Túnel Umberto I em Roma. Foto: Andrés Nieto Porras from Palma de Mallorca, España, CC BY-SA 2.0 , via Wikimedia Commons
As edificações inteligentes estão cada vez mais em pauta, para a elaboração delas, alguns materiais tem sido desenvolvidos para atender a objetivos específicos durante o seu uso sem a necessidade de serem operados por alguma pessoa ou equipamento. Auto-manutenção, limpeza do ar, trabalhar o conforto do espaço, eficiência energética, são apenas alguns dos benefícios que podem ser alcançados ao adotá-los.
Lidamos com edifícios todos os dias. Nós dormimos neles, trabalhamos neles, vivemos nossas vidas usando suas acomodações. Mas como uma música ou uma pintura, uma pessoa geralmente ajuda a criá-los, juntamente com quem os usa e constrói. Mas antes de serem construídos, os edifícios são apenas ideias.
Durante o período moderno observou-se a mudança do protagonismo dos edifícios que utilizavam os tradicionais telhados inclinados com telhas, escoando as águas o mais rápido possível, para dar lugar às conhecidas ‘lajes planas impermeabilizadas’. Ao mesmo tempo que essa solução proporciona uma estética limpa e austera ao projeto, proporcionando a utilização da última laje como um espaço de estar e contemplação, ela pode ser uma tremenda dor de cabeça aos futuros ocupantes da edificação, quando a execução e o detalhamento não forem cuidadosos. Não é por acaso que histórias de infiltrações em famosos edifícios modernos são conhecidas, como na Ville Savoye e na Casa Farnsworth, de grandes mestres da arquitetura. Atualmente, a indústria da construção civil já desenvolveu produtos e técnicas mais sofisticadas que reduzem drasticamente as possibilidades de infiltrações posteriores. Mas pode-se dizer que lajes planas impermeablizadas continuam sendo pontos frágeis nas edificações. O escritório Brasil Arquitetura aprimorou uma solução inventiva e muito simples para evitar infiltrações em lajes planas, muito usada na década de 70 por arquitetos como Paulo Mendes da Rocha, Vilanova Artigas e Ruy Ohtake, preenchendo-as com vegetação. Conversamos com eles para entender melhor o sistema.
Dois mil e quinhentos reais é o preço médio de um bom óculos para realidade virtual. Se você optar pela experiência completa, desembolse mais quatro mil reias e adicione sensores e controles. Esses modelos precisam ser conectados a um computador de alto desempenho para processar as informações e transformar os espaços em modelos 3D que custará pelo menos cinco mil reais. Além dos óculos, sensores e computador, será necessário também um software, com licenças anuais que atingem igualmente a casa dos milhares. Ou seja, é um tanto quanto oneroso ser tecnológico hoje em dia.
Arquitetos e designers, assim como psicólogos e sociólogos, reconhecem que a estética e sua filosofia subjacente têm o poder de mudar a maneira como percebemos o mundo ao nosso redor. Portanto, uma compreensão mais profunda do que é belo tem o poder de mudar as respostas das pessoas ao seu ambiente.
Explorar os diferentes significados da estética na arquitetura, da "forma segue a função" à estética do metaverso, pode nos ajudar a entender as potencialidades de nossos ambientes físicos e virtuais no caminho para um mundo melhor.
Muito já foi escrito sobre o assunto, mas agora queremos abrir o debate para vocês, nossos leitores. Compartilhem suas opiniões sobre o que torna um edifício ou uma cidade bela.
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Arco do Triunfo. Created by @benjaminrgrant, source imagery: @digitalglobe
Na teoria, o planejamento urbano é um processo de elaboração de soluções que visam tanto melhorar ou requalificar uma área urbana já existente, como também criar uma nova urbanização em determinada região. Como disciplina e como método de atuação o planejamento urbano lida com os processos de produção, estruturação e apropriação do espaço urbano. Nesse sentido, seu objetivo principal é sinalizar quais são as medidas que devem ser tomadas para melhorar a qualidade de vida dos habitantes, incluindo questões como transporte, segurança, oportunidades de acesso e até mesmo a interação com o meio ambiente natural.
