
Já há algum tempo as coberturas se tornaram espaços de lazer, seja nos grandes edifícios luxuosos, seja nas casas da periferia. Essa condição, porém, não se limita aos nossos tempos. Variando seu uso e sua forma, diferentes culturas em diferentes momentos fizeram o uso das coberturas planas em sua arquitetura, residencial ou não.
O primeiro indício de uso de terraços remete aos povos mesopotâmicos e seus Zigurates. Ocupando o território onde hoje ficam Irã e Iraque, os sumérios, considerada a primeira civilização de que se tem registro, em 4.000 aC, ergueram grandes templos religiosos de tijolos de barro que também podiam ter outros usos. No caso da famosa Torre de Babel, além de função religiosa, o Zigurate de Etemenanki também tinha um papel científico. Os escribas observavam os astros dos terraços do Zigurate e conheciam alguns planetas e astros como Saturno, Júpiter, Marte, Vênus, Mercúrio, o Sol e a Lua. Outro famoso Zigurate, os Jardins Suspensos da Babilônia, do qual tem-se poucas informações a respeito, foi possivelmente construído por Nabucodonosor II no século VI a.C. em homenagem a sua esposa e levava em seu terraço um exuberante jardim.





