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Architecture Drawing Prize: O mais recente de arquitetura e notícia

World Architecture Festival anuncia os vencedores do Prêmio de Desenho Arquitetônico 2019

O World Architecture Festival anunciou recentemente os vencedores da terceira edição do Architecture Drawing Prize, com menção especial para o arquiteto alemão Anton Markus Pasing, quem recebeu o grande prêmio pelo trabalho intitulado ‘City in a box: paradox memories’.

Além de ser coroado com o grande prêmio do concurso, Anton Markus Pasing recebeu o primeiro prêmio na categoria Desenho Digital. O alemão é conhecido por uma abordagem da arquitetura pra lá de experimental, misturando projeto, design, protótipos e artes plásticas. ‘City in a box: paradox memories’ é uma representação de uma cidade desconhecida, carregada de histórias as quais encontram-se contidas em uma grande caixa. Na concepção de Pasing, a cidade-caixa encontra-se em um ‘estado intermediário’, ou seja, ela pode existir e não existir ao mesmo tempo, ser real e fictícia simultaneamente. O próprio artista acrescenta: “Eu sou fascinado pelos processos digitais e os utilizo de diversas formas para desenvolver meu trabalho. Estes processos me permitem obter representações complexas além de me permitirem criar narrativas visuais que de outra forma não seria possível. Não estou preocupado em construir respostas ou soluções, mas criar projetos capazes de levantar outras questões ou simplesmente para ilustrar minhas próprias histórias.”

Yat Chi Tse, 'Perspective of various designs for Hong Kong Palace Museum as if they were models in a site office'. Digital commendedDenis Andernach, 'Stelzenhaus III  (stilt-house)'. Hand-draw commendedJerome Xin Hao Ng, ‘Metabolist of a Dementia Nation’, the winner of the Hybrid categoryAnna Heringer, ‘Masterplan Rudrapur, Bangladesh’, winner of the Hand-drawn category+ 13

Desenhos à mão livre: o valor da interpretação emocional na arquitetura contemporânea

Um século depois a ideia convincente de que a arquitetura moderna surgiu como uma fênix cegamente branca, cristalina e perturbadora em meio à morte e à destruição da Primeira Guerra Mundial é, talvez, familiar. No entanto, os esboços a carvão e as montagens em chiaroscuro que Mies van der Rohe fez durante e após a época do concurso para o arranha-céu de Berlim Friedrichstrasse de 1921-22, mantêm o poder de chamar a atenção, provocar e perturbar mesmo em nossa era de imagens impressionantes produzidas por e com programas de computador.

O que é mais notável nesses desenhos visionários centenários é que eles retratam um tipo de construção futura, à beira do etéreo e mais ou menos impossível de se fazer naquele momento, nos materiais de desenho mais terrenos. Foi um golpe de gênio usar o carvão para evocar uma arquitetura de leveza que emergia das brasas das trincheiras que revolucionariam a maneira como moldamos prédios altos e com eles as ruas de nossa cidade. Tal é o poder do desenho à mão livre.

Anneke Vervoort, Landschaftspark, Duisburg, Alemanha, 2016, Aquarela e tinta da Índia, 13 x 19 3/4 inChris Dove, Rooves of Venice, 2015, Caneta e tinta, 27 1/2 x 19 3/4 inNataly Eliseeva, City dovecote, architectural fantasy, 2010, Caneta e tinta, 7 7/8 x 11 3/4 inStefan Davidovici, Imaginary Jerusalem, 3, 2010, Tinta sobre papel, 8 1/4 x 11 3/4 in+ 7