O Prêmio Mies Crown Hall Americas anunciou a lista completa de jurados para sua quarta edição, presidida por Sandra Barclay da Barclay and Crousse Architecture. Também anunciou as 200 obras construídas na América do Norte e do Sul indicadas para o MCHAP 2022 e os 50 projetos indicados para o MCHAP.emerge 2022.
Começou a construção do Instituto Goethe em Dakar, projetado por Kéré Architecture. O projeto é o primeiro espaço construído especificamente para a associação cultural alemã e centro de intercâmbio em seus mais de 60 anos de atividade global. Localizada em uma área residencial e com um exuberante jardim, a estrutura de dois andares é moldada pela copa das árvores e está sendo construída com tijolos de laterita, uma rocha local residual com qualidades isolantes que ajudam a regular passivamente o clima interno. O projeto fornecerá espaços para uma ampla gama de atividades, desde exposições e cursos de idiomas a concertos e encontros, tudo isso com base na paisagem cultural do Senegal.
A Prefeitura de Paris aprovou o projeto paisagístico de Gustafson Porter + Bowman para os arredores da Torre Eiffel. O projeto é resultado de uma competição internacional de 2019 que buscou redesenhar o eixo de 2 quilômetros que leva à Torre Eiffel, conectando Place du Trocadéro, Palais de Chaillot, Pont d'Iéna, Champ de Mars e a Academia Militar. O plano paisagístico redefine este icônico espaço verde em Paris, aumentando as áreas verdes em 35% e adicionando mais de 200 novas árvores, além de tornar a ponte de Iena exclusiva para pedestres.
Pistas de patinação e gelo combinam temperatura, atmosfera e estruturas. Entre esporte e lazer, esses espaços são projetados em torno da experiência e do tempo como alguns dos espaços públicos mais interativos. Como uma arquitetura de recreação e lazer, os centros de patinação também abrigam uma variedade de esportes. Hoje, a arquitetura dos espaços de patinação engloba uma gama de programas e abordagens formais que definem algumas das atividades mais emblemáticas e sociais.
Embora as mulheres constituam metade da população, elas não são igualmente representadas quando imaginam, planejam, projetam e constroem o ambiente construído em todo o mundo. Prosperando para reequilibrar as forças e fechar a lacuna da desigualdade de gênero, o mundo está se movendo lentamente, mas seguramente para um futuro mais diversificado, equitativo e inclusivo. Olhando para 2021, este ano viu a seleção de Lesley Lokko como curadora da Bienal de Veneza 2023, Anne Lacaton ganhando com seu parceiro Jean-Philippe Vassal o Prêmio Pritzker 2021, a 6ª mulher a receber o prêmio, e o Museu MAXXI celebrando o papel transformador das arquitetas na evolução da profissão ao longo do último século.
O Dia Internacional da Mulher 2022, segundo a ONU, está centrado na “Igualdade de gênero hoje para um amanhã sustentável”, com foco nas mulheres envolvidas na construção de um futuro sustentável, enquanto a plataforma oficial de 8 de março concentra seus esforços em quebrar o preconceito e eliminar a discriminação. Reconhecendo a cada dia a força feminina que molda o ambiente construído, neste ano, o ArchDaily, por outro lado, voltou-se para seu público global, buscando informações para lançar luz sobre ainda mais mulheres arquitetas, dos quatro cantos do mundo. Sempre tentando alcançar novos domínios, esta seleção de 25 profissionais busca ajustar a narrativa histórica, destacando as pioneiras do campo, apresentar profissionais estabelecidas moldando o mundo em que vivemos e compartilhar perfis de ativistas e acadêmicas envolvidas na mudança.
A Universidade de Indiana inaugurou uma nova instalação acadêmica para a Eskenazi School of Art, Architecture + Design — um projeto de Mies van der Rohe recentemente redescoberto. O desenho, do ano de 1952, era originalmente destinado a um espaço de confraternização no campus da IU de Bloomington. Para ser adaptado às normas atuais e suas novas funções sem descaracterizar a proposta de Mies van der Rohe, o projeto foi entregue ao escritório nova-iorquino Thomas Phifer and Partners. O edifício de dois andares e 930 metros quadrados já foi oficialmente aberto para alunos e professores.
