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CIAM: O mais recente de arquitetura e notícia

Brasília e Chandigarh: duas utopias modernistas separadas por um oceano

Entre as décadas de 1950 e 1960 foram construídas duas cidades que marcariam a história da arquitetura e do urbanismo. Filhas de um mesmo conceito, mas separadas por mais de 14 mil quilômetros, Brasília, no Brasil, e Chandigarh, na Índia, embebidas pelos princípios modernistas, foram planejadas e erguidas do zero.

Ao surgirem em um contexto de profundas transformações políticas e sociais, no qual diversos países buscavam reformular suas capitais como símbolos de progresso, ambas as cidades assumiram um papel estratégico. Por meio da linguagem arquitetônica adotada, reafirmavam narrativas ideológicas e identitárias vinculadas ao poder do Estado.

Tratava-se de cidades criadas em abstrato, seguindo uma visão utópica. Seriam urbes vanguardistas, livres das deficiências que assolavam as cidades de meados do século XX, exemplificando princípios estéticos que refletiriam ideologias políticas progressistas e que abraçariam novas tecnologias – principalmente o automóvel.

No entanto, essa promessa de futuro acabou gerando grandes desafios. Dificuldades que, claro, refletem os percalços sociais e econômicos dos seus países, mas também pode se dizer que são "temperadas" por uma ideia modernista que hoje é colocada em discussão.

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As dificuldades do desenho ambiental e da arquitetura

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Este artigo foi originalmente publicado em Common Edge e traduzido por uma inteligência artificial.

Não há poucos deslizes no léxico da arquitetura, e a palavra "arquitetônico" está entre os primeiros da lista. Problemas inevitavelmente surgem quando o adjetivo substitui o substantivo. Isso acontece mais do que se pensa, especialmente nos últimos tempos. Outra questão surge quando, devido em parte a uma pequena falha linguística, a arquitetura é entendida como algo distinto do edifício, abstendo-se da concretude do mundo físico. 

O legado de Jane Drew: uma pioneira para mulheres na arquitetura

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Em 1950, Le Corbusier foi convidado a projetar a nova capital do estado indiano de Punjab, a cidade de Chandigarh, após sua separação e recente independência. A oportunidade de criar uma nova utopia foi inigualável e agora é vista como uma das maiores experiências urbanas da história do planejamento e da arquitetura. A cidade foi formada por padrões viários em retícula ortogonal, de estilo europeu, e edifícios em concreto aparente — o auge dos ideais de Corbusier ao longo de sua carreira. Mas o que é menos conhecido sobre a concepção e realização de Chandigarh foi a mulher que trouxe para o projeto sua experiência em projetar habitações sociais em toda a África. Por três anos, trabalhando ao lado de Corbusier e ajudando-o a projetar alguns dos edifícios mais conhecidos de Chandigarh, esteve Jane Drew.

A síndrome de Brasília: Jan Gehl tem razão? / Sérgio Ulisses Jatobá

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Em matéria recente no ArchDaily Brasil, o urbanista Jan Gehl afirma que Brasília “ é fantástica vista de um helicóptero, mas do chão, onde vivem as pessoas, Brasília é uma merda." Em seu conhecido livro Cidade Para as Pessoas, publicado em 2013 no Brasil, Gehl admite que “vista do alto, Brasília é uma bela composição”, mas “a cidade é uma catástrofe ao nível dos olhos”, acrescenta. “Os espaços urbanos são muito grandes e amorfos, as ruas muito largas, e as calçadas e passagens muito longas e retas” [1].

Gehl criou o termo “Síndrome de Brasília” para designar a inexistência ou a desconsideração do que ele conceitua como a escala humana no planejamento urbano modernista, tomando a capital do Brasil como seu mais destacado exemplo. 

O que podemos aprender com o "novo brutalismo" dos Smithsons em 2014?

Alison Gill, posteriormente conhecida como Alison Smithson, foi uma das arquitetas brutalistas mais influentes da história. No ano em que completaria 86 anos, investigaremos como o impacto de sua arquitetura, produzida em parceria com Peter Smithson, ainda ressoa no século XXI, sobretudo no Pavilhão Britânico da Bienal de Veneza deste ano. Com o edifício Robin Hood Gardens, em Londres - um de seus mais famosos projetos de habitação social em grande escala - ameaçado de demolição, como pode seu estilo - aclamado por Reyner Banham em 1955 de "novo brutalismo", influenciar futuros projetos de habitação?

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