Outras cidades impossíveis: uma perspectiva da criança sobre a pandemia

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Cidades desertas, comércios fechados, voos cancelados. Praças vazias, ruas sem ninguém circulando... o que parecia impossível aconteceu. Se para nós está difícil de se acostumar a essa nova rotina, para as crianças, então, o baque foi ainda maior. De um dia para o outro, elas foram privadas da escola, da convivência com os amigos, dos passeios pela cidade, dos parques, das praças. Foram encerradas dentro de casa.

Em 22 de março, saiu uma matéria no jornal espanhol, El Confidencial, chamada “O Desaparecimento de 7 Milhões de Crianças”. Com esse título um tanto dramático, o filosofo César Rendueles alertava para os problemas sociais, psicológicos e de desenvolvimento que essas crianças estavam sofrendo ao ficarem confinadas em apartamentos sem luz do sol, ar livre e natureza. No texto, ele diz que “estamos acostumados a esperar que as crianças sejam invisíveis, que não atrapalhem, que não façam barulho”, e afirma que a maneira como lidamos com a crise é extremamente “adultocêntrica”: as crianças desapareceram completamente do espaço público e “são agora assunto exclusivamente de suas famílias”.              

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Sobre este autor
Cita: Ursula Troncoso. "Outras cidades impossíveis: uma perspectiva da criança sobre a pandemia" 31 Mai 2020. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/940660/outras-cidades-impossiveis-uma-perspectiva-da-crianca-sobre-a-pandemia> ISSN 0719-8906

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