No projeto original para a Ópera de Sydney, Jørn Utzon imaginou as conchas suportadas por nervuras de concreto pré-moldado sob uma estrutura de concreto armado, o que se revelou proibitivamente caro. Sendo um dos primeiros projetos a utilizar cálculos computacionais, a solução final atingida em conjunto entre o arquiteto e o engenheiro estrutural consistiu em um sistema nervurado pré-moldado de cascas de concreto criadas a partir de seções de uma esfera. Já no Museu Guggenheim de Bilbao, a equipe de projeto utilizou o software CATIA - utilizado principalmente pela indústria aeroespacial - para conseguir modelar e materializar as complexas formas curvilíneas do volume revestido em titânio projetado por Frank Gehry. Projetos desafiadores tendem a suscitar a criatividade dos envolvidos para torná-los possíveis. Mas há sistemas construtivos que interagem bem com as tecnologias existentes. É o caso, por exemplo, da madeira engenheirada e do sistema BIM. Ao serem utilizados simultaneamente, costumam atingir projetos altamente eficientes e sustentáveis.
Cozinha Americana, 1946. Autor: Harris & Ewing, fotógrafo. N STREET, KITCHEN. [Entre 1905 e 1945] Fotografia. Recuperado da Biblioteca do Congresso dos EUA [www.loc.gov/item/2016861773/]. Imagem em Domínio Público [PD US Government]. Image via Wikimedia Commons
A descoberta do fogo foi um dos grandes acontecimentos que mudou a organização social dos aglomerados humanos, que passaram aos poucos do nomadismo ao sedentarismo. O fogo, que naquele contexto servia para manter as pessoas aquecidas e proteger o grupo, foi também sendo explorado como fonte de cocção de alimentos, o que não só mudou os hábitos alimentares dos humanos, como também possibilitou a conservação de mantimentos, alterando a organização social das comunidades. O preparo e as refeições eram atos coletivos, que reuniam as pessoas para se alimentar, se aquecer e se proteger. É desse hábito que herdamos a prática dos grandes banquetes e a valorização da alimentação e do momento de refeição. A preparação dos alimentos, em contrapartida, foi sendo paulatinamente marginalizada.
Ao passo que egípcios, assírios, fenícios, persas, gregos e romanos compartilhavam do hábito de realizar grandes banquetes, o preparo ganhava cada vez menos prestígio, perdendo sua dimensão social coletiva até ser fisicamente segregado em um cômodo específico: a cozinha.
Em cada uma das nossas narinas dois tipos de nervos assumem uma função imprescindível à nossa saúde. Os nervos olfativos e trigêmeos captam os odores e enviam informações ao cérebro, mais especificamente ao bulbo olfativo, para interpretação. Por sua vez, este se comunica com o córtex, responsável pela percepção consciente dos odores, mas também com o sistema límbico, que controla o humor e as emoções inconscientes. Esta é uma defesa do corpo quanto a maus cheiros ou odores irritantes ou fortes demais, criando aversão aos que poderiam nos prejudicar de alguma forma.
Mas nem todos os poluentes podem ser detectados neste sistema sofisticado e estes possuem uma capacidade intrínseca de influenciar positiva ou negativamente nossa saúde. De fato, pesquisas têm demonstrado que a qualidade do ar pode ser bastante pobre e até preocupante em muitos ambientes fechados, onde passamos cerca de 90% da nossa vida. Geralmente isso é causado por uma ventilação inadequada do espaço, poluição externa, contaminantes biológicos mas, principalmente, contaminantes químicos de fontes internas. Ou seja, dos materiais de construção utilizados no espaço. Há alguns produtos que devem ser evitados, sempre que possível.
Tem algo muito errado quando as ruas mais bonitas do Brasil seriam proibidas de serem construídas hoje em dia. Isso mesmo, a quase totalidade dos Planos Diretores brasileiros proíbe qualquer um de nós de construir casas e prédios com as características que fizeram essas ruas serem eleitas as mais bonitas do Brasil.
O Thermal Energy Center na sede da Microsoft em Redmond, Washington, alimenta o campus quase inteiramente por meio de eletricidade fornecida por trocas de energia geotérmica. O projeto funciona como um programa piloto para a Calculadora de Carbono Incorporado na Construção (EC3), um banco de dados gratuito de EPDs de construção e calculadora de impacto de construção correspondente.
A crescente demanda dos consumidores por transparência — especialmente em torno da sustentabilidade e das práticas ambientais — traz implicações para as indústrias, desde vestuário até produtos de saúde. A Mars Inc. lançou recentemente um mapa de abastecimento de cacau para combater o desmatamento e aumentar a responsabilidade da empresa. Além disso, o Índice de Transparência da Moda incentiva as empresas de vestuário a serem mais transparentes sobre seus esforços sociais e ambientais.
