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Arch Daily Topic 2021 Interiores E Bem Estar: O mais recente de arquitetura e notícia

Retorno às origens: interiores que exploram fogo, água, terra e ar

“Fique em casa”. Esse é o slogan que tem regido nossa vida no último ano, uma palavra de ordem que nos fez ressignificar a casa como refúgio, como abrigo, como proteção. Nessa nova condição instaurada, muito se tem discutido sobre o importante papel da arquitetura e do design de interiores para a promoção do bem-estar físico e mental dos seus ocupantes.

Voltamos nossos olhos e nossos esforços para inúmeras estratégias espaciais – das mais elaboradas às mais simples – que nos prometiam devolver a vocação de refúgio aos nossos lares. Em meio a essa busca, e apesar de estarmos vivendo na era mais tecnológica de todos os tempos, curiosamente, voltamos nossa atenção ao mais elementar, como um retorno às origens.

Fuente de los Amantes. Imagem © Flickr de EspartaCasa Viewing Back / HYLA Architects. © Derek SwalwellCasa de Veraneio Shikor / Spatial Architects. © Asif SalmanCasa 6M / Jannina Cabal. © JAG Studio+ 21

Estratégias de conforto lumínico aplicadas em projetos residenciais

A incidência solar é uma das variáveis mais importantes a serem consideradas em projetos de arquitetura pois impactam uma série de decisões que vão desde a orientação da edificação no terreno à especificação das esquadrias. Nesse sentido, o estudo adequado não apenas da incidência, mas também da trajetória do sol é fundamental para promover o conforto lumínico nos ambientes internos de um edifício.

Residência NB / Jacobsen Arquitetura. Imagem: © Fernando Guerra | FG+SGCasa s/d nº01 / Vão. Imagem: © Pedro KokResidência KS / Arquitetos Associados. Imagem: © Joana FrançaCasa Atlântica / AR Arquitetos. Imagem: © Federico Cairoli+ 7

A forma segue o bem-estar: projeto baseado em traumas e o futuro do design de interiores

Muitos arquitetos e arquitetas são conscientes da importância de se levar em conta todos os sentidos humanos quando projetam seus espaços e edifícios. Ao abordar a percepção espacial do usuário como o resultado de uma somatória de diferentes sensações, a qual não pode ser reduzida a mera experiência visual do espaço, arquitetas e arquitetos são capazes de projetar edifícios e espaços cada vez mais inclusivos e acessíveis. Felizmente, ao longo das últimas décadas testemunhamos na arquitetura um enorme salto em relação a construção de espaços e edifícios mais acessíveis e acolhedores, principalmente em se tratando de pessoas com algum nível de restrição motora, porém, ainda estamos devendo muito em relação aos usuários com limitações cognitivas ou que passaram por algum tipo de experiência traumática.

A cura de pessoas com traumas não é nada simples e tampouco há um tratamento específico que possa servir à todos os pacientes. Nestes casos, a recuperação é uma longa jornada e que exige muito esforço do indivíduo, de tudo e todos ao seu redor. Muitas vezes, as vítimas de trauma são aconselhadas a passar mais tempo ao ar livre, em contato direto com a natureza. Mas e os espaços interiores? Considerando que atualmente a maioria de nós costuma passar praticamente 90% do tempo em espaços fechados, é imprescindível que a arquitetura destes ambientes de cura também seja concebida para promover a eficácia dos processos terapêuticos. Embora a primeira imagem que nos vem à mente seja um espaço com iluminação e ventilação natural abundante, materiais naturais e cores neutras, será mesmo que estes espaços contribuem para os processos de cura?

O design estratégico deve refletir uma nova cultura de trabalho pós-pandemia

Após mais de um ano nesta experiência mundial de trabalhar em casa, ainda não encontramos a fórmula perfeita para que a força de trabalho retorne aos respectivos escritórios. Além disso, não apenas a situação do "trabalhar em casa" - Working From Home (WFH) durou mais do que o previsto, mas também se incorporou à maneira como trabalharemos para sempre. À medida que as vacinas são lançadas, os líderes de diversas organizações devem agora considerar seriamente como lidar com o retorno de seus funcionários ao escritório físico.

Evolução da planta residencial: da Revolução Industrial ao período entre Guerras

A introdução de novas técnicas e materiais, juntamente com as inovações na infraestrutura, resultantes da revolução industrial, abriu o caminho para a habitação vertical. Investigando especificamente um período de tempo em que um fluxo populacional foi direcionado para as cidades e as divisões de classes sociais foram questionadas, este artigo analisa a evolução da planta residencial na Europa entre 1760 e 1939.

