Vida após a morte dos pavilhões: explorando o reuso na arquitetura temporária

Pavilhões e instalações temporárias, como as utilizadas em eventos, exposições ou festivais, apresentam-se como um grande desafio em relação à economia circular na arquitetura devido à sua condição efêmera. Parece contraditório debater sobre o gerenciamento de recursos e tentar extrair o máximo valor dos materiais minimizando o desperdício e a poluição do meio ambiente ao projetar uma estrutura que deve ser usada por um período limitado de tempo. No entanto, existem várias estratégias para repensar a forma como estamos desenhando estas estruturas e promover a circularidade.

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Seguindo algumas estratégias, como reaproveitar os componentes e dar-lhes uma nova vida, mantendo a estrutura e redefinindo o uso pretendido, ou mesmo realocando os pavilhões para ativar a vida urbana ao seu redor; as instalações temporárias podem ser projetadas e construídas de forma a ajudar a criar uma abordagem mais sustentável e responsável para os eventos e exposições, o que beneficia tanto o meio ambiente quanto a economia.

Reutilizando Materiais

Pavilhão S e sua vida após a morte / Rooi Design and Research

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© Feng Shao

Este pavilhão foi concebido de forma a permitir uma fácil desmontagem e reutilização dos materiais para projetos futuros. É composto por 821 peças de compensado de tamanho padrão, um material de construção amplamente utilizado. No término da exposição, essas peças de compensado serão reaproveitadas, dando vida a 410 conjuntos de mesas e cadeiras para comunidades rurais. Cada peça pode ser transformada em uma mesa hexagonal ou em 3 cadeiras retangulares, móveis que podem ser combinados de diferentes formas para aumentar a interatividade e a diversão.

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© Ming Chen
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© Rooi Design and Research
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Um Novo Propósito

Pavilhão do Marrocos na Expo 2020 Dubai / OUALALOU+CHOI

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© Marc Goodwin

Após a conclusão da Expo 2020, o pavilhão temporário foi desenhado para ser convertido em um complexo habitacional, reaproveitando-o para um novo uso, em vez de desmontá-lo completamente. As instalações existentes podem ser cuidadosamente adaptadas em apartamentos, uma piscina de 80 m², uma academia e um lounge compartilhado. Essa abordagem mantém materiais e recursos em uso pelo maior tempo possível, ao mesmo tempo em que reduz o desperdício e os impactos ambientais associados a novas construções.

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© Marc Goodwin
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© OUALALOU+CHOI
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© Marc Goodwin

Relocando Estruturas

Museu Reciclado ao Ar Livre / Barman Architects

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© Fabio Purgino

Este projeto enquadra-se no programa MePart, que visa dar uma nova vida a instalações e estruturas temporárias produzidas por grandes eventos culturais através de uma plataforma em rede que promove a transição a uma economia circular. Com ele são gerados novos cenários urbanos por meio da realocação dos recursos de eventos temporários. Esta é uma poderosa forma de envolver as comunidades e incentivar a participação na preservação da estrutura, promovendo o sentimento de pertencimento comunitário e orgulho cívico, além de gerar dinâmicas de crescimento sustentável para o território.

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© Fabio Purgino
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Cortesia de Barman Architects
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© Fabio Purgino

Este artigo é parte dos Temas do ArchDaily: Economia Circular. Mensalmente, exploramos um tema em profundidade através de artigos, entrevistas, notícias e projetos de arquitetura. Convidamos você a conhecer mais sobre sobre os temas do ArchDaily. E, como sempre, o ArchDaily está aberto a contribuições de nossos leitores; se você quiser enviar um artigo ou projeto, entre em contato.

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Sobre este autor
Cita: Ott, Clara. "Vida após a morte dos pavilhões: explorando o reuso na arquitetura temporária" [Afterlife of Pavilions: Exploring Reuse in Temporary Architecture] 16 Mar 2023. ArchDaily Brasil. (Trad. Ghisleni, Camilla) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/996722/vida-apos-a-morte-dos-pavilhoes-explorando-o-reuso-na-arquitetura-temporaria> ISSN 0719-8906

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