The Shard / Renzo Piano Building Workshop | ArchDaily. Image via Middle Section
A arquitetura e a engenharia como conhecemos hoje são duas formações superiores distintas, que dividem escopos similares e que, portanto, têm momentos de intersecção, mas também resguardam diferenças fundamentais. Ainda que essa sobreposição de atuação acarrete na falta de consenso tanto em relação à história das profissões, quanto à prática profissional atual, é importante destacar as diferenças e especificidades que caracterizam cada uma dessas profissões na atualidade.
Bancos com divisórias e formatos desconfortáveis, pedras pontiagudas embaixo de viadutos, grades no entorno de praças e jardins, muros com pinos metálicos, construções sem marquises ou com gotejamento de água programado, cercas elétricas e arame farpado. Os elementos e materiais utilizados para afastar pessoas dos espaços públicos são muitos e acabam influenciando a maneira como os indivíduos vivenciam os municípios e convivem entre si. A arquitetura hostil, termo que abrange todas as barreiras e desenhos urbanos que parecem dizer “não se sinta em casa” — como define a repórter Winnie Hu, do The New York Times —, é parte da realidade da maioria das cidades pelo mundo e vem despertando debates sobre o impacto dessas ações, principalmente através das redes sociais.
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Sendo um dos principais modos de transporte da história, o transporte ferroviário auxilia no deslocamento de pessoas, matéria prima e produtos desde a revolução industrial. Largamente utilizado pelo mundo, as estradas de ferro tiveram sua primeira experiência no Brasil na década de 1850 no Rio de Janeiro, avançaram pelo território até que foram sendo subtraídas ao longo da história. Hoje enfrentamos um grande desafio em manter sua memória viva.
A arquitetura do espaço interno abraça o externo. Da mundialmente famosa Sydney Opera House às cabanas aborígines no deserto, a arquitetura australiana surge a partir dos elementos básicos enquanto aprende com eles. Os abrigos vernáculos, celeiros, galpões e varandas frequentemente eram convertidos em centros comunitários ou locais de reunião. Esse começo humilde se transformaria ao longo dos séculos seguintes, conforme as pessoas começassem a construir o "sonho australiano". Seja usando a construção tradicional em taipa ou fabricando formas totalmente novas, os arquitetos começaram a capitalizar os métodos de construção históricos e reinterpretá-los.
Sendo um dos espaços mais íntimos de uma residência, os dormitórios têm tido seu uso adaptado com o passar dos anos, principalmente após a pandemia de Covid-19. Um espaço de relaxamento que precisa também encaixar mobiliários, decorações e harmonizar com a arquitetura. Veja aqui uma seleção de ideias para se inspirar e reformular seu quarto.
A popularidade de casas pré-projetadas e pré-fabricadas vem crescendo, transferindo grande parte do processo de construção do canteiro de obras para as fábricas. Enquanto países como Cingapura, Austrália e Reino Unido estão adotando cada vez mais edifícios modulares para atender à escassez de mão de obra e moradias, países nórdicos como a Suécia já constroem 90% das residências unifamiliares em madeira pré-fabricada. Apesar do recente aumento de interesse, a construção off-site não é, de forma alguma, um conceito novo. Na verdade, o método construtivo esteve presente ao longo da história em muitas tentativas de consolidar seu uso: ainda em 43 DC, o exército romano trouxe consigo fortes pré-fabricados para a Grã-Bretanha, enquanto o Japão já vinha construindo em madeira off-site e partes móveis em pré-montagens por pelo menos mil anos.
Fora da China, as fachadas midiáticas geralmente aparecem como elementos individuais competindo por atenção. Na China, entretanto, é possível encontrar grandes grupos de fachadas com uma mensagem comum em várias áreas metropolitanas. Essas fachadas mesclam visualmente muitos arranha-céus em uma única entidade panorâmica. Mas quais são as razões pelas quais esse fenômeno é exclusivo da China? E como isso começou? A Media Architecture Biennale uniu cultura e política para fornecer uma resposta ao surgimento das paisagens midiáticas na China.
