O escritório Practice for Architecture and Urbanism (PAU) de Nova York foi selecionado para projetar o novo Portal das Cataratas do Niágara. O projeto busca requalificar o espaço, atrair novos visitantes e estimular a economia local. Como parte da “Estratégia de Desenvolvimento de Downtown Niagara Falls” o projeto também visa fortalecer as conexões entre o centro de Niagara Falls e o Parque Estadual de Niagara Falls. A conclusão está prevista para 2024.
Iris Barrel é uma designer que nasceu no Queens, filha única de uma russa com um americano, dono de uma empresa de espelhos.Estudou artes na Universidade de Wisconsin e começou a carreira no WWD, publicação que é uma referência na indústria de moda.
Em 1948, já ao lado do marido, Carl Apfel, fundou uma marca bem-sucedida de tecidos que, inclusive, fez parte da decoração da Casa Branca durante o mandato de nove presidentes dos Estados Unidos.Apesar de terem vendido a empresa em 1992, o casal continuou trabalhando pela marca por mais 13 anos, ou seja, até 2005. Iris Apfel estava bem aposentada da indústria de design de interiores, quando, aos 84 anos ela foi convidada por Harold Koda — curador do Met’s Costume Institute —, a exibir sua coleção de roupas e acessórios.
Foto de fundo: Rafael Kellermann Streit, via Unsplash
Em abril de 2021, legisladores franceses votaram pelo cancelamento de voos em rotas curtas e que podem ser realizadas por trens em menos de duas horas e meia. A medida visa contribuir com a redução das emissões de carbono no país.
A redução das emissões é uma dos compromissos firmados no Acordo de Paris para o mundo frear as mudanças climáticas. Entre as várias mudanças que precisam ser implementadas pelos países, o setor de aviação é um ponto de destaque: estima-se que o transporte aéreo seja responsável por 2,5% a 3% das emissões globais de CO2.
A startup escocesa Kenoteq lançou o K-Briq – um tijolo de construção mais sustentável que não é queimado e é feito de 90% de resíduos de construção. Desenvolvido pela professora de engenharia Gabriela Medero na Universidade Heriot-Watt de Edimburgo, o K-Briq gera menos de um décimo das emissões de carbono em sua fabricação do que um tijolo comum.
Num mundo que cada vez exige mais da gente, para muitas pessoas o banho vai além de um momento de higiene. Ele pode trazer alguns minutos para relaxar após um dia longo de trabalho ou revigorar as energias. Por isso, cada vez tem se buscado mais por espaços que fogem do óbvio na hora de projetar um banheiro. A ducha pode se tornar uma experiência prazerosa e que permite uma fuga momentânea das tarefas cotidianas, como os projetos selecionados a seguir podem nos demonstrar.
After Yang é um filme de ficção científica escrito, dirigido e editado por Kogonada — cineasta americano nascido na Coréia do Sul conhecido por seus ensaios em vídeo sobre análise de conteúdo audiovisual. A trama principal do filme segue a história de uma família tentando reparar sua inteligência artificial danificada em um mundo pós-apocalíptico conectado pela tecnologia e natureza.
Alexandra Schaller, responsável pelo projeto de produção e, portanto, pelo visual dos cenários, imaginou um futuro que traduz estas considerações: desde a casa da família que recupera o projeto original de uma casa Joseph Eichler da década de 1960, à importância do espaço ao ar livre ao lado de uma grande árvore que captura as atenções, até cada um dos materiais presentes que tinham como premissa não serem descartáveis, mas renováveis ou biodegradáveis.
Estamos acostumados a olhar para a arquitetura enquanto grandes objetos que se assentam no tecido urbano ou no meio natural, estabelecendo novas relações com seu entorno. Nosso cotidiano, porém, se passa também dentro desses edifícios, acessando-os, ocupando-os e manipulando-os. Estabelecemos assim relações com o meio construído imediatamente perto de nós, de modo que a arquitetura precisa, ao mesmo tempo, prestar atenção à macro escala, como o clima e a vizinhança, por exemplo, mas também à micro escala, os acabamentos, suas texturas e cores.