Estudando a transformação da unidade habitacional durante a revolução industrial até o período entre guerras, este artigo destaca quatro exemplos proeminentes que repensaram os layouts tradicionais e responderam aos desafios de sua época. Ainda hoje influentes, os modelos mencionados, restaurados para uso, fazem parte do tecido urbano do século XXI. Localizados em Londres, Paris, Amsterdã e Moscou, as plantas mostram os padrões de bem-estar interior em constante mudança, diretamente ligados a uma metamorfose mais ampla, equalizando e proporcionando o crescimento das populações urbanas. Descubra a evolução das unidades habitacionais, desde as casas geminadas até as cidades-jardim da Inglaterra; o Bloco de Haussmann, uma vida vertical para uma burguesia moderna; a Extensão de Amsterdã, das Alcovas aos Blocos de Habitação Social; e a Transition Type House na Rússia.

Ilustração antiga da Rue de la Paix, em Paris, antes da inauguração da Rue de l'Imperatrice. Criado por Provost, publicado em L'Illustration, Journal Universel, Paris, 1868. Imagem via Shutterstock/ by Marzolinovia BirminghamLiveA rue des Moineaux em 1860 (clichê Marville) antes da abertura da avenue de l’Opera. Imagem via Urban Forms: The Death and Life of the Urban Block by Ivor Samuels, Phillippe Panerai, Jean Castex, Jean Charles DepauleResidências "Eigen Haard", Spaarndammerplantsoen, Amsterdã, Estado Original, 1915. Imagem via Wikimedia+ 21

Precisamos da psicologia para construir espaços saudáveis e agradáveis de viver

O que faz de um projeto de interiores um espaço saudável tanto para a nossa mente quanto para o nosso corpo? Essa foi a questão central do nosso tópico do mês de março “Interiores e bem estar”.

Por que meu escritório é tão frio? Elementos que contribuem para o bem-estar nos espaços de trabalho

Se por questões de trabalho você precisa passar o dia todo dentro de um escritório, então você provavelmente já está acostumado a passar ou muito frio ou muito calor. Enquanto alguns de seus colegas reclamam que o escritório é uma verdade uma sauna, outros afirmam que é impossível sobreviver ao inverno sem um bom cobertor e um aquecedor para esquentar os pés. Em certos casos há ainda aqueles que nunca chegam a um consenso a respeito da temperatura ideal do ar-condicionado. Fato é que a sensação de conforto varia muito de pessoa para pessoa, isso sem mencionar as preferências pessoais em relação às condições de iluminação e outros tantos fatores ambientais que, ao que tudo parece, jamais chegaremos a um consenso.

Para além da iluminação artificial: museus que exploram os benefícios da luz natural

O desenvolvimento de um projeto de iluminação para os espaços expositivos de museus pode revelar-se uma tarefa bastante desafiadora, pois, ao mesmo tempo, a luz deve ser responsável por valorizar o espaço, preservar ao máximo a integridade das obras e enfatizá-las de forma a fornecer ao visitante as melhores condições para a sua fruição.

Além de possuir o mais alto CRI (Índice de reprodução de cor), a luz solar atribui uma sensação de conforto e bem-estar aos usuários de determinado espaço. Assim, em espaços expositivos, a iluminação natural é importante tanto para revelar com precisão as cores dos objetos expostos — o que adquire particular relevância ao tratar-se de obras de arte — como para proporcionar uma maior sensação de conforto aos visitantes, possibilitando uma leitura clara daquilo que está exposto.

Museu Jumex / David Chipperfield Architects. Imagem: © Simon MengesMuseu Cantonal de Belas Artes / BAROZZI VEIGA. Imagem: © Simon MengesMuseu de História Natural Yingliang Stone / Atelier Alter Architects. Cortesia de Atelier Alter ArchitectsMuseu de Belas Artes das Astúrias / Francisco Mangado. Imagem: © Pedro Pegenaute+ 13

Espaços de cura na China: o papel da arquitetura na experiência sensorial do espaço

Quais são os elementos e qualidades que fazem de um determinado espaço um lugar capaz de promover o nosso bem estar físico e mental? Como podemos projetar espaços saudáveis para o nosso corpo e para a nossa mente? O que faz de um espaço agradável de se viver e sustentável ao mesmo tempo?

Essas são algumas das questões que não podemos esquecer de considerar quando projetamos nossos espaços e edifícios em uma era onde a indústria da construção civil parece subjugada às regras impostas pelo mercado imobiliário. O que nos leva a construir edifícios cada dia mais altos e centros urbanos sempre mais densos? Como os espaços que habitamos diariamente nos fazem sentir física e mentalmente? Estamos felizes e tranquilos quando estamos em casa ou no trabalho? Se não, quais seriam as estratégias possíveis que nos levariam a projetar edifícios e ambientes capazes de nos trazer equilíbrio e paz de espírito? Neste artigo, procuramos desvendar as diferentes características que fazem de um espaço um lugar de bem-estar e serenidade.

Como garantir conforto e bem-estar em espaços com dimensões reduzidas?

Enquanto uma parte da sensação de conforto e bem-estar em um ambiente interno está relacionada a fatores externos à edificação, como a iluminação e ventilação naturais, outra está diretamente associada à distribuição espacial interna e às sensações provocadas nos habitantes daquele espaço por meio da arquitetura.

Conciliar todos os fatores que proporcionam um maior conforto e bem-estar nos espaços internos é sempre um desafio em um projeto arquitetônico, sobretudo em ambientes com áreas reduzidas, onde o espaço deve ser aproveitado ao máximo e nem sempre há a possibilidade de prever grandes aberturas para o exterior ou nem mesmo para abrigar todas as funções do programa de uma maneira convencional.

Apartamento em Saint Andreu / Oriol Garcia Muñoz. Imagem: © Aitor EstévezApartamento Spectral / BETILLON / DORVAL‐BORY. Courtesy of BETILLON / DORVAL‐BORYApartamento 097 - Yojigen Poketto / elii. Imagem: © Miguel de Guzmán + Rocío Romero | ImagenSubliminalReforma de Unidade Habitacional: Quarto em forma de U / Atelier tao+c. Imagem: © Fangfang Tian+ 15

Como projetar interiores saudáveis?

Como projetar espaços que sejam saudáveis ​​para nossa mente e nosso corpo? Esta é a principal questão a que iremos responder neste mês de março abordando o tema interiores e bem-estar.

A importância da comunicação entre arquitetos e clientes: Betoneira entrevista Stephanie Ribeiro

Como explicar para o publico geral a importância de contratar um arquiteto? No décimo terceiro episódio do Betoneira a convidada é Stephanie Ribeiro, que nos conta como venceu esse desafio com a oportunidade de estar a frente do programa Decore-se da GNT. A conversa gira em torno dos erros e acertos dos arquitetos e clientes na hora de se comunicar.

Biofilia na arquitetura: estratégias naturais em interiores e exteriores

Vilarejo de Habilitação / WOHA. Foto © Patrick Bingham-HallCemitério Memorial Parque das Cerejeiras / Crisa Santos Arquitectos. Foto © Isis de OliveiraEscritório IT’S Biofilia / IT'S Informov. Foto © Alexandre Oliveira – Jafo FotografiaHospital Provincial Bamyan / Arcop (Pvt) Ltd. Foto © Irfan Naqi+ 12

O termo "biofilia" é traduzido como "amor às coisas vivas" no grego antigo. Apesar do termo parecer relativamente novo, apresentando-se como uma tendência nos campos da arquitetura e design de interiores, a ideia de biofilia foi explorada pela primeira vez em 1964 pelo psicólogo Erich Fromm e depois popularizada nos anos 80 pelo biólogo Edward O. Wilson, que estudou a desconexão com a natureza ocasionada pela urbanização.

O princípio norteador é bastante simples: conectar as pessoas com a natureza para melhorar seu bem-estar e qualidade de vida. Como a arquitetura poderia fazer isso? Buscando alternativas de integrar a natureza – seja por meio de elementos ou estratégias – em seus projetos.

Como transformar um ambiente interno poluído em um lar saudável

Com a maior parte do mundo vivendo em cidades e comunidades em crescimento, as pessoas tendem a passar a maior parte do tempo em ambientes internos. Quando não estamos em casa, estamos trabalhando, aprendendo ou até participando de atividades divertidas em ambientes fechados e construídos. Ao todo, 90% do nosso tempo é ocupado em interiores. É essencial garantir uma qualidade ambiental interna confortável, produtiva e saudável, seguindo parâmetros e práticas de projeto bem regulados que considerem temperatura, iluminação, poluição sonora, ventilação adequada e a qualidade do ar que respiramos. Este último é especialmente importante, pois, ao contrário do que podemos pensar, a poluição do ar é muito maior no interior do que no exterior.