
Ciclovias criadas da noite para o dia, vias convertidas em zonas calmas, calçadas estendidas às pressas – tudo para acomodar a necessidade de mobilidade urbana em um cenário de pandemia. A COVID-19 tem gerado grandes intervenções urbanas, muitas vezes sem a possibilidade de grande planejamento ou investimento. Cidades convertem-se em laboratórios de experiências que podem trazer benefícios durante a crise e legar um mundo mais sustentável quando o pior passar.
"Já houve melhor momento para experimentar com o fechamento de ruas?", indagou o The New York Times em sua mais recente edição dominical. Como se fosse uma resposta a propostas de novas rotas para mobilidade ativa e espaços públicos seguros endossadas pelo jornal nova-iorquino, o prefeito Bill de Blasio anunciou no dia seguinte um plano para transferir de veículos motorizados a pedestres e ciclistas o direito de uso de 160 km de vias da megalópole.