Há uma série de detalhes que transformam a experiência dos moradores e usuários de um edifício, que, ao serem explorados, elevam a qualidade do projeto e mexem com os sentidos e estímulos das pessoas. Esses detalhes podem ser construtivos, mas também podem ser estéticos ou funcionais.
Ao fazermos um balanço e analisarmos o ano de 2022 através dos artigos mais visitados em nossa seção de Materials, fica claro que questões relacionadas ao interior ressoaram fortemente entre nossos leitores. Enquanto a humanidade gasta mais tempo em ambientes internos, tanto nos físicos quanto agora nos virtuais, como o Metaverso, as formas e funções que definem esses espaços internos adquiriram maior importância e valor. Experimentar com espaços fluidos, flexíveis e versáteis é uma tendência que testemunhamos há alguns anos, impulsionada principalmente pelos impactos das quarentenas ainda presentes em nossa memória. O caos e a incerteza que experimentamos nos fizeram entender a importância dos edifícios com consciência espacial e sensibilidade - aqueles capazes de antecipar e assumir a responsabilidade pelos efeitos que têm em seus habitantes. Fatores como orientação, dimensões e distribuição das salas, o uso de luz e ventilação naturais e a estética geral do espaço são essenciais. Os avanços tecnológicos adotaram o centro do palco e interromperam o design de interiores tradicional, dando origem a abordagens novas e inovadoras à eficiência e circularidade doméstica.
Através de três abordagens diferentes - operações, estética e energia -, abaixo, fornecemos uma previsão de como achamos que os espaços internos evoluirão de 2023 em diante.
BRT de Curitiba e estação tubo. Foto Mariana Gil/EMBARQ Brasil, via Flickr. Licença CC BY-NC 2.0
A cidade de Curitiba, localizada no Estado do Paraná, tem sido reconhecida no cenário internacional como uma das principais referências do planejamento urbano brasileiro, principalmente pelo sucesso de seu modelo de transporte coletivo. Nesse contexto, é interessante percorrer os caminhos que fizeram a capital paranaense conquistar tal reconhecimento. Abordando o processo de difusão de ideias, este ensaio traz à luz diferentes posições de Curitiba na história do urbanismo: ora importadora de ideias, ora exportadora.
https://www.archdaily.com.br/br/995427/o-modelo-de-transporte-publico-de-curitiba-na-contramao-das-ideias-estrangeiras-adotadas-no-brasilValdinei de Souza Castro
O zoneamento é a principal técnica de regulação urbanística adotada no mundo. Ele consiste na divisão do território urbano em um conjunto de zonas, fixando-se para cada uma os usos permitidos e os índices que definem parâmetros para as edificações que poderão ser construídas em cada lote. Em tese, são dois os objetivos buscados pelo zoneamento: evitar incômodos gerados por determinadas utilizações e limitar as densidades de ocupação à capacidade de suporte da infraestrutura existente.
A COP27, realizada em Sharm el-Sheikh, no Egito, terminou com um avanço histórico para ajudar os países vulneráveis a lidar com as perdas e danos decorrentes das mudanças climáticas. Por outro lado, as negociações também decepcionaram muitos atores ao não incluir nenhuma nova medida significativa para reduzir as emissões, o que é essencial para manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5°C. Já em relação à adaptação, apesar de alguns aspectos positivos, os avanços também ficaram aquém do esperado.
https://www.archdaily.com.br/br/994570/cop27-principais-resultados-e-perspectivas-para-2023Natalia Alayza, Preety Bhandari, David Burns, Nathan Cogswell, Kiyomi de Zoysa, Mario Finch, Taryn Fransen, Maria Lemos Gonzalez , Nisha Krishnan, Paige Langer, Gaia Larsen, Jamal Srouji, Nate Warszawski e David Waskow
Prime Seafood Palace / Omar Gandhi Architect. Imagem cortesia de Omar Gandhi Architect
Ambiciosas e diversas, as maquetes são ferramentas representativas não exclusivas dos arquitetos. O fascínio peculiar pelas miniaturas – e o que elas nos dizem sobre nosso mundo – se estende a todas as idades, culturas e propósitos. Sejam templos de argila feitos em escala em 200 a.C. encontrados no México, modelos de cerâmica carregados durante as viagens islâmicas medievais, casas de bonecas vitorianas e LEGOS, os modelos são mais do que construções infantis. As miniaturas revelam o essencial, explicam conceitos muito mais amplos, contêm dados íntimos e históricos e nos convidam a desafiar nossa subjetividade e a perspectiva daquilo que conhecemos.
