
O arquiteto italiano Vittorio Gregotti afirmava recorrentemente que “criar o lugar” é o ato arquitetônico primordial, a sua origem, visto que, simplesmente assentar uma pedra em um terreno já significa o início das “modificações” que transformarão o local em arquitetura. Assolados por essa ânsia pelas transformações, vemos as ideias sendo materializadas em relações e conceitos que, muitas vezes, trazem à tona o genius loci em uma abordagem fenomenológica que cria uma íntima correlação entre arquitetura e contexto, ressignificando lugares e afirmando o vínculo do homem com o mundo.
Nesse sentido, guiados pelo desejo de nos ancorar no universo, sempre buscamos estabelecer uma relação entre o artificial e o natural, dentro da qual a topografia permanece como o conceito mais proeminente no contexto do ambiente físico. Entretanto, vale ressaltar que na história da arquitetura, a ideia da natureza sofreu mudanças significativas com o intuito contínuo de encontrar o equilíbrio ideal entre paisagem natural e construída, passando de um pano de fundo estável a um campo ativo e determinante na concepção arquitetônica.






































