Athos Bulcão foi um dos artistas mais emblemáticos a terem trabalhado na construção da imagem de Brasília. Muitas de suas obras – sobretudo os murais – são pioneiras no sentido de apresentarem uma estética carregada de implicações sociais e políticas: seus trabalhos são fruto de uma interação profunda entre o artista e a mão de obra que constrói a obra, isto é, o operário.
Imagem da nova capital planejada do Egito, por SOM. Imagem Cortesia de SOM
Sob a ameaça do fim da hegemonia de 1046 anos do Cairo como capital do Egito, mês passado o governo do Egito anunciou suas intenções de criar uma nova capital, ainda a ser nomeada, a leste do Cairo. A promessa da "Nova Cairo", com uma escala absurda de mais de 700 quilômetros quadrados, atraiu manchetes ao redor do mundo; um empreendimento de 45 bilhões de dólares em habitação, comércio, marcos emblemáticos - entre os quais um parque temático maior que a Disneylândia - projetados para atrair turistas de todas as partes do globo. E é claro, os planos incluem a promessa de residências para, pelo menos, 5 milhões de residentes, com um vasto número de escolas, hospitais e edifícios religiosos e comunitários que uma cidade moderna requer, fazendo a nova capital do Egito a maior cidade planejada da história.
A ideia de construir uma nova cidade capital surgiu em diversos governos na história; uma forma de começar do zero, estimular a economia e colocar visões próprias de mundo em pedra e concreto. Até mesmo a antiga Cairo foi fundada com propósito de ser a cidade capital, embora o desenho urbano tenha sido alterado desde então. E continua a mudar hoje; veja a lista completa de diferentes formas de construir uma cidade totalmente nova, a seguir.
A ideia do Plano Piloto de Brasília pode ter surgido "já pronta", segundo seu autor, mas se apoia numa vasta cultura teórica e está inserida no contexto do pensamento da sua época. Das cidades-jardins à separação do tráfego e da monumentalidade clássica à destruição do quarteirão, é um universo amplo e, por vezes, contraditório que está sintetizado no projeto de Brasília.
"Um documentário apresentado por Reggie Watts e Carolina Ravassa, Brasilia leva os espectadores a um rápido passeio pela emblemática capital do Brasil. Abordando tópicos que vão da arquitetura às práticas cerimoniais religiosas, Reggie e Carolina passam por algumas das paisagens humanas mais impressionantes do mundo, tomando lições sobre a cultura, práticas e hábitos dos brasilienses. Com uma trilha sonora de sintetizadores dos anos 60 e 70, Brasilia expõe alguns fatos exóticos dessa utópica cidade situada no coração da América do Sul." - Reggie Watts via Indiewire.
“Na esteira da industrialização, surgiram novos materiais e novas formas de se estruturar a vida nas cidades. A arquitetura e o urbanismo encamparam com entusiasmo o modernismo, criando artefatos que impactariam para sempre a história. Brasília é um exemplo vivo dessa fase e a Superquadra se consagra como uma das mais abarcantes e longevas experiências modernistas. Entretanto, a expansão da cidade vem desconsiderando a proposta e o conhecimento gerado sobre como se fazer uma cidade melhor.”
É assim que Mário Salimon apresenta seu curta-metragem “Superquadras”, lançado há pouco mais de três meses com o apoio financeiro do Fundo de Apoio à Cultuda do Distrito Federal (FAC-DF).
O edifício caracteriza-se por um volume de concreto aparente com vinte e cinco metros de altura e planta triangular com lado de cinquenta metros de comprimento, sustentado por três pilares que nascem com uma seção trapezoidal e se abrem plasticamente na forma de V para criar dois pontos de apoio. As partes internas dos pilares servem de ligação e suporte para a torre metálica, composta por uma pirâmide de base hexagonal variável e altura de cento e noventa e dois metros, completando os duzentos e dezessete metros totais do projeto.
O conjunto edificado está dividido em três volumes principais distintos. O primeiro é predominantemente horizontal e acompanha o traçado irregular do terreno: a oficina. O segundo volume é vertical: uma torre de escritórios com cinco pavimentos. Os dois volumes estão conectados por meio de corredor externo protegido por uma cobertura plana em concreto. O terceiro volume abriga o posto de gasolina.
Hoje seria o 83º aniversário de João Filgueiras Lima, o Lelé. Para celebrar, inauguramos hoje com o Hospital de Taguatinga nossa seção dos Clássicos da Arquitetura de 2015 com uma série de projetos do arquiteto, que serão apresentados nas próximas semanas.
Em homenagem àquele que foi, sem dúvida, um dos maiores arquitetos da história brasileira, apresentamos sua memorável trajetória que ajudou a construir o Brasil e o Mundo. Seus feitos confirmam o porquê de ser seguido e louvado por muitos, mas não desvendam a magia da resistência ao tempo e a incansável vontade de projetar.
Veja a seguir a trajetória de vida e obra de Oscar Niemeyer.
Os arquitetos Paulo Mendes da Rocha e Eduardo Souto de Moura, ambos vencedores do prêmio internacional Pritzker, estarão em Brasília para participar do painel “A Contribuição da Arquitetura e do Urbanismo na Construção de Identidade Cultural da Nação”, que abre o3° Encontro do CAU/DF. O evento terá como mediador o arquiteto e urbanista Sérgio Parada e ocorrerá no Cine Brasília, no dia 18 de novembro, às 20h.