Por definição, a arquitetura e o urbanismo costumam operam em um território repleto de incertezas. Isso significa dizer que a prática da arquitetura não busca apenas respostas para os problemas conhecidos no presente, mas principalmente soluções para os desafios imprevisíveis do futuro. Como resultado, arquitetos e arquitetas confronta-se constantemente com a ambiguidade do ofício: procurando respostas para questões bastante concretas, ao mesmo tempo que buscam abrir espaço para que novos cenários alternativos e imprevisíveis possam surgir. A incerteza é uma condição inerente não apenas ao campo da arquitetura, mas sobretudo, à sociedade contemporânea. O constante e progressivo processo de transformação nos âmbitos sociais, econômicos e até ambientais em nossa sociedade hoje, nos levam a refletir sobre a importância da incerteza no pensar e fazer arquitetura no tempo presente. Pensando nisso, apresentaremos a seguir uma série de abordagens em arquitetura que nos convidam a refletir sobre tudo aquilo que é incerto, e como a imprevisibilidade pode ser útil ao projetar espaços e cidades para o futuro.
Montagem realizada sob o trabalho "Invisíveis no Visível: Cinco Ensaios para São Paulo". Imagem cortesia de Luiz Sakata.
Anualmente, realizamos uma chamada de trabalhos finais de graduação do nosso público aberta a todos os países lusófonos. Com isso, buscamos selecionar os projetos que consideramos os mais interessantes a fim de apresentar visões inspiradoras e debates para o campo da arquitetura e do urbanismo.
Emergido em um período marcado pelo desenvolvimento da indústria e pela experimentação de novos materiais, o movimento artístico Art Nouveau contrapunha-se ao historicismo, favorecendo a originalidade e a volta ao artesanato. Neste contexto, ele é retratado como uma tentativa de diálogo entre arte e indústria revalorizando a beleza e a colocando ao alcance de todos por meio da produção em série.
Todo ano nossa equipe de curadores apresenta uma retrospectiva de projetos de casas que se destacaram no período. Este conjunto, um pequeno recorte dos mais de dois mil projetos publicados no ArchDaily Brasil apenas neste ano, é formado por uma série de residências com soluções projetuais específicas que abordam, cada uma à sua maneira, fatores como materiais, técnicas construtivas, soluções estruturais, processos de construção e conteúdos programáticos.
Padarias, docerias e confeitarias são um mundo em si. Enquanto a industrialização dos processos de produção transformaram a arte da panificação ao longo das últimas décadas, as padarias continuam sendo um elemento imprescindível na identidade de um bairro ou cidade. Espaços de encontro e socialização, padarias e confeitarias são definidas por um entendimento programático comum que combina áreas de encontro, convívio, produção e comercialização. Além disso, estes espaços podem ser encontrados nas mais diversas culturas, e apesar de suas diferenças, eles são sempre funcionais e expressivos.
A ardósia é uma rocha metamórfica formada a partir da transformação da argila sob alta pressão e temperatura. Bastante homogênea e sóbria, com tonalidades que variam entre o cinza escuro e o preto, sua utilização é muito apreciada em pisos e telhados, por conta da durabilidade e aparência. Para as fachadas, a ardósia também funciona muito bem, aliando a estética da pedra natural, moldada pela natureza por mais de 500 milhões de anos, com o conforto térmico e facilidade de instalação das fachadas ventiladas.
Depois de um 2020 que será recordado como um ponto de inflexão para nossa sociedade global, 2021 apenas nos lembrou que a mudança veio para ficar e que é necessário uma nova atitude em relação ao modo como vemos e abraçamos o mundo. Um desafio que assumimos com otimismo.
Durante o ano que passou, continuamos com nossa missão de conectar a comunidade global através da inspiração e do conhecimento, conduzindo nossos leitores por uma viagem ao redor do mundo na qual vimos como a arquitetura, muitas vezes lenta em suas reações, esteve à altura do desafio, e onde vimos, também, arquitetas e arquitetos tomando consciência do novo cenário e trazendo soluções adaptáveis, híbridas, escaláveis e reutilizáveis.