A arquitetura tem sido criticada por ser uma indulgência elitista primária. A maioria dos projetos arquitetônicos é financiada pelos ricos e vista como um meio de trazer beleza ao ambiente circundante. A arquitetura, no entanto, é uma moeda de dois lados com a funcionalidade equilibrando a estética. Com a capacidade de criar estratégias para soluções radicais, os arquitetos encontram-se igualmente na vanguarda da resolução de questões complexas. O contexto do sudeste asiático oferece um grande desafio com vários problemas sociais, dando aos arquitetos a chance de "salvar o mundo" com design humanitário.
O cloreto de sódio, mais conhecido como sal, está em toda parte. Abundante na natureza, seu uso é feito há muito tempo, preservando ecossistemas locais, degelando estradas, sendo vital em uma variedade de processos industriais e temperando nossas comidas. Hoje, lhe é atribuído relativamente pouco valor - considerando que costumava ser tão caro quanto ouro - e, diferentemente de outras alternativas derivadas da natureza, como algas ou micélio, não parece haver pesquisas e interesse suficiente em torno de toda a sua física, propriedades mecânicas ou estéticas. No entanto, trata-se de um material com potencial infinito e extraordinário. Além de suas qualidades de apoio à vida, o sal é acessível, facilmente disponível, antibacteriano, resistente ao fogo, pode armazenar umidade e calor e é ótimo em refletir e difundir luz.
Conforme a urgência em substituir combustíveis fósseis aumenta, novos modelos de carros elétricos são anunciados com cada vez mais frequência. De carros criados para áreas urbanas a modelos que já trazem painéis solares, a ideia é dar prioridade aos veículos elétricos, com montadoras anunciando mudanças na sua produção e países e cidades criando leis para acelerar a transição energética.
O maior evento de ficção científica do mundo, a Worldcon, acontecerá no Museu da Ficção Científica de Chengdu, projetado por Zaha Hadid Architects. Em construção, a edificação de 59 mil metros quadrados que sediará a 81ª Convenção Mundial de Ficção Científica e o Hugo Awards, será um vibrante centro de inovação e encontro para a “principal incubadora de escrita de ficção científica da China”. Com efeito, a cidade de Chengdu, com mais de 20 milhões de habitantes, está se transformando em um importante centro global de inovação e pesquisa científica.
A Barco galeria, localizada no centro de Santiago, Chile, organizou uma homenagem à arquiteta Lina Bo Bardi. A exposição Sirena, da artista Jessica Briceño com curadoria de Matías Allende Contador e Anton zu Knyphausen, coloca o trabalho disciplinar de Bo Bardi como ponto central de reflexão através de uma instalação imersiva que reúne cinco peças que abstraem seus recursos mais recorrentes. A mostra conta com colaboração da Embaixada do Brasil no Chile.
A galeria ocupa uma sala dentro do Edifício Barco, de Sergio Larraín, uma obra pioneira da arquitetura moderna chilena. Propõe uma prática curatorial dedicada ao debate, pesquisa e desenvolvimento de ideias críticas e inovadoras relacionadas à arte e arquitetura por meio de ciclos expositivos. Suas exposições mais recentes incluem 1972: Ciudades para el centro de Santiago, Solo tendrás piedras e Anaquel de Manufactura Aditiva.
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Antigamente, em um contexto urbano menos adensado e populoso, as casas e prédios eram construídas com uma relação direta com a rua, não havendo a necessidade de existir muros e cercas frontais. Com o tempo, o tecido urbano foi se transformando e a divisão entre espaços públicos e privados se fez cada vez mais evidente e — sob o argumento da segurança pública — necessária. Apesar dessa divisão acontecer de diferentes formas nas cidades brasileiras, de maneira geral, utiliza-se muros, cercas e grades nas fachadas, criando uma espécie de espaço de transição entre a rua e o edifício e transformando a relação entre o objeto arquitetônico e a rua.