Agora é hora da indústria da construção civil, caracterizada pela falta de informações sobre os materiais e práticas utilizadas na construção e durante todo o ciclo de vida de um edifício, recuperar o atraso. O custo da ausência de ação é muito alto para ser ignorado. Isso porque os edifícios respondem por 39% do total das emissões globais de carbono. Tradicionalmente, maior parte dos esforços de redução de carbono na construção civil se concentra no uso operacional de carbono — o uso diário de energia de um edifício responde por cerca de 28% das emissões. Os 11% restantes vêm do que é frequentemente ignorado: o carbono incorporado.
https://www.archdaily.com.br/br/976266/estrategias-para-reduzir-o-carbono-incorporado-no-ambiente-construidoPeter Alspach, Margaret Montgomery
O ato de projetar implica em não apenas desenhar, mas construir. Carrega – ou deveria carregar – consigo o mesmo rigor e complexidade da execução no canteiro de obras. É nisso que acreditam Francisco Rivas e Rodrigo Messina, sócios do messina | rivas, firma com sede em São Paulo que já soma reconhecimentos nacionais e internacionais, selecionada também entre os melhores novos escritórios de 2021 pelo ArchDaily.
Formado por um brasileiro e um argentino que se conheceram no Paraguai enquanto trabalhavam no Gabinete de Arquitectura, o escritório é conhecido por obras como a Capela Ingá-Mirim, finalista do Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake AkzoNobel 2020 e do Prêmio Oscar Niemeyer 2020, e a Sauna São Roque. Mais recentemente, foi eleito vencedor do concurso para o Museu Marítimo do Brasil junto ao escritório argentino Ben-Avid.
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio Sara conversa com o arquiteto Adalberto Dias sobre o projeto do Funicular dos Guindais no Porto. Ouça a entrevista completa e leia parte da transcrição da conversa, a seguir:
O ensino de arquitetura não trata apenas de aprender como projetar e construir edifícios, mas oferece uma perspectiva totalmente nova sobre nosso ambiente construído e sobre como o projeto pode contribuir para criar espaços e experiências de qualidade. Além disso, parte do conhecimento em arquitetura pode ser utilizada como um recurso para criar outras configurações espaciais além do edifício tradicional, abrindo um mundo diversificado de possibilidades em termos de espacialidade e materiais.
A relação da humanidade com os insetos é antiga e complexa. Enquanto eles podem disseminar doenças e arrasar plantações, também são vitais para nossa sobrevivência no Planeta Terra, como polinizadores e recicladores. Edward Osborne Wilson, importante biólogo norte-americano, afirmou, em um de seus artigos, que “se os insetos desaparecessem, quase todas as plantas com flores e as teias alimentares que elas sustentam desapareceriam. Essa perda, por sua vez, causaria a extinção de répteis, anfíbios, aves e mamíferos: na verdade, quase toda a vida animal terrestre. O desaparecimento de insetos também acabaria com a rápida decomposição da matéria orgânica e, assim, interromperia a ciclagem de nutrientes. Os humanos seriam incapazes de sobreviver.”
Sobretudo com as abelhas a opinião pública tem mudado nos últimos anos e sua importância para a produção de alimentos tem acendido alertas sobre o uso indiscriminado de venenos e agrotóxicos pelo mundo. Mas diferente da natureza, com meandros e inúmeras possibilidades de locais para repouso, nossas cidades e edifícios modernos geralmente não criam bons locais para receber os insetos, e mesmo pássaros ou outros animais. A empresa inglesa Green&Blue tem trabalhado nisso e criado refúgios para incorporar a natureza às nossas edificações. Conversamos com eles para entender sobre estes produtos.
Após décadas de crises socioculturais e econômicas em todo o mundo, a comunidade arquitetônica percebeu que é hora de "projetar como se ela se importasse". E com isso, abraçou um movimento que viu arquitetos e designers usarem suas habilidades a fim de desenvolver soluções para crises humanitárias, desde a construção de habitações modulares e mapeamento de paisagens, até o desenvolvimento de aplicativos ou documentários, tudo de um ponto de vista altruísta. Mas, já que, o trabalho pro bono ainda não está enraizado no ethos da arquitetura, como os arquitetos romperam com o modelo tradicional de arquitetura “corporativa” e estabeleceram uma forma de garantir a responsabilidade ética pelo bem-estar humano?
Você já deve ter ouvido algum colega arquiteto afirmar que escolheu cursar arquitetura pelas inúmeras possibilidades de atuação que este diploma permite. O campo da arquitetura é, de fato, muito extenso, por meio do qual é possível enveredar não apenas pelas atribuições mais “tradicionais”, mas também se aventurar em diversas especificidades que compreendem o papel do arquiteto e urbanista.