Buscando inspiração, conhecimento e ferramentas, e buscando sempre “capacitar todos aqueles que se dedicam ao exercício da arquitetura em busca de construir um mundo melhor”, resumimos os principais temas deste ano apresentando as publicações que mais chamaram a atenção de nossos leitores. Assim, nos despedimos de 2021, e damos as boas vindas a 2022!
Arábia Saudita divulga planos de construir cidade linear de 160 quilômetros de extensão. Cortesia de NEOM.
“Do problema da locomoção derivam-se todos os demais da urbanização.” Foi em 1882 que o urbanista espanhol Arturo Soria y Mata proclamou tal afirmação e em resposta a ela criou e implementou o conceito de cidade linear. Baseado em uma doutrina funcionalista, este modelo de cidade renuncia a estruturas tradicionais como praças e quadras, subordinando o desenho aos traçados de circulação na sua configuração espacial mais racional, a reta.
Cortesia de KARL LAGERFELD, Sierra Blanca Estates and One Atelier
Durante os últimos anos, diversas marcas de moda começaram a se aventurar na arquitetura. Algumas construíram museus, fundações e instituições culturais, enquanto outras preferiram arriscar no campo da habitação, edificando luxuosas estruturas residenciais que buscam traduzir para a arquitetura a sua já valiosa identidade de marca. Nesta linha, a KARL LAGERFELD firmou uma importante parceria com a construtora espanhola Sierra Blanca Estates e o escritório de arquitetura, design e branding The One Atelier, lançando a primeira “coleção arquitetônica de luxo” assinada pela Karl Lagerfeld. Desenvolvido pelo The One Atelier, escritório no qual Andrea Boschetti é o arquiteto responsável, o luxuoso projeto das Karl Lagefeld Villas em Marbella, Espanha, foi concebido como uma estrutura sustentável e de baixa pegada de carbono, alinhado ao compromisso da marca com o chamado “Pacto da Moda”—uma iniciativa global que busca transformar a indústria em uma atividade mais sustentável e sintonizada com os desafios climáticos, a promoção da biodiversidade e proteção dos oceanos.
Procurando melhor entender o conceito de “arquitetura de luxo” e questionando-se por que as marcas de moda decidiram se aventurar na indústria da arquitetura e construção, o ArchDaily se reuniu com Andrea Boschetti para saber mais sobre as iniciativas nas quais o arquiteto e planejador urbano tem dedicado a maior parte de seu tempo ao longo dos últimos anos.
2021 foi o ano de uma nova realidade, com a humanidade se adaptando ao que é conhecido como o segundo ano da pandemia. Enquanto alguns países testemunharam um retorno à normalidade alternativa, abrindo-se para o mundo por meio de viagens e eventos, outros permaneceram presos, ampliando ainda mais as lacunas da desigualdade. No entanto, este ano também trouxe muita esperança em todos os aspectos, levantando dúvidas e construindo soluções para o futuro próximo. Com um grande foco na urgência climática, na pesquisa biomédica e também nas noções de hibridismo, 2021 desencadeou novos entendimentos sobre o meio ambiente que nos cerca e sobre o nosso lugar neste mundo.
Destacando tópicos contextuais, trazendo uma perspectiva local e global, enquanto lança luz sobre narrativas históricas esquecidas, a equipe diversificada de editores do ArchDaily tem estado na frente e no centro, reagindo a tudo o que está acontecendo. Sempre buscando "capacitar todos que fazem a arquitetura acontecer para criar uma melhor qualidade de vida", o conteúdo editorial, gerado em todos os sites, em nossos 4 idiomas, inglês, espanhol, português e chinês, forneceu ferramentas, inspiração e conhecimento para ampliar horizontes e ajudar nossos usuários a construir um futuro melhor.