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Cidades Verdes: O mais recente de arquitetura e notícia

Por que “infraestrutura leve” é crucial para um mundo pós-carbono

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Dias atrás em Santa Monica, Califórnia, visitantes sentaram-se no pátio sombreado do lado de fora da Prefeitura Leste, esperando por compromissos. Uma delas comeu um gomo da laranja que pegou da árvore acima dela e contemplou as pinturas, fotografias e montagens do outro lado do vidro. A exposição, Lives that Bind, apresentou obras que relatavam o apagamento e sub-representação de artistas locais no passado de Santa Monica. Ela é parte de um esforço do governo municipal para usar o novo Living Building (projetado por Frederick Fisher and Partners) como um catalisador para a construção de uma comunidade ambiental, social e economicamente autossustentável.

Como cidades mais verdes podem ajudar a criar um futuro equitativo?

Compreender os motivos que engendram desigualdades econômicas e sociais em nossa sociedade é um dos tópicos mais controversos e amplamente debatidos no campo do urbanismo. É evidente que esta é uma questão complexa, onde muitos fatores devem ser considerados—sendo um deles a localização e acessibilidade às áreas verdes em uma cidade. Embora parques urbanos sirvam como espaços de convívio e lazer, construindo comunidades, seus benefícios para a saúde pública nem sempre compensam. Em muitos casos, a instalação de áreas verdes se dá às custas de um amplo processo de gentrificação e expulsão das comunidades mais pobres. Neste contexto, nos cabe pensar em soluções que nos permitam construir cidades melhores, mais verdes e principalmente, mais inclusivas e portanto, menos desiguais.

Por que e para quem estamos construindo cidades novas do zero?

Tente imaginar como seria projetar uma cidade inteira do zero; desenhar cada uma de suas ruas, casas, edifícios comerciais, praças e espaços públicos. Uma folha em branco onde tudo é possível e sua única missão é criar uma cidade com identidade própria. Talvez esse seja o sonho de todo arquiteto e urbanista, e para a sorte de alguns poucos felizardos, esse sonho pode muito bem se tornar realidade em um futuro próximo.

Ao longo das últimas duas décadas, cidades inteiras foram construídas do zero em uma escala sem precedentes, a maioria delas na Ásia, Oriente Médio, África e também na América Latina. Além disso, o nosso planeta conta atualmente com mais de 150 novas cidades em processo de implementação. Esta nova tipologia de desenvolvimento urbano tem se mostrado particularmente sedutora em países de economia emergente, iniciativas propagandeadas como elementos estratégicos capazes de impulsionar o crescimento econômico e atrair novos investimentos.

Fachada de terracota de dormitórios de estudantes em Masdar City, projetada por Foster & Partners. Imagem © Tyler CaineProjeto The Line na Arábia Saudita. Imagem © NEOMOceanix City. Imagem © Bjarke Ingels GroupSongdo International Business District, Coreia do Sul. Cortesia de KPF+ 12

BIG e WXY projetam um Brooklyn mais verde e seguro

Bjarke Ingels Group e a WXY architecture + urban design, em colaboração com a Downtown Brooklyn Partnership, imaginaram um novo futuro para a região centra do Brooklyn, em Nova Iorque. A proposta apresenta uma abordagem mais verde e segura voltada para um bairro que privilegie os pedestres.

Cortesia de BIG and Downtown Brooklyn PartnershipCortesia de BIG and Downtown Brooklyn PartnershipCortesia de BIG and Downtown Brooklyn PartnershipCortesia de BIG and Downtown Brooklyn Partnership+ 16

Stefano Boeri Architetti projeta a primeira cidade-floresta inteligente do México

Comissionada pelo Grupo Karim's, e projetada por Stefano Boeri Architetti, a primeira cidade-floresta inteligente do México terá como foco a inovação e a qualidade ambiental. A cidade busca um equilíbrio entre áreas verdes e construídas e é completamente auto-suficiente em alimento e energia.

Cortesia de The Big PictureCortesia de Stefano Boeri ArchitettiCortesia de Stefano Boeri ArchitettiCortesia de The Big Picture+ 8

São Paulo, Londres, Tel Aviv: comparando a cobertura vegetal de 10 metrópoles mundiais

Nova Iorque. Imagem via flickr de "quintanomedia"licença CC BY 2.0
Nova Iorque. Imagem via flickr de "quintanomedia"licença CC BY 2.0

Ao longo dos últimos dois anos, pesquisadores do MIT Senseable City Lab em Cambridge, Massachusetts, têm usado os dados do Google Street View para estudar algumas das cidades mais importantes do mundo em termos de cobertura vegetal. Desenvolvido em colaboração com o Fórum Econômico Mundial, o “Treepedia” busca promover a conscientização sobre o papel das árvores na vida urbana e questiona como os cidadãos podem contribuir com o processo de tornar seus bairros mais ecológicos.

A lista cada vez maior analisa cidades de todo o mundo através de um dado chamado "Índice de Visão Verde", que usa panoramas do Google Street View para avaliar e comparar a cobertura verde das zonas urbanas. Através do monitoramento da cobertura das árvores, os cidadãos e planejadores podem ver quais áreas em sua cidade são mais ou menos verdes, comparar com outras cidades e desempenhar um papel mais ativo na melhoria do ambiente construído. 

Cidades híbridas: Refletindo sobre os ecossistemas locais

Land Sparing of Tokyo's Yoyogi Park. Image Courtesy of Flickr CC user spektrograf
Land Sparing of Tokyo's Yoyogi Park. Image Courtesy of Flickr CC user spektrograf

Mais da metade da população mundial vive hoje nas cidades e a tendência é que este número aumente nos próximos anos. Tal mudança traz consigo implicações dramáticas que afetam os sistemas de permeabilidade de água no solo, polinização, redução de ruído, purificação do ar e regulações de temperatura, entre outros. Um novo estudo publicado por The Ecological Society of America, baseado em uma pesquisa conduzida pela University of Exeter e pela Hokkaido University, se aprofunda nos modos como a ocupação urbana do solo interfere nos sistemas ecológicos, e como podemos respeitar essas funções essenciais. O principal foco é uma comparação das táticas dicotômicas do espraiamento das cidades dos EUA versus o urbanismo denso e bem definido da Europa.

Saiba mais sobre o estudo e as soluções que ele oferece, a seguir.