No atual cenário de uma crise climática, pensar um projeto de arquitetura sem definir diretrizes ecológicas tornou-se praticamente inadmissível. Um dos principais emissores de gás carbônico e outros poluentes, o setor da construção civil busca cada vez mais por novos caminhos e formas que possam tornar as obras mais sustentáveis e, de alguma forma, mitigar os danos ao meio ambiente. Pensar em materiais ecológicos pode ser um dos passos fundamentais, mas, afinal, quais são eles?
Béton brut ou "concreto bruto" é um material naturalmente poroso que oferece muitas vantagens para o projeto e a construção de um banheiro. Como material impermeável e resistente à pressão, é fácil de limpar, não se deteriora, previne o fungo do banheiro e possui uma baixa manutenção. Atraente e funcional, o concreto é versátil tanto para mobiliário no local como para o revestimento de parede, pisos e até pisos de áreas molhadas. Além disso, devido à sua massa térmica, o concreto é um excelente material para aquecimento de piso.
https://www.archdaily.com.br/br/915413/banheiros-de-concreto-aparente-brutalismo-no-espaco-intimoMartita Vial della Maggiora
Assim como grande parte da cultura popular, durante muitos anos do século XX a divulgação da arquitetura era feita a partir de revistas vendidas em bancas de jornal e mercados, por onde via-se o que estava sendo construído, acompanhava-se as inovações tecnológicas e, de alguma forma, popularizavam-se as discussões arquitetônicas, levando-as para fora do ambiente acadêmico e elitista das universidades e congressos. Com a internet, o formato dessa informação mudou e encontrou novas maneiras de acessar a população. As redes sociais e os sites especializados se tornaram importantes meios de divulgação de informações e serviços e conseguiram expandir o acesso das pessoas às questões da arquitetura. Hoje, em todas as grandes redes sociais há perfis dedicados exclusivamente à arquitetura, adequando a cada veículo o tipo de conteúdo divulgado.
As dependências de empregada estão com “os dias contados”, apesar de ainda encontrarem lugar nos novos apartamentos de luxo. A informação é de uma reportagem publicada na Folha de S. Paulo em março deste ano que diz que em 2018 menos de 1% das trabalhadoras domésticas, em sua maioria mulheres negras, moravam nas dependências de seus empregadores — um número baixo quando comparado com os 12% de 1995. Com a diminuição das profissionais residentes na casa dos empregadores, o “quartinho de empregada” estaria aos poucos deixando de fazer parte das plantas de arquitetura dos edifícios habitacionais brasileiros.
Além de renderizações hiper-realistas e representações precisas de como são os projetos após serem concluídos, as visualizações se tornaram ferramentas para comunicar atmosferas e emoções retratadas pelos arquitetos. O uso de diferentes mídias, combinando composições arquitetônicas, arte, iluminação e muitas vezes música, gerou um novo gênero de narrativa arquitetônica que mistura realidade com imaginação. À medida que o mundo mergulha em NFTs e experimenta tecnologias de ponta para criar ambientes digitais, as visualizações podem em breve se tornar "a nova realidade".
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com a artista visual Ceren Arslan sobre expandir a prática de arquitetura, seu processo criativo, seu último projeto EXIT e o que o futuro guarda para visualizações arquitetônicas.
Seja para demarcar uma mudança de direção, para destacar seus primeiros degraus ou enfatizar a sua própria presença em determinado ambiente, escadas que combinam dois ou mais materiais tendem a chamar a atenção pelos diálogos estabelecidos entre as características particulares de cada material. Concreto, aço e madeira são algumas das escolhas mais comuns na composição estrutural de escadas devido à sua alta resistência e versatilidade. Mas, quando combinados, esses diferentes materiais extrapolam as suas possibilidades individuais e revelam como o design pode ser adaptado às suas peculiaridades e às conexões entre si.
A combinação de texturas, cores e acabamentos entre materiais pode impulsionar inúmeras soluções criativas para esses elementos de circulação vertical, como pode ser visto na Casa da LÂM, do AD+studio e a Casa 9A, do 23o5Studio, caracterizadas por escadas com uma base bruta e robusta que se encontra com uma leve e elegante sequência de degraus. Já a composição inversa, uma base leve combinada a uma estrutura robusta de degraus, funciona de forma engenhosa na Casa Chulavista, de Luis Carbonell e na Casa Angatuba do escritório messina | rivas, onde a base leve de madeira é seguida por degraus de concreto aparente.
Ao examinarmos a tag 3d printing no ArchDaily é visível como essa tecnologia tem se desenvolvido rapidamente. Se nos primeiros anos observávamos o conceito como um futuro distante ou com exemplos em pequena escala, nestes últimos temos observado construções inteiras impressas e volumes cada vez mais complexos sendo produzidos. Desenvolvido através da leitura de um arquivo de computador, a manufatura aditiva com concreto - ou outro material construtivo - apresenta inúmeras dificuldades para proporcionar um processo eficiente e que possibilite que a técnica construtiva torne-se realmente massificada. O exemplo do pavilhão impresso pelo consórcio De Huizenprinters ilustra bem este processo.
As cidades têm um papel fundamental na busca por soluções e políticas para reduzir os problemas que resultam nas atuais mudanças climáticas globais. As áreas urbanas são, hoje, responsáveis por mais de 70% das emissões de dióxido de carbono (CO₂) — uma das principais causas do efeito estufa e de suas consequências para o meio ambiente e para a vida de todos.
A moradia sempre será um tema e desafio para os arquitetos. Pensá-la de forma que atenda a toda a população e em contextos mais precários é uma das tarefas mais complexas, e talvez impossíveis, de serem plenamente consolidadas. Cada lugar e família sempre colocarão pontos distintos de prioridade em um projeto, motivo pelo qual recorrer a um padrão de soluções não é o ideal. No entanto, diversas propostas apresentam possibilidades de intervenção que criam uma intricada costura entre os mais distintos fatores: infraestrutura básica, programa, desejos próprios, estética, orçamento. Por isso, reunimos aqui alguns exemplos brasileiros de habitações populares, que vão desde uma casa unifamiliar até grandes blocos residenciais.
Nos últimos dois anos, o metaverso vem ganhando destaque, levando os arquitetos a considerar suas implicações para nossa relação com o ambiente físico e como a arquitetura pode contribuir para este novo espaço virtual. A arquitetura no metaverso não é mais um assunto marginal, tendo sido abraçada por escritórios consolidados. "O metaverso é onde grande parte da ação e inovação arquitetônica acontecerá no futuro", diz Patrick Schumacher. Sem restrições físicas, propriedades materiais e custos de construção, o metaverso desbloqueou um novo reino de expressão arquitetônica. A seguir, apresentamos algumas das várias maneiras pelas quais a profissão se envolve com o campo em expansão dos ambientes digitais.
Em seu livro mais recente, Survival of the City, o economista Edward Glaeser faz um diagnóstico dos conflitos de interesses que permeiam o debate urbano. Segundo ele, há uma oposição essencial entre os insiders — moradores tradicionais, interessados na manutenção do status quo e na valorização de seus imóveis — e os outsiders — novos moradores, interessados em moradia acessível e novas alternativas de trabalho, consumo e espaço urbano.
https://www.archdaily.com.br/br/980769/nimby-e-yimby-duas-visoes-da-cidadeAndrey Barbosa, Gabriel Nunes, Guilherme Pereira e Pedro Portes
Você sabe o que são fazendas urbanas? Já pensou em cultivar seu próprio alimento em casa no seu jardim ou em freezers especializados? O transporte de alimentos para consumo nas cidades é um dos grandes problemas de poluição ambiental (além de financeiro) do mundo hoje.