos arquitetos, em face a algum problema social, tentam imaginar um projeto que aborde a questão. Mas o que acontece quando o problema é justamente o excesso de edifícios?

Esta é exatamente a situação de Detroit hoje. Devido ao rápido declínio populacional desde seu auge na metade do século XX, a cidade apresenta cerca de 78 mil estruturas e edifícios vazios. Enquanto políticos em outras partes do mundo ganham apoio ao prometer novas construções e crescimento, o Prefeito de Detroit Dave Bing anunciou orgulhosamente seu plano de demolir 10 mil casas abandonadas até o fim de seu mandato.

É certo que esta estratégia será um desperdício. Felizmente, alguns estão aproveitando o melhor da situação, com iniciativas sustentáveis que criam empregos e benefícios econômicos para os habitantes da cidade. 

É hora de imaginar uma Detroit melhor. Os arquitetos estão prontos?

Há uma conexão íntima entre pessoas, poder, pobreza e espaço e não existe uma cidade melhor no mundo para analisar isto do que Detroit. Com a falência iminente não podemos perder de vista as questões humanas que confrontam esta cidade.

Durante décadas o capital e o poder se afastaram do centro de Detroit. Os complexos motivos para tal são de conhecimento geral, portanto não há necessidade de repassá-los aqui. Mesmo diante do fracasso do governo municipal em administrar seus bens corretamente, isto está mudando. Há um movimento lento e hesitante de volta ao centro. Este movimento é um boa notícia por vários motivos: ajudará a reforçar a base tributária, que é o problema financeiro básico que a cidade enfrenta; e o mais importante é que a volta ao centro criará uma conexão espacial mais forte entre o poder e a pobreza que, há um século, não é visto na região.

O poder verá a pobreza e a pobreza o poder. Um sentirá a existência do outro. Eles verão a humanidade de cada lado e serão forçados a reconhecer a responsabilidade compartilhada que carregam por este espaço também compartilhado. É assim que cidades com densa urbanidade e vitalidade operam. Há a aceitação da diversidade em todos os níveis. Barreiras são transpostas e a interação humana encorajada. Assim é como se cultiva a criativdade. A exposição a diversas pessoas, locais e idéias animam e promovem a imaginação e um senso de pertencimento.

Como as “startups” poderiam salvar Detroit

Nos anos 50, Detroit tornou-se mundialmente famosa como a cidade com maior produtividade na indústria mais promissora da época, a automobilística. Rapidamente, esta promessa tornou-se uma realidade que impregnou a cidade de novos arranha-céus, museus, teatros, avenidas, escolas e bairros. Detroit tinha um motor, as gigantes Ford, Chrysler e General Motors.

Observando como Detroit está atualmente, muitos dirão que destes dias pouco ou nada sobrou. O município declarou sua falência porque já não dá conta dos 80 mil edifícios abandonados ou de sua população idosa, que não migrou - como fez a maioria – pois não teria como fazê-lo, já que são as pessoas que mais necessitam dos serviços públicos de saúde, transporte ou segurança – coisas que a cidade não pode prover.

Lições da quebra de Detroit

Acabamos de assistir Detroit, uma cidade outrora símbolo do poder dos Estados Unidos durante o século XX, declarar falência, iniciando os trâmites para liquidar os ativos da cidade e pagar as dívidas aos credores.

Atualmente a cidade possui uma dívida recorde de 18,5 bilhões de dólares, conta com 78 mil edifícios abandonados, 40% da iluminação pública sem funcionar e, além disso, sua população diminuiu pela metade nos últimos 60 anos.

'Redesenhando Detroit: Uma nova visão para um lugar icônico' Proposta Vencedora / Davide Marchetti Architetto

Cortesia de Davide Marchetti Architetto
Cortesia de Davide Marchetti Architetto

Davide Marchetti Architetto compartilhou com a gente sua proposta vencedora do primeiro lugar, entitulada ‘Minicity Detroit’, no concurso Redesenhando Detroit: Uma nova visão para um lugar icônico. Utilizando o tecido urbano do entorno como um gerador de uma nova visão da cidade, seu conceito responde diretamente ao terreno e sua inserção na cidade através da forma física existente e a história para o terreno. Mais imagens e descrição do arquiteto na continuação.

Bienal de Veneza 2012: 13178 Moran Street