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Arquitetos: MARCOZERO Estudio
- Área: 110 m²
- Ano: 2018
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Fabricantes: Acier, Deca, Granitorre, Hauz, Lumax, +3




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Este artigo foi originalmente publicado em 01 de fevereiro de 2018. Para ler sobre outros projetos icônicos de arquitetura, visite nossa seção Clássicos da Arquitetura.
Com o exponencial crescimento populacional paulistano na década de 1930 e o incentivo do mercado privado da construção civil, uma série de arquitetos foram convidados a projetarem edifícios com usos variados no centro da cidade. Álvaro Vital Brasil e Adhemar Marinho foram os responsáveis pela concepção do Edifício Esther, ícone na primeira fase de verticalização da Praça da República. [1]
Em 1933, quando a cidade ultrapassou a marca de um milhão de habitantes, um considerável número de edifícios verticais passaram a ser construídos. [2] Em decorrência da expansão demográfica urbana e verticalização em massa entre os anos 30 e 40, o elevado preço dos aluguéis e valorização da terra na região do centro expandido marcaram transformações no quadro residencial e urbano. [3]


Novembro de 1943, faltando ainda ano e meio para o encerramento da grande tragédia do século XX, a 2ª guerra mundial e aqui no Brasil o mesmo tempo para o fim da ditadura do Estado Novo, um grupo de notáveis arquitetos da cidade de São Paulo, liderados por Vilanova Artigas, criam o Instituto de Arquitetos do Brasil, Departamento de São Paulo. Cotizados, compram o terreno de 300 m² localizado na esquina das ruas Bento Freitas com General Jardim, a duas quadras da estação de metrô da Praça da República, novo centro da cidade de São Paulo, sucedendo ao antigo centro colonial, do outro lado do Vale Anhangabaú. Em 1945, organizam o 1º Congresso Brasileiro de Arquitetos realizado nesta capital. A seguir, a ação extraordinária foi a construção de seu edifício sede, cuja primeira etapa foi a realização em outubro de 1946 de um concurso, para o qual foram recebidos treze projetos. O júri, constituído de arquitetos cariocas Oscar Niemeyer, Firmino Saldanha e Hélio Uchoa também teve a colaboração de Gregori Warchavchik e Fernando Saturnino de Brito, decidiu pela reunião das equipes que apresentaram as três melhores propostas – equipes chefiadas por Rino Levi, Miguel Forte e Abelardo de Souza. Projetos de arquitetura moderna nesta cidade que antecederam o projeto da sede para o IAB-SP, foram para os edifícios Esther (1935), Prudência (1944), Louveira (1946) e a sede do jornal O Estado de SP (1946).