A incrível arquitetura das colmeias de abelhas

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Talvez as abelhas sejam os insetos que mais despertam fascínio e curiosidade. Com exceção da Antártica, elas são encontradas em todos os continentes, em todos os habitats que contêm plantas com flores polinizadas por insetos. Representações de humanos coletando mel de abelhas selvagens datam de 15.000 anos atrás e, inclusive, potes de mel foram encontrados nas tumbas de faraós do Egito como Tutancâmon. Ainda que geralmente tenhamos uma ideia fixa sobre a aparência das abelhas dos desenhos animados, existem milhares de espécies pelo mundo, com diferentes tamanhos, cores e comportamentos. Há, inclusive, diversos exemplos de abelhas solitárias, muitas sem ferrão e até algumas espécies que sobrevivem saqueando outras colônias mais fracas. Mas algo que tem impressionado pesquisadores é a organização de suas colmeias, que são verdadeiras cidades altamente populosas, com uma eficiência a dar inveja a qualquer planejador urbano.

As sociedades das abelhas são complexas, divididas em castas. Entre as fêmeas, há a abelha-rainha, muito maior que as outras, responsável pela postura de ovos. Há também as operárias, que se dividem para realizar todas as funções na colmeia, como a construção de células de cria, alimentação, coleta de alimento fora da colmeia, defesa e limpeza do ninho. Os machos da colônia são os zangões, em menor número, cuja única função é fecundar a rainha durante o voo nupcial. Essa organização pode ter leves diferenças entre espécies. Por exemplo, a espécie Mirim Droriana, comum no Brasil, sempre mantém uma abelha princesa aprisionada (uma abelha-rainha não fecundada), pronta para exercer a função no caso de morte da abelha rainha. 

Mas quando nos aproximamos das estruturas físicas das colmeias, a variedade de tipologias de construção também é enorme. Enquanto a Apis Melifera estoca mel nos tradicionais favos hexagonais, há espécies que criam verdadeiros arranha-céus de ninhos. A espécie australiana Tetragonula carbonaria, por exemplo, é uma que não possui os conhecidos e temidos ferrões para defesa. Mas isso não quer dizer que não tenham mecanismos de proteção. A arquitetura no interior de suas colmeias é feita de forma que besouros e outros insetos invasores que tentam se infiltrar nos ninhos acabam perdidos no labirinto e mortos cobertos por uma mistura de cera, lama e resina vegetal.

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Sobre este autor
Cita: Eduardo Souza. "A incrível arquitetura das colmeias de abelhas" 26 Fev 2021. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/946753/a-incrivel-arquitetura-das-abelhas> ISSN 0719